
rota do chocolate de Bariloche: as melhores chocolaterias
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pacheco, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
A rota do chocolate de Bariloche é um trecho a pé na rua Mitre, no centro, onde ficam 17 chocolaterias em umas quatro quadras. Dá pra fazer numa tarde, começando pela Benroth (Mitre 150) e terminando na Abuela Goye (Mitre 442). No inverno a cidade tem até 50% menos turistas e você prova com a loja quase vazia.
- 17 chocolaterias na rua Mitre, entre as ruas Rolando e Quaglia
- A primeira da Patagônia foi a Confitería Tronador, de 1948 (não a Rapanui, que é de 1996)
- Fábrica belga VanWynsberghe fica a 25 km do centro e só recebe com reserva (tá na nossa lista do próximo rolê por lá)
Índice
- O que é a rota do chocolate e onde ela fica
- As melhores chocolaterias e por onde começar
- A história que quase todo mundo erra (Tronador x Rapanui)
- Chocolate de verdade: quem faz desde o cacau
- Vale sair do centro? A fábrica belga a 25 km
- Qual a melhor época para a rota do chocolate
- Onde estacionar o motorhome
O que é a rota do chocolate e onde ela fica
Quando você entra na rua Mitre, o cheiro de cacau chega antes da vitrine. É a principal do centro, toda plana, na calçada, a poucos metros do Centro Cívico e da beira do Lago Nahuel Huapi. Não precisa de carro, guia nem ingresso: você entra, prova no balcão e segue pra próxima. E aqui vai o melhor: quase toda loja deixa você experimentar de graça ali na hora, então dá pra andar quadra a quadra provando sem gastar nada até decidir o que levar. E pra quem viaja com cachorro que nem a gente: a maioria das chocolaterias não deixa cão entrar, mas como é tudo rápido no balcão dá pra revezar na calçada, um segura o pet enquanto o outro prova, ou deixar o bicho de boa; o Pacheco fica feliz da vida esperando no motorhome, que é a casa dele. Fica a dica. Simples assim, e surreal de bom.
Essa fama toda não é à toa. Foram os imigrantes italianos, com a tradição alpina toda de confeitaria, que fizeram de Bariloche a capital argentina do chocolate. Hoje a Calle Mitre é praticamente uma vitrine contínua de vidro e cheiro de cacau. Dá pra fazer a rota inteira em 1h30 sem pressa, ou esticar pra uma tarde inteira se você parar pra um chocolate quente no meio. A gente recomenda esticar, sentar num canto com o copo quente na mão e ver a rua passar já vale a tarde inteira. De boa.
O negócio é que a rua Mitre fica coladinha em tudo que você já vai visitar no centro. Se está montando o roteiro, dá uma olhada em o que fazer em Bariloche pra encaixar a rota do chocolate num fim de tarde, entre um passeio de barco e o pôr do sol na pracinha com mate. Esse é nosso programa favorito por lá, mesmo sendo brasileiros.
As melhores chocolaterias e por onde começar
Bora lá: a melhor forma de fazer a rota do chocolate de Bariloche é caminhar a rua Mitre numa direção só, do número mais baixo ao mais alto, sem ziguezaguear. Comece pela Benroth (Mitre 150), siga pra Frantom (Mitre 201) e Rapanui (Mitre 202), passe na Del Turista (Mitre 239), na Mamuschka (Mitre 298) e feche na Abuela Goye (Mitre 442). Seis paradas em ordem de endereço, você não anda pra trás, não cansa à toa.
Cada uma tem sua cara, e isso é o que faz a rua ser tão boa. A Rapanui é a mais famosa e a maior marca da cidade. É onde você acha o Franui, aquela framboesa congelada banhada em chocolate branco e amargo que virou vício nacional. A Mamuschka é a queridinha de quem entende: embalagem colorida linda, chocolate ao leite que a gente acha um dos melhores da rua, e balcão sempre cheio. Que demais. A Del Turista funciona desde 1964 e tem uma variedade enorme, é a mesma marca daquela chocolateria que a gente ficou olhando de cima da academia em San Martin de los Andes, tortura deliciosa.
| Chocolateria | Endereço | Destaque |
|---|---|---|
| Rapanui | Mitre 202 | Franui e a marca mais famosa |
| Mamuschka | Mitre 298 | 110 tipos, chocolate ao leite top |
| Del Turista | Mitre 239 | Em operação desde 1964 |
| Benroth | Mitre 150 (e Beschtedt 569) | Tradicional, fundada em 1965 |
| Abuela Goye | Mitre 442 | Bombons e alfajores |
| Frantom | Mitre 201 | Fábrica própria, boa relação custo |
A história que quase todo mundo erra (Tronador x Rapanui)
A primeira chocolateria da Patagônia não foi a Rapanui. Foi a Confitería Tronador, fundada em 1948 por Aldo Fenoglio, um italiano que saiu de Turim e chegou em Bariloche naquele ano. A Rapanui nasceu só em 1996, quase 50 anos depois, quando Diego Fenoglio, filho do Aldo, vendeu a parte dele na Tronador e abriu a própria marca. Quase todo blog troca essas duas datas e cravar "Rapanui desde 1948" virou um erro clássico de internet (quem já contou essa história direito foram a Forbes Argentina e a La Nación, em reportagens sobre a família Fenoglio e a origem do chocolate em Bariloche). Pois é, esse detalhe muda a história inteira. Foi o Aldo, vindo da Itália no pós-guerra, que plantou a semente do chocolate em Bariloche. O Diego pegou essa herança e construiu com a Rapanui a maior empresa de chocolate da cidade, com 1.400 funcionários. Não é marketing não, é uma família de imigrantes que virou a cara doce da Patagônia argentina em três gerações. Caraca."A Confitería Tronador abriu em 1948. A Rapanui só nasceu em 1996. Quem diz que a Rapanui tem 75 anos está contando a história errada."
Chocolate de verdade: quem faz desde o cacau
Olha, nem toda chocolateria de Bariloche produz o próprio chocolate. Muitas compram massa de cacau pronta, importada, e só modelam bombons e barras aqui na cidade. Fazer chocolate desde o cacau, o chamado bean to bar, é outro nível de trabalho. A Mamuschka, fundada em 1989 e com 110 tipos diferentes de chocolate, foi a primeira de Bariloche a produzir a própria massa em vez de só moldar chocolate de fora.
Por que isso importa pra quem vai visitar? Porque muda o sabor. Quem faz a própria massa controla a torra, a doçura e a textura do começo ao fim, e o resultado costuma ser um chocolate com identidade própria, que você sente logo na primeira mordida. Quem só modela importado entrega um produto mais parecido com o de qualquer lugar. Não que um seja ruim e outro bom. Mas ajuda a entender por que a Mamuschka e a Rapanui têm gosto tão diferente uma da outra estando na mesma rua.
Vale sair do centro? A fábrica belga a 25 km
Vale, sim. Se você tiver meio dia sobrando e curtir ver como o chocolate nasce do zero, bora lá. A Chocolaterie VanWynsberghe é uma fábrica de família belga fundada em 2015, na Av. Bustillo km 15.5, a 25 km do Centro Cívico de Bariloche. O esquema é completamente diferente das lojas da rua Mitre: aqui você visita o local de produção e faz degustação, das 10h às 21h, mas só com reserva prévia. Fica a dica: a degustação tem custo separado da entrada, então leve dinheiro em espécie e confirma o valor na hora de reservar. E confirma antes de viajar porque horários e condições mudam.
A diferença é essa: na rua Mitre você compra, prova e vai embora, tudo no centro, sem marcar nada. Na VanWynsberghe você sai da cidade, entra numa fábrica de verdade e vê o processo acontecendo. Mas precisa ter agendado antes, sem exceção.
A Av. Bustillo é a mesma estrada que leva ao Circuito Chico e ao Cerro Campanário, a gente anda bastante nela. Então dá pra encaixar a visita à fábrica no mesmo dia de passeio pela beira do lago. Fica a dica: junte tudo no mesmo rolê e o deslocamento já vale o dia.
| Experiência | Loja na rua Mitre | Fábrica VanWynsberghe |
|---|---|---|
| Localização | Centro, a pé | Av. Bustillo km 15.5, 25 km do centro |
| Reserva | Não precisa | Obrigatória, confirma antes |
| O que você vê | Vitrine e balcão | Processo de produção, muito maneiro de acompanhar |
| Tempo | 15 a 30 min por loja | Meio período (com deslocamento) |
Qual a melhor época para a rota do chocolate
Sobre a melhor época, tem um ponto que ninguém explica direito. A Semana Santa é quando rola a Fiesta Nacional del Chocolate, com direito a uma barra gigante de 221 metros montada na rua Mitre. Em 2026 a festa está marcada pra 2 a 5 de abril (confirmar antes de viajar, datas mudam). É surreal, mas é também o pico máximo de turismo do ano: rua Mitre lotada, fila em tudo e um perrengue danado pra estacionar motorhome. No inverno, entre junho e agosto, a cidade tem até 50% menos gente e as chocolaterias ficam quase desertas. Foi exatamente o que a gente viveu. Fomos buscar nosso motorhome em julho de 2021, no frio de verdade, e sentimos na pele o que é Bariloche fora da alta temporada: chocolateria vazia, atendente com tempo pra conversar e vaga pra estacionar sem drama. Que demais. Pra quem quer provar chocolate com calma, o inverno ganha fácil. Se a ideia é curtir a festa e não liga pra multidão, aí sim a Semana Santa faz sentido. Pra montar isso direito, vale ver a melhor época para ir a Bariloche e o guia de Bariloche em julho antes de fechar as datas.Parceiros Vale Liberdade
Depois de anos vivendo na Patagônia, nossos equipamentos são da The North Face. Pra encarar o frio do centro andando de loja em loja na rua Mitre, é a marca em que a gente confia: casaco quente e leve, do jeito que um passeio a pé no inverno de Bariloche pede.
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Onde estacionar o motorhome
Quem chega de veículo grande sofre pra estacionar no centro de Bariloche, e a gente sabe disso na pele com nossa Sprinter de 4 toneladas. A jogada é deixar o motorhome fora e ir a pé até a rua Mitre. O Lago Azul Motorhome Parking fica na Av. Bustillo km 2.988, a cerca de 3 km do centro, e resolve bem: você estaciona lá, pega a beira do lago e cai na rota do chocolate sem estresse de vaga. Forçar o centro não compensa, confia.
Endereço do estacionamento no mapa: Lago Azul Motorhome Parking, Av. Bustillo km 2.988. E se você quer entender melhor como é o inverno por aqui, dá uma olhada em quando neva em Bariloche pra alinhar a expectativa de frio com a data do chocolate.
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Conclusão
Pois é, galera: quatro quadras na rua Mitre, uma tarde tranquila e a rota do chocolate de Bariloche já tá feita do jeito certo. Seis lojas em sequência, degustação em cada uma, e a sensação de que a vida tá bem. A gente já perdeu a conta de quantas vezes fez esse trajeto, e ele nunca perde a graça. Se rolar, aproveita o sossego do inverno e estica até a fábrica belga pra ver como tudo começa, que demais. A gente reuniu num e-book os cantos de Bariloche fora do óbvio, com os lugares que só quem mora aqui conhece. E se você quer viver a Patagônia argentina na trilha e não só no doce, a gente leva grupos pra fazer trekking na região, com toda a logística resolvida. Chama no WhatsApp que a gente conta como funciona.
Viva isso com a gente, Vale Trips
A gente leva grupos pequenos (mistos, até 12 pessoas) para viver a Patagônia de verdade: trekking, refúgios e os lugares que descobrimos morando aqui. Logística, guia e hospedagem por nossa conta. Você só chega com vontade de aventura.
❓ Perguntas frequentes sobre rota do chocolate de Bariloche: as melhores chocolaterias
Quantos dias preciso para fazer a rota do chocolate de Bariloche?
Meia tarde resolve, galera. As chocolaterias da rua Mitre ficam num trecho de quatro quadras que você caminha em 1h30 sem pressa nenhuma. Fica a dica: se quiser incluir a fábrica belga na Av. Bustillo km 15.5, separa meio dia extra porque fica a 25 km do centro e exige agendamento.
Dá pra fazer a rota do chocolate com crianças?
Dá, e é um dos passeios mais tranquilos de Bariloche com criança. É tudo plano, no centro, calçada larga na rua Mitre. Várias lojas, como a Rapanui e a Mamuschka, têm degustação livre no balcão, então a molecada prova antes de escolher. Nada de trilha, nada de altitude. De boa.
Como chego na rua Mitre de transporte público?
Fácil: a rua Mitre é o coração do centro, então quase toda linha de ônibus urbano de Bariloche passa perto, desce no Centro Cívico e você já tá a uma quadra da primeira chocolateria. Quem tá hospedado na Av. Bustillo pega a linha que corre pela beira do lago e desce no centro. Fica a dica: o ônibus lá funciona com a carteirinha SUBE, então compra uma numa banca ou kiosco antes, que motorista não vende passagem avulsa. Vindo de motorhome, a gente deixa a Sprinter no estacionamento e faz o último trecho a pé mesmo, que é curtinho.
Preciso reservar alguma chocolateria com antecedência?
As lojas do centro na rua Mitre não precisam de reserva, é só entrar. Quem precisa de agendamento é a fábrica da Chocolaterie VanWynsberghe (Av. Bustillo km 15.5), que só recebe pra degustação com reserva prévia, das 10h às 21h. Confirma antes de viajar porque horários mudam.
Dá pra combinar a rota do chocolate com um dia de neve?
Dá, e é o combo perfeito. No inverno a rua Mitre fica no frio de verdade, então você anda de loja em loja com o chocolate quente aquecendo a mão e, no mesmo dia, sobe pro Cerro Catedral ou pega a Av. Bustillo pra ver a montanha branca. Fica a dica: guarda o chocolate pro fim do rolê, que no frio ele nem derrete na mochila.



