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Viajar para Bariloche: o guia essencial para aproveitar o melhor da Patagônia argentina
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
Viajar para Bariloche rende bem em 5 a 7 dias, com base no centro ou na Avenida Bustillo. O voo direto de Buenos Aires leva cerca de 2h20 e pousa a 15 km da cidade. A melhor época depende do plano: junho a setembro é neve no Cerro Catedral, dezembro a março é trilha e lago.
- Aeroporto a 15 km do centro, voo direto de Buenos Aires em 2h20
- Cerro Catedral a 19 km, maior estação de esqui da América do Sul com 53 pistas
- Circuito Chico tem 65 km e dá para fazer em meio dia de carro. O mirante do Llao Llao, pra gente, entrega o melhor pôr do sol que já vimos nessa cidade.
Era outubro quando a gente estacionou o motorhome em Bariloche pela primeira vez. O Nahuel Huapi estava cor de prata no contraluz das 4 da tarde, e o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, foi direto farejar a neve que ainda sobrava na calçada. A gente achava que ia ficar duas semanas. Ficou três anos.
Viajar para Bariloche é uma das melhores decisões que um brasileiro pode tomar, desde que vá com o plano certo para o mês certo. Tudo que a gente aprendeu morando aqui, de como escolher bairro até onde comer fugindo do circuito de turista, está nesse guia. Sem enrolação.
Índice

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- Quando viajar para Bariloche
- Como chegar em Bariloche
- Onde se hospedar: bairro por bairro
- O que fazer em Bariloche
- Quanto custa e como economizar
- Onde comer (os nossos favoritos)
- Perguntas frequentes
Quando viajar para Bariloche

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A melhor época para viajar para Bariloche muda completamente o que você vai encontrar lá. Entre junho e setembro a cidade vira branca, com mínimas de -5 °C e esqui no Cerro Catedral. De dezembro a março os dias chegam a 25 °C, perfeitos para trilha e lago. Abril e outubro são a meia-estação: menos fila, preço menor e clima que surpreende para o bem.
A gente já passou os quatro climas aqui, morando dentro do motorhome. E olha, cada um tem o seu charme, juro. No inverno, a primeira vez que a gente dirigiu na neve foi puro frio na barriga: empolgação e cuidado na mesma medida. Em outubro pegamos neve caindo enquanto tomávamos chá numa casa com vista pro lago, e a Domi soltou a frase de sempre: “eu não tenho maturidade para esse lugar”.
Se a sua viagem é de neve e esqui, mire julho. Se é de trilha, lago e céu azul, vá no fim de fevereiro ou começo de março, quando o calor de pico já passou mas os dias ainda são longos. Quer o detalhe mês a mês? A gente abriu isso no guia de melhor época para ir para Bariloche.
| Época | Temperatura | Ideal para | Movimento |
|---|---|---|---|
| Jun a set (inverno) | -5 °C a 8 °C | Esqui, neve | Alta (julho lota) |
| Dez a mar (verão) | 10 °C a 25 °C | Trilha, lago, kayak | Alta (janeiro lota) |
| Abr e out (meia) | 2 °C a 15 °C | Preço baixo, paz | Baixa |
Independente do mês, leve roupa de frio de verdade. Mesmo em janeiro o vento da montanha vira o tempo numa tarde. A gente usa equipamento The North Face em camadas e isso salva qualquer dia ruim na trilha.
O que vestir em Bariloche?
Bariloche exige roupas certas para o frio. Fizemos um guia completo com tudo que você precisa levar na mala. E tem cupom de 10% na The North Face esperando por você lá.
Como chegar em Bariloche

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Bariloche fora do óbvio
Os lugares que só quem mora aqui conhece: roteiros, trilhas e cantos fora dos pacotes tradicionais. O jeito mais rápido de montar uma viagem com cara de local.
Bariloche se chega de avião pelo Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria, a 15 km do centro, com voos diretos de Buenos Aires em cerca de 2h20. Por terra são cerca de 1.600 km da capital argentina, 22 horas de ônibus. Vindo do Chile, dá para entrar pela travessia dos lagos, de barco e van. Três opções bem diferentes de perrengue.
A gente chega aqui sempre pela estrada, com as nossas 4 toneladas e 250 kg de motorhome, e a Ruta 40 entregando paisagem o caminho inteiro. Para quem vem de avião, o voo direto de Buenos Aires é disparado o mais prático. O aeroporto é pequeno e organizado, e em 20 minutos de carro você está no centro. Detalhamos tudo no guia do aeroporto de Bariloche.
Não tem táxi com taxímetro padrão no aeroporto. Combine transfer antes ou pegue o ônibus da linha 72, que liga o aeroporto ao centro por uma fração do preço do táxi. A viagem leva uns 30 minutos.
Já dentro de Bariloche, o transporte público funciona melhor do que muita gente imagina. A linha 3 do Mi Bus vai do centro até o Cerro Catedral e até o Llao Llao, passando por toda a Avenida Bustillo. Mas se você ficar mais de 4 dias e quiser ir até Villa La Angostura ou rodar o Circuito Chico no seu ritmo, alugar carro compensa muito. Para entender melhor a geografia da região, fica a dica do nosso guia de onde fica Bariloche.
Onde se hospedar em Bariloche: bairro por bairro

A escolha de onde se hospedar em Bariloche muda o tipo de viagem que você vai ter. O centro é prático para quem não tem carro e quer restaurantes a pé. A Avenida Bustillo, que segue 25 km à beira do Lago Nahuel Huapi, tem as melhores vistas e os hotéis de campo. O Cerro Catedral é base de quem vem só esquiar.
A gente já estacionou o motorhome em quase todos esses pontos, e cada um serve um tipo de viagem. No centro você acorda perto da pracinha, do nosso lugar favorito de pôr do sol com mate, e resolve tudo a pé. Na Bustillo você troca a praticidade pela paisagem, com o lago na janela e o ar de montanha. Para a parte de baixo da avenida, na altura do km 18, o silêncio e a vista pagam a distância. Que demais.
| Região | Distância do centro | Para quem |
|---|---|---|
| Centro | 0 km | Sem carro, vida a pé, restaurantes |
| Av. Bustillo (km 8 a 18) | 8 a 18 km | Vista do lago, sossego, com carro |
| Cerro Catedral / Villa Catedral | 19 km | Esquiadores, ski-in no inverno |
| Dina Huapi | 15 km (leste) | Orçamento, base tranquila de carro |
Se você vem só para esquiar em julho, ficar no Cerro Catedral economiza 40 minutos de fila de carro por dia na subida. Se vem para conhecer a cidade toda, fique no centro ou na Bustillo e suba para o Catedral nos dias de neve.
O que fazer em Bariloche
Bariloche entrega montanha, lago e trilha o ano inteiro. O Circuito Chico, com 65 km, reúne os mirantes mais famosos em meio dia de carro. O Cerro Catedral, a 19 km do centro, é a maior estação de esqui da América do Sul, com 53 pistas. E os refúgios de montanha, como o Frei e o Lopez, são para quem quer caminhar de verdade.
Esse aqui é o nosso terreno. O Gabriel já subiu o Refugio Lopez umas 20 vezes só pra tomar café lá em cima olhando a vista, que os argentinos juram ser a melhor da região. A Domi já foi ao Refúgio Frei umas 20 vezes também, inclusive de raquete de neve num dia que a gente achava que eram 20 km e eram 24. Do km 6 ao 10 é onde divide menino de homem. Ela chorou de emoção ao chegar no topo. Foram 8 horas no total. Bora lá.
Para um primeiro contato com a cidade, comece pelo Circuito Chico e pelo Cerro Catedral. Se a viagem tem mais dias, esticar até Villa La Angostura, a 80 km, vale demais: o Bosque de Arrayanes tem árvores de até 15 metros que dizem ter inspirado o cenário do Bambi. A lista completa está no guia do que fazer em Bariloche.
“O Refugio Lopez tem 900 metros de desnível em 9 km. Melhor coisa do mundo é comer um pãozinho quente lá em cima quando você está com fome.”
Endereços para você cravar no mapa: Cerro Catedral (Villa Catedral s/n, tel. +54 294 440-9000) e Refugio Lopez, na saída da trilha do mesmo nome no Circuito Chico. Para o esqui em detalhe, separamos tudo no guia do Cerro Catedral.
Uma coisa que a gente sempre fala: trilha de montanha na Patagônia não é passeio de domingo. É por isso que levamos grupos de brasileiros para fazer trekking aqui, com a logística pronta e alguém que conhece cada km do caminho. Faz diferença ter ao lado quem já errou a distância e já voltou de noite com a alma chegando ainda.
Quanto custa e como economizar em Bariloche
Viajar para Bariloche é mais barato do que o brasileiro imagina em comida e vinho, e mais caro em hospedagem de alta temporada. O que pesa no orçamento é dormir em julho e janeiro e os passeios pagos. Comer fora sai em conta, e o vinho argentino custa uma fração do que você paga no Brasil. Isso muda a conta no fim do dia.
A gente brinca que o vinho aqui é quase de graça perto de casa. Para segurar o gasto da viagem, a lógica é simples: vá na meia-estação, cozinhe parte das refeições e concentre os passeios pagos nos que realmente valem. Boa parte do melhor de Bariloche, como as trilhas e os mirantes do Circuito Chico, é de graça.
Leve pesos em espécie e pague em dinheiro sempre que der. Em muitos lugares o câmbio do dinheiro vivo rende bem mais do que o cartão. E mercado grande sai bem mais barato que os mercadinhos da Avenida Bustillo.
A gente reuniu os truques que usa morando aqui, mais os cantos fora do circuito turístico, num e-book chamado “Bariloche fora do óbvio”. É o tipo de coisa que economiza dias de tentativa e erro de quem chega pela primeira vez. Para planejar o calendário e fugir da alta, vale também o guia da primavera em Bariloche, uma das melhores janelas de preço.
Onde comer em Bariloche: os nossos favoritos
Comer em Bariloche é parte do passeio, e os favoritos da gente ficam bem longe da rua principal de chocolate. O restaurante Cuchara, na Avenida Bustillo, é onde a gente repete sempre. O Bar de la Patagonia, no meio do Circuito Chico, pede reserva para o salão principal. E o cordeiro patagônico é obrigatório pelo menos uma vez.
A verdade é que a gente não tem vergonha nenhuma de assumir: somos muito gulosos. Já pedimos “titiolinas de cordeiro” sem saber que era intestino, provamos mesmo assim, parecia lula e ainda é prato nobre por aqui. A dica honesta é fugir da Avenida Mitre, a rua das chocolaterias para turista, e procurar onde o pessoal da cidade come. A diferença é grande.
Endereços: Cuchara (Av. Bustillo) e Bar de la Patagonia, no Circuito Chico, com reserva recomendada (tel. +54 294 446-1527). Para tomar a cerveja sem reserva, dá para comprar a ficha e beber em qualquer canto do entorno, com vista de lago de graça.
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Siga nossa vida na Patagônia!
Acompanhe nosso dia a dia morando de motorhome pela Argentina. Trilhas, gastronomia, perrengues e muito mais!
Vale a pena viajar para Bariloche?
Viajar para Bariloche vale, e muito, desde que você vá com a roupa certa e o tempo certo. Bariloche entrega montanha, lago e trilha num pacote que poucos lugares do mundo juntam, a um custo amigável para o brasileiro. Em 5 a 7 dias você sai daqui com a sensação de ter visto a Patagônia de verdade, não só o cartão-postal.
A gente vive nessa região há 3 anos e ela ainda nos surpreende toda semana. Se a sua ideia é caminhar de verdade pelos refúgios e trilhas, e ter ao lado quem conhece cada pedra do caminho, é exatamente isso que a gente faz com os nossos grupos de trekking. Seja qual for o seu jeito de viajar para Bariloche, leve curiosidade, casaco de camadas e fome. O resto a montanha resolve. Faz parte da aventura.
❓ Perguntas frequentes sobre Bariloche
Quantos dias preciso para viajar para Bariloche?
O ideal é de 5 a 7 dias. Em 5 dias você cobre o Circuito Chico, o Cerro Catedral e o centro com calma. Com 7 dias dá para incluir Villa La Angostura, a 80 km, e uma trilha de refúgio como o Frei ou o Lopez.
Qual a melhor época para viajar para Bariloche?
Depende do plano. Junho a setembro é neve e esqui no Cerro Catedral. Dezembro a março é verão, com dias de até 25 °C, ideal para trilhas e lagos. Abril e outubro são meia-estação, com menos gente e preço mais baixo.
Como chegar em Bariloche?
De avião pelo Aeroporto Teniente Luis Candelaria, a 15 km do centro, com voo direto de Buenos Aires em cerca de 2h20. Por terra são cerca de 1.600 km da capital, 22 horas de ônibus, ou a travessia dos lagos vindo do Chile.
Bariloche é caro para o turista brasileiro?
Não tanto quanto parece. Comer fora e vinho saem bem em conta. O que pesa é hospedagem na alta temporada, julho e janeiro, e os passeios pagos. Viajar na meia-estação e cozinhar parte das refeições derruba muito o custo.
Precisa alugar carro em Bariloche?
Ajuda muito, principalmente para o Circuito Chico e Villa La Angostura. Mas dá para fazer boa parte sem carro: o ônibus da linha 3 leva ao Catedral e ao Llao Llao, e os passeios principais têm transfer. Carro compensa se você ficar mais de 4 dias.
Viva isso com a gente — Vale Trips
A gente leva grupos pequenos (mistos, até 12 pessoas) para viver a Patagônia de verdade: trekking, refúgios e os lugares que descobrimos morando aqui. Logística, guia e hospedagem por nossa conta. Você só chega com vontade de aventura.




