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Onde Comer em Bariloche: Restaurantes que Vale a Pena

Por Gabriel & Dominique· · 18 min de leitura

Escrito por

Gabriel e Dominique

Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pacheco, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.

⚡ Resposta rápida

Onde comer em Bariloche não tem resposta curta, mas tem resposta honesta: são quatro paradas que a gente frequenta desde que chegamos aqui e não para de indicar. El Boliche de Alberto para cordeiro e bife na brasa (3 endereços, sem reserva, prepara que tem fila), La Fonda del Tío para milanesa na Mitre 1130, Mamuschka para chocolate e uma das mais de 40 cervejarias artesanais da cidade para fechar. Centro dá pra fazer a pé; Avenida Bustillo pede carro.

  • El Boliche de Alberto: cordeiro e bife na brasa, 3 endereços, não aceita reserva
  • Chocolate: Mamuschka desde 1989, 110 tipos diferentes, e a gente ainda não zerou o cardápio
  • Cerveja: mais de 40 cervejarias artesanais, a Berlina abriu em 2004

O cheiro de cordeiro na brasa já toma a Avenida Bustillo antes de você achar vaga. É aí que a gente entende que onde comer em Bariloche não tem uma resposta única, tem um roteiro. A cidade na beira do Lago Nahuel Huapi virou capital argentina de duas coisas: brasa e chocolate. E no meio disso ainda tem milanesa que ocupa o prato inteiro, truta defumada saída dos lagos aqui do lado, cerveja artesanal direto do tanque e refúgio de montanha com chocolate quente na neve. Surreal. A gente come por essa cidade há 3 anos. Isso aqui é o guia que a gente queria ter tido na primeira vez que chegamos.

Índice

Onde comer parrilla em Bariloche (e a verdade sobre El Boliche)

Cordeiro patagônico na brasa é quase obrigação em Bariloche. E o endereço que aparece em toda lista, de toda pessoa que já passou pela cidade, é o El Boliche de Alberto. São três unidades: Calle Villegas 347, Calle Elflein 158 e Avenida Bustillo Km 8800. Cordeiro e bife de chorizo na brasa, sem reserva em nenhuma das três. Já vai sabendo disso, e, como quase tudo por aqui, política de reserva e horário mudam sem avisar, então confirma antes de sair de casa. onde comer em Bariloche: melhores restaurantes, Onde comer em Bariloche: Centro, Vale Liberdade Pois é, a gente fala a verdade logo de cara pra você não frustrar: El Boliche é gostoso, é tradicional e vale ir sim. Mas é o restaurante mais turístico de Bariloche, e isso aparece na fila do lado de fora em época de pico. A carne é boa, a porção é generosa (uma costela de cordeiro serve dois tranquilamente) e, pro tanto que vem, é bem em conta pra uma parrilla tradicional. Só que se você chegar esperando a melhor carne da sua vida, pode sair com a sensação de que foi muito boa, e não muito mais que isso. Vai pela tradição e pelo cordeiro, não esperando revolução.
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Dica do Vale Liberdade Uma curiosidade que confunde muita gente: a El Boliche de Alberto tem uma casa SÓ de massas, separada da parrilla, na Calle Elflein 143, quase de frente pra unidade de carne da Elflein 158. Se o grupo tá dividido entre carne e pasta, dá pra atacar os dois na mesma esquina.
Peça o cordeiro patagônico, que é o carro-chefe da região, ou o bife de chorizo com um Malbec. Fica a dica: o vinho argentino aqui é absurdo de bom e de barato, um Malbec desse nível no Brasil sai caro, e aqui sai barato o suficiente pra pedir uma garrafa sem a menor culpa. E leve fome de verdade: porção argentina é feita pra sobrar.
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Depois da parrilla, é isso que a galera mais pergunta: onde a gente come longe da fila do turistão. Juntamos nossos endereços fora do óbvio, de comida a rolê, no e-book, o jeito mais rápido de chegar já sabendo onde sentar.

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Milanesa e truta: onde comer os pratos típicos de Bariloche?

Se tem dois pratos que aparecem em todo cardápio de Bariloche, são a milanesa e a truta. A milanesa argentina é nossa conhecida bife à milanesa, só que vem do tamanho do prato, de verdade, o negócio é sério. A mais falada da cidade é a da La Fonda del Tío, na Calle Mitre 1130: o guia Taste Atlas elegeu "melhor milanesa do mundo" e, olha, a fama faz sentido. E não pesa no bolso: uma milanesa dessas divide entre dois de boa, então sai baratinho por cabeça. Já a truta é do Lago Nahuel Huapi, água gelada, peixe gordo, e você encontra defumada nas cartas mais bacanas da cidade. onde comer em Bariloche: melhores restaurantes, Onde comer em Bariloche: Av. Bustillo, Vale Liberdade A Avenida Bustillo, aquela estrada que margeia o lago em direção ao Circuito Chico, esconde os endereços que a maioria dos brasileiros passa batido. O El Mallín, no Km 11,6, é onde a gente manda a galera pra truta: o tartar e a bruschetta de truta defumada são o motivo de ir até lá. E não assusta na conta, fica no meio-termo, dá pra provar a truta sem pesar. Mais adiante, no Km 19,7, o Quiven Patagonia já apareceu no top 3 do TripAdvisor de Bariloche em 2024, com uma cozinha patagônica autoral que realmente merece o posto. É o mais caro dessa lista, então guarda ele pra um jantar especial, com calma, sem pressa. Fica a dica: esses dois pedem carro ou o ônibus da linha 20, porque estão espalhados ao longo de mais de 20 km de Bustillo.
Restaurante Endereço Vá por causa de
El Boliche de Alberto Villegas 347 / Elflein 158 / Bustillo Km 8800 Cordeiro e bife na brasa (sem reserva)
La Fonda del Tío Calle Mitre 1130 (centro) A milanesa premiada pelo Taste Atlas, do tamanho do prato
El Mallín Av. Bustillo Km 11,6 Tartar e bruschetta de truta defumada
Quiven Patagonia Av. Bustillo Km 19,7 Cozinha patagônica autoral, top 3 no TripAdvisor (2024)
Familia Weiss Vice Alte O'Connor 401 (10h às 23h30) Comida de montanha, defumados, fondue
A Familia Weiss, na Vice Alte O'Connor 401, abre das 10h às 23h30 todos os dias, mas confirma antes de viajar, que horário e dia de folga mudam do nada por aqui, e é carta certeira pra quem quer o lado alpino de Bariloche: defumados, goulash e fondue num só lugar. É daqueles lugares que a gente entra achando que vai só petiscar e sai duas horas depois, de boa. E o preço é camarada: ótimo tanto pra petiscar sem gastar muito quanto pra fechar uma refeição completa. Endereço no mapa: Familia Weiss no Google Maps.

Chocolate em Bariloche: quais chocolaterias realmente valem

A Calle Mitre é uma vitrine atrás da outra, e sim, a gente entrou em todas que pareciam boas. A Mamuschka, fundada em 1989, é a queridinha da galera: 110 tipos diferentes de chocolate, salão colorido que já virou ponto de foto obrigatório. Se você tem só uma tarde no centro, começa ali. onde comer em Bariloche: melhores restaurantes, Chocolaterias em Bariloche, Vale Liberdade Pois é, o negócio é que essa fama toda tem história. A primeira chocolateria de Bariloche surgiu na década de 1940, criada pelo italiano Aldo Fenoglio. E foi dela que nasceram as marcas que você vê por toda a Calle Mitre hoje: Rapa Nui, Del Turista e Tronador. A Del Turista, aliás, tem uma academia bem em cima da loja, a gente treinou lá por quase um ano olhando pro chocolate embaixo. Tortura deliciosa. Meio mundo do chocolate barilochense tem a mesma raiz. Ah, e a antiga Chocolatería Fenoglio foi comprada pela Havanna na década de 1970, daí surgiu o Museo del Chocolate Havanna que existe na cidade até hoje. Saber disso muda o passeio: você não tá só comprando bombom, tá andando por uma linhagem de quase 80 anos.

"A Mamuschka faz 110 tipos de chocolate; a cidade inteira de chocolate começou com uma só loja, em 1940."

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Nossa estratégia pra degustar sem enjoar: barrinha avulsa ou caixinha pequena em duas ou três casas diferentes e comparar. O chocolate ao leite com avelã é o clássico, mas prova o amargo com framboesa e o famoso chocolate quente submarino. Esse último é uma barra de chocolate inteira que derrete no leite quente. Que demais. A gente já saiu de mais de uma dessas com o discurso de "somos muito gordos", e sem o menor arrependimento. Endereço pra começar: Mamuschka na Calle Mitre.
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Dica do Vale Liberdade Chocolate quente de verdade em Bariloche não é achocolatado. É barra de chocolate derretida, grossa, do tipo que sustenta a tarde inteira depois de uma trilha. Peça sempre o "chocolate caliente" nas próprias chocolaterias, não na cafeteria genérica ao lado.

Cervejaria artesanal: qual pedir o quê

Bariloche tem mais de 40 cervejarias artesanais, e a galera leva isso tão a sério quanto o chocolate. A gente fala e as pessoas acham exagero. Não é. Cada cervejaria tem uma personalidade própria, e saber qual estilo pedir em cada uma faz toda a diferença. As quatro que a gente sempre indica são Berlina, Antares, Bachmann e a Microcervecería Patagonia. onde comer em Bariloche: melhores restaurantes, Cervejarias artesanais, Vale Liberdade A Berlina, fundada em 2004, é uma das mais antigas da cidade. Se você curte encorpado, vai direto na Foca Negra, uma stout escura e cremosa que justifica a parada. Prefere algo mais leve? A Patagonia Golden resolve. A Antares chegou em 2006 e é a pedida certa pra quem não sabe o que quer: são 10 estilos fixos no menu mais os sazonais, dá pra ficar um tempo só experimentando. A assinatura deles é a Scotch Ale. A Bachmann tem uma história curiosa: a família chegou a Bariloche em 1907 e só abriu a cervejaria em 1999. Hoje tem duas unidades, uma no centro e outra na Playa Centenario, boa pra sentar com vista e não ter pressa. Já a Microcervecería Patagonia fica no Km 24,7 do Circuito Chico, tem tour pela produção e uma vista pro lago Nahuel Huapi que a gente ficou sem palavras na frente. Detalhe importante: reserva pro salão principal é necessária. Sem reserva, dá pra comprar uma ficha e tomar em qualquer cantinho do espaço, a vista é a mesma de qualquer ponto.
Cervejaria Desde Peça
Berlina 2004 Foca Negra (stout) ou a Golden leve
Antares 2006 Scotch Ale (10 estilos fixos no menu)
Bachmann 1999 (família desde 1907) Rubia ou Roja, com vista na Playa Centenario
Microcervecería Patagonia Circuito Chico Km 24,7 Faça o tour e beba olhando o Nahuel Huapi
Fica a dica: quase toda cervejaria aqui oferece o "sampler", uma tábua com 4 ou 5 copinhos de estilos diferentes. Peça isso primeiro pra descobrir o seu antes de cravar um caneco inteiro. E o melhor: cerveja artesanal aqui não pesa no bolso, dá pra fazer o rolê de mais de uma casa no mesmo dia sem susto na conta. E se você tá indo pro Circuito Chico, já emenda a Microcervecería Patagonia no final do passeio, porque ela fica bem no caminho.

Onde comer nos cerros (Catedral e Otto)

Quem passa o dia esquiando no Cerro Catedral ou subindo o Cerro Otto em algum momento trava na mesma dúvida: onde almoçar lá em cima? A boa notícia, galera, é que dá pra comer com vista de montanha de verdade, não é papo de folheto não. Pra você não se perder, a gente separou os quatro pontos que valem a parada:
Lugar Onde fica O que pedir (e o papo real)
Refúgio Berghof Cerro Otto, acesso pelo Km 4,8 da Avenida Bustillo, subindo o caminho de terra, e uns 10 minutos a pé pela neve na reta final Menu fechado que termina em chocolate quente. É a antiga casa do pioneiro Otto Meiling e só abre no inverno. O mais salgado dos cerros: você paga pela experiência inteira, não por um prato avulso, mas é um rolê que praticamente nenhum blog brasileiro conta, e a gente fica sempre besta com isso.
Confeitaria Giratória Cerro Otto, Avenida de los Pioneros Km 5 Café com vista girando 360° enquanto o Nahuel Huapi, a cidade e as montanhas passam pela janela devagarzinho. O ingresso do teleférico costuma dar direito à visita (confirmar antes, políticas mudam), então já entra no valor da subida, você não paga um café caro à parte. Muito maneiro.
Rocco Bar Cerro Catedral, na base, na vila de esqui Pizza e hambúrguer depois de um dia na neve, sem drama e com conta camarada pro que é comida de estação de esqui. Salva a vida de quem desce faminto.
Refúgio Lynch Cerro Catedral, lá em cima, a uns 2.000 metros, subindo de teleférico Chocolate quente e petisco de montanha. Você paga um tiquinho a mais pela altitude, mas a vista dá vontade de ficar, perfeito entre uma descida e outra.
A gente sobe muito nos refúgios de montanha daqui, e tem um detalhe que a experiência ensinou: no Cerro Catedral a gente já dormiu no motorhome no estacionamento pra encarar a trilha do Refúgio Frei logo cedo. A Domi, que é resgatista certificada e já fez três Patagonia Runs, é quem dita a regra antes de cada subida no inverno: mochila sempre com casaco extra, água e comida de emergência, porque o tempo nos cerros vira num piscar de olhos, a fome depois de horas na neve é de outro mundo, e refúgio aberto nunca é garantia. Comer um pãozinho quente lá em cima, com fome de verdade, é das melhores refeições que existem. Comida de refúgio não ganha prêmio de gastronomia. Ganha no contexto, e ganha feio.
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Dica do Vale Liberdade Nos cerros, leve sempre uma barrinha e água na mochila além do que vai comer no restaurante. No inverno o frio e a altitude dão uma fome desproporcional, e nem todo ponto de parada no topo do Catedral está aberto em dia de tempo fechado. Fica a dica: confirmar antes de viajar, horários e condições mudam.

Filas, alta temporada e comer com o carro: como se virar?

Julho em Bariloche é o pico da alta temporada de inverno, que bate junto com as férias escolares argentinas. Resultado: os clássicos ficam lotados e as filas aparecem do nada. A El Boliche de Alberto não aceita reserva, então a galera se acumula na porta mesmo. A regra que não falha: chegar na abertura, tanto no almoço quanto no jantar. Só que jantar na Argentina começa tarde de verdade, tipo 20h30, 21h. Chegar às 19h esperando sentar não vai rolar.

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Pra quem viaja de carro ou motorhome, como a gente, o jogo é outro. Vale abastecer nos supermercados locais, as redes La Anónima e Todo têm boas unidades na cidade, e passar pelas feiras também. Cozinhar parte das refeições guarda a grana pra gastar onde realmente vale o rolê. E olha, a gente já foi convidado pra uma pizza feita na churrasqueira num camping, com fogueira e vinho, e às vezes a melhor mesa da viagem é essa, montada ali na beira de um acampamento. Restaurantes com estacionamento pra veículos grandes estão mais na Avenida Bustillo do que no centro apertado, onde encontrar vaga é perrengue garantido.

E já que muita gente pergunta: dá pra comer com cachorro? O Pacheco, nosso pug, vai com a gente em tudo, e a real é que a maioria dos restaurantes de salão fechado aqui não deixa o bicho entrar na parte interna, no frio dá até pra entender. O truque que sempre funciona é ficar nas mesas de fora: os decks e pátios ao longo da Avenida Bustillo e os jardins das cervejarias (a Patagonia lá no Circuito Chico, com aquele gramadão de frente pro lago, e a Berlina) costumam ser de boa com o cão do seu lado, ao ar livre. E nos cerros e refúgios, aí sim o Pacheco anda solto e feliz da vida. Fica a dica: liga antes e pergunta pela parte externa, que é onde o rolê com pet rola tranquilo.

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Dica do Vale Liberdade Reunimos os endereços fora do óbvio de Bariloche, de comida a passeios, no nosso e-book "Bariloche fora do óbvio". Já chegar sabendo onde a gente come de verdade, longe da fila do turistão, muda tudo.

Se você quer entender a lógica geral da viagem antes de escolher onde comer, vale ler também o que fazer em Bariloche e a melhor época para ir para Bariloche, porque a estação muda muita coisa, inclusive quais refúgios estão abertos. E se a ideia é encarar as trilhas até esses refúgios com quem conhece o caminho, a gente leva grupos de trekking pela região pela Vale Trips, comendo bem no fim de cada dia.

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Conclusão: monte seu roteiro de sabores

Depois de comer por essa cidade há 3 anos, o conselho de quem mora aqui é sobre ordem, não sobre lista. Com poucos dias, resolve o centro primeiro, é tudo a pé e você mata parrilla, milanesa e chocolate quase na mesma caminhada, sem gastar tempo de estrada. Guarda a Avenida Bustillo e o Circuito Chico pro dia que pegar carro, com calma, que é lá que estão a truta e as cervejarias com vista. E deixa os cerros pro dia de montanha, porque ali a comida vale pelo contexto, não pelo prato. Se der pra priorizar um só pra não errar: parrilla de cordeiro no primeiro almoço, chegando na abertura, que fila em Bariloche é bem real. Fica a dica. E se bater vontade de emendar as trilhas da região com comida boa no fim de cada dia, chama a gente no WhatsApp da Vale Trips, bora junto num grupo pequeno.

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❓ Perguntas frequentes sobre gastronomia em Bariloche

Os restaurantes de Bariloche aceitam cartão ou precisa de dinheiro?

A maioria dos restaurantes de salão aceita cartão numa boa, pode ir tranquilo. Mas guarda uns pesos em espécie no bolso, galera, porque refúgio de montanha, feira e barraquinha muitas vezes só rolam no dinheiro vivo, e lá nos cerros nem sempre tem sinal pra maquininha funcionar. Fica a dica: cartão internacional às vezes puxa uma taxa chata, então pergunta se tem desconto pagando em espécie, que em vários lugares tem e ninguém te conta.

Tem opção vegetariana nos restaurantes de Bariloche?

Tem, e mais do que a fama de terra do cordeiro faz parecer. Milanesa de berinjela, provoleta na chapa, empanadas de verdura, pizza e as tábuas de queijo salvam qualquer vegetariano por aqui. As cervejarias costumam ter opção sem carne também. Fica a dica: vegano é mais puxado, porque queijo entra em quase tudo, nesse caso, avisa na hora de pedir que a galera se vira pra adaptar.

Bariloche é bom para comer com crianças?

Muito bom, sério. Chocolate, milanesa, pizza, qualquer criança aprova na hora. E a Confeitaria Giratória do Cerro Otto vira um passeio por conta própria só pela vista girando 360°, que demais. Ah, e as porções argentinas são generosas pra caramba. Normalmente um prato serve bem duas crianças pequenas.

Quanto tempo reservar para comer bem em Bariloche?

Com 4 a 5 dias você prova o essencial sem correria: uma parrilla de cordeiro, uma milanesa caprichada, truta defumada lá na Bustillo, a rodada de chocolate no centro e uma cervejaria artesanal. Se tiver um dia de montanha no roteiro, encaixa um almoço nos cerros que já vira programa duplo.

Dá pra comer bem em Bariloche gastando pouco?

Dá, e com folga, meu povo. O truque é misturar: uma milanesa dessas divide fácil entre dois, empanada e pizza quebram um galho barato, e o vinho argentino é bom e em conta que é uma beleza. Quem viaja de carro ou motorhome, como a gente, cozinha parte das refeições e junta a grana pra estourar num jantar especial, tipo a truta lá na Bustillo. Fica a dica: não come todo dia no lugar mais turístico, porque ali parte do que você paga é pela fila. Alterna um clássico com um endereço fora do óbvio e a viagem inteira sai mais em conta.

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