O que você encontra aqui?
Bariloche na Primavera: Clima, Flores e o Que Fazer de Setembro a Dezembro
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
Bariloche na primavera vai de 21 de setembro a 21 de dezembro, e é a época em que a neve ainda enfeita os cumes enquanto os jardins da cidade começam a florir lá embaixo. As temperaturas ficam entre 2 °C de manhã e 18 °C nas tardes de sol de novembro. É baixa temporada, então tudo sai mais barato e com menos fila.
- Setembro ainda tem neve no Cerro Catedral (a 19 km do centro); outubro e novembro trazem as flores. A gente prefere outubro, quando as duas coisas aparecem na mesma foto.
- Baixa temporada: hospedagem e passeios mais baratos que no inverno e no verão.
- O tempo muda 3 ou 4 vezes no mesmo dia, então roupa em camadas é regra.
Índice

Parceiros Vale Liberdade
Depois de anos vivendo na Patagônia, nossos equipamentos são da The North Face. É a única marca em que confiamos para frio extremo, vento e neve de verdade.
Use nosso cupom exclusivo para 10% de desconto na loja online:
- Clima de Bariloche na primavera: o despertar da natureza
- O que fazer em Bariloche na primavera
- Bariloche na primavera: a estação que poucos contam
- As flores da primavera em Bariloche
- Preços na primavera (baixa/média temporada)
- Onde se hospedar e como chegar
- Dicas para quem viaja para Bariloche na primavera
- Perguntas frequentes
- Conclusão: a primavera secreta de Bariloche
Clima de Bariloche na Primavera: O Despertar da Natureza


O clima de Bariloche na primavera é instável e amplo: as manhãs ficam entre 2 °C e 6 °C, as tardes de sol de novembro chegam a 16 °C ou 18 °C, e no mesmo dia pode nevar, chover, ventar e abrir um sol de rachar. É a estação da transição, quando o inverno solta a região aos poucos.
A gente passou uma primavera inteira aqui de motorhome e a coisa que mais marca é essa loucura do tempo. Você sai de manhã com gorro e luva, do nada o sol esquenta e tira a casaca, e quando vê o vento volta gelado da cordilheira. Não é defeito, é a Patagônia sendo Patagônia. A Domi, que corre o ano todo, fala que a primavera é a época que mais exige troca de roupa no meio do treino. Sai com três camadas, volta com uma na mão.
Em setembro a neve ainda manda. O Cerro Catedral costuma fechar a temporada de esqui no fim de setembro ou comecinho de outubro, dependendo da neve do ano, então quem chega cedo na primavera ainda pega cume branco. De outubro em diante o degelo desce, os arroios enchem e o verde explode na base dos morros. É um contraste que o verão não tem: flor embaixo, neve em cima.
| Mês | Mínima média | Máxima média | Como está a montanha |
|---|---|---|---|
| Setembro | 1 °C | 11 °C | Ainda com neve, esqui no fim do mês |
| Outubro | 3 °C | 14 °C | Degelo, primeiros jardins florindo |
| Novembro | 5 °C | 18 °C | Verde total, trilhas reabrindo |
| Dezembro | 7 °C | 20 °C | Quase verão, alta temporada chegando |
Se você quer entender melhor como funciona o frio aqui no geral, a gente destrinchou isso no guia de temperatura em Bariloche. Pois é, mesmo na primavera o vento patagônico não dá trégua. Fica a dica: confere a previsão na véspera, mas nunca confie 100% nela. Aqui o tempo decide na hora.
O índice UV em outubro e novembro na Patagônia é alto, mesmo com frio. A gente já queimou a cara num dia de 12 °C achando que sol fraco não pega. Passa protetor e usa óculos escuros, principalmente perto dos lagos, onde a luz reflete na água.
O Que Fazer em Bariloche na Primavera
Nosso e-book
Bariloche fora do óbvio
Os lugares que só quem mora aqui conhece: roteiros, trilhas e cantos fora dos pacotes tradicionais. O jeito mais rápido de montar uma viagem com cara de local.

O que fazer em Bariloche na primavera passa por três frentes: os mirantes do Circuito Chico, as trilhas que reabrem com o degelo e as casas de chá com vista para o Lago Nahuel Huapi. Como é baixa temporada, você pega os mesmos cenários do verão com menos gente e preço melhor.
O Circuito Chico é o nosso ponto de partida favorito para quem chega. São cerca de 27 km de estrada saindo do centro, passando pelo Ponto Panorâmico, pelo Hotel Llao Llao e pelo Bar da Patagônia, que fica bem no meio do circuito. Na primavera os jardins do Llao Llao ficam um espetáculo, e o lago costuma estar mais calmo que no inverno. Se for parar no Bar da Patagônia para tomar uma cerveja artesanal, reserva o salão principal antes, porque sem reserva você fica do lado de fora. Endereço no Google Maps.
Para quem gosta de andar, a primavera é quando as trilhas voltam a ficar acessíveis. O Refúgio Lopez são uns 9 a 10 km com 900 metros de desnível, mais íngreme que o Frei, mas a recompensa é um café tomado lá em cima com a melhor vista que os argentinos juram que existe na região. O Gabriel já subiu umas 20 vezes só por causa daquele cafézinho com tostada de queijo.
Já o Refúgio Frei, favorito da Domi, são 10 km de ida que na prática viram 24 km no total. Do km 6 ao 10 é onde, como a gente fala, divide menino de homem. No comecinho da primavera ainda pode ter neve no trecho alto, então cheque a condição antes de subir.
Se você quer um panorama maior de passeios o ano todo, a gente reuniu tudo no guia o que fazer em Bariloche. E olha, foi justamente vivendo trilha por trilha que a gente começou a levar grupos de brasileiros para caminhar com a gente pela Patagônia, mostrando esses cantos que não aparecem no folheto.
O que vestir em Bariloche?
Bariloche exige roupas certas para o frio, e na primavera a regra é camada por causa da troca de temperatura. Fizemos um guia completo com tudo que você precisa levar na mala. E tem cupom de 10% na The North Face esperando por você lá.
Para se situar, esse é o coração da cidade e o ponto de onde saem quase todos os passeios:
Bariloche na Primavera

Bariloche na primavera é a estação que junta o melhor dos dois mundos: ainda dá para ver neve nos cumes dos Andes em setembro e outubro, mas já dá para caminhar de tênis nos miradouros sem afundar na neve. Os lagos da região, com o Nahuel Huapi à frente, ficam num azul intenso por causa do degelo que desce das montanhas.
A gente sempre diz que a primavera é a Bariloche que os brasileiros menos conhecem. Todo mundo vem no inverno atrás de neve ou no verão atrás de calor, e quase ninguém olha para esses meses do meio. Foi numa primavera que a Domi descobriu por acaso, correndo, o mirante do Cerro Capricho, e o trecho de Bahia Lopes com 13 km de corrida e mirantes escondidos. Lugar nenhum estava cheio. Era a gente, o vento e a paisagem.
E tem uma coisa boa dessa época que ninguém comenta: como a vegetação está renascendo, os animais aparecem mais. No Refúgio Lopez, que o Gabriel apelidou de bosque mágico, dá para ver o pica-pau de cabeça vermelha e preta batendo nas árvores. O Gabriel para no meio da subida toda vez que escuta. É idiota? É. Mas é exatamente esse tipo de coisa que a gente não consegue largar aqui. Se você quer aprofundar nessa estação específica, já tínhamos escrito um pouco sobre Bariloche na primavera antes, e esse guia aqui é a versão completa.
“Na primavera você caminha de tênis embaixo e vê neve no cume. É a única estação que entrega as duas Bariloches no mesmo dia.”
As Flores da Primavera em Bariloche

As flores da primavera em Bariloche aparecem com mais força entre meados de outubro e o fim de novembro, quando as temperaturas passam dos 12 °C. Os jardins do centro, as margens da Avenida Bustillo e os retamos amarelos espalhados pelas encostas tomam conta da paisagem, contrastando com o azul do Lago Nahuel Huapi.
O que mais chama atenção é o retamo, aquele arbusto de flor amarela que cobre as beiras de estrada inteiras. Na foto lá em cima da Domi sorrindo do lado do arbusto amarelo é exatamente isso. O Pachê, que passa o inverno todo encolhido no motorhome, volta a fazer fila para sair quando o retamo estoura em novembro. Tem dias que a estrada do Circuito Chico fica pontilhada de amarelo, e os jardins privados da região de Puerto Manzano, em Villa La Angostura e arredores, ficam floridos pra caramba, com tulipas e lupinas abrindo em sequência.
A Domi tem uma frase que ela solta toda vez que a primavera está no auge: eu não tenho maturidade para esse lugar. É o jeito dela de dizer que fica boba. E a gente entende. Depois de invernos de menos 12 graus, com bomba d’água congelando no motorhome, ver a vida voltando com tanta cor mexe com a gente. A verdade é que é uma das épocas mais fotogênicas do ano, e quase ninguém aproveita.
Para fotografar as flores com a neve ao fundo, vá entre 8h e 10h da manhã. O sol está baixo, a luz fica dourada e o vento ainda não levantou. Depois das 14h o vento patagônico costuma apertar e estraga o enquadramento. A Avenida Bustillo, no trecho do km 8, é cheia de pontos assim.
Preços na Primavera (Baixa/Média Temporada)
A primavera em Bariloche é, na maior parte, baixa temporada, o que significa hospedagem, passeios e restaurantes mais em conta do que no inverno (junho a agosto) e no verão (dezembro a fevereiro). Setembro e meados de outubro são os meses mais baratos; perto de dezembro os preços já começam a subir rumo à alta temporada.
A gente não cita valor fixo porque na Argentina o câmbio muda toda semana e qualquer número aqui envelhece em dias. Mas dá para falar de custo relativo com tranquilidade: na primavera você acha mais diária disponível, mais barganha com agência e menos fila nos passeios clássicos. O que encarece a viagem não é tanto a estação, é a antecedência. Quem fecha em cima paga mais caro, em qualquer época.
| Período | Tipo de temporada | Custo relativo |
|---|---|---|
| Setembro | Baixa | Mais barato do ano (fora feriados) |
| Outubro | Baixa | Barato, boa disponibilidade |
| Novembro | Média | Sobe um pouco, ainda bom |
| Dezembro (início) | Média/alta | Subindo rápido rumo ao verão |
Fica a dica de quem mora aqui: leve dólar em espécie ou cartão que use câmbio bom. Pagar tudo no cartão de crédito brasileiro com câmbio oficial costuma sair bem mais caro do que trocar dinheiro na cidade. E reserve a hospedagem com antecedência mesmo na baixa, porque as melhores opções de frente para o lago somem rápido.
Onde se Hospedar e Como Chegar
Onde se hospedar em Bariloche depende do seu perfil: o Centro é prático para quem quer caminhar até restaurantes e agências, enquanto a Avenida Bustillo, que se estende por cerca de 25 km até o Llao Llao, é para quem quer vista de lago e tranquilidade. Quem chega de avião pousa no aeroporto, a 13 km do centro.
O Centro é onde a gente sempre recomenda para quem vem pela primeira vez. Você fica perto do Centro Cívico, da pracinha onde a gente adora tomar mate no pôr do sol, das chocolaterias e dos pontos de saída dos ônibus de passeio. É o bairro mais barato e mais conectado. A desvantagem é que à noite fica movimentado.
A Avenida Bustillo é dividida por quilômetros, e quanto maior o número, mais perto do Llao Llao e mais cara e bonita a região. Entre o km 8 e o km 12 você acha um meio-termo ótimo: vista de lago, sossego e ainda perto da cidade. O Gabriel já passou um ano malhando numa academia em cima da Chocolateria Del Turista, no centro, então a gente conhece bem essa diferença de ficar no miolo ou na beira do lago.
Para chegar, a maioria dos brasileiros voa para o aeroporto de Bariloche, que fica a uns 13 km do centro, com táxi e transfer disponíveis. Quem vem de carro ou motorhome, como a gente, encara a estrada pela cordilheira, e na primavera os passos de fronteira já estão mais tranquilos que no inverno, sem o risco de fechamento por neve que pega junho e julho. Se a sua dúvida é justamente o melhor mês para vir, vale ler também nosso guia da melhor época para ir para Bariloche.
Dicas para Quem Viaja para Bariloche na Primavera
A regra de ouro para Bariloche na primavera é roupa em camadas e plano flexível. Como o tempo muda 3 ou 4 vezes no mesmo dia, com mínimas de 2 °C e máximas de 18 °C, você precisa de segunda pele, fleece e corta-vento impermeável sempre na mochila. E é bom ter passeio alternativo de chuva engatilhado.
Outra coisa que a gente aprendeu morando aqui: não engesse o roteiro. A primavera é traiçoeira, e um dia que amanhece chovendo pode virar sol radiante às duas da tarde. Pois é, a gente sempre tem um plano B de casa de chá ou museu para os dias fechados, e guarda as trilhas e mirantes para quando o céu abre. O que não dá para resolver hoje, resolve amanhã. Aqui isso é estilo de vida.
Para quem vai com criança, a primavera é mais amigável que o inverno gelado, e a gente tem um guia inteiro sobre Bariloche com crianças que ajuda a montar o ritmo certo. E se a sua viagem pega o finalzinho de setembro, ainda dá para sentir o clima de neve, que a gente contou no post sobre quando neva em Bariloche.
Reserve a casa de chá com vista para o lago com antecedência. Tem uma que abre às 16h e forma fila na saída de tão concorrida. A gente chegou exatamente no horário de abertura para garantir mesa na janela. Pedimos chá com passas, chocolate e baunilha, e ainda emendamos um cheesecake. Vale cada minuto de espera.
Por fim, separamos tudo que a gente foi descobrindo nesses anos de Patagônia, os cantos que não aparecem nos roteiros prontos, num e-book chamado Bariloche fora do óbvio. É o tipo de informação que só quem mora aqui sabe, do horário certo dos mirantes ao restaurante que vale a fila. Se você curte caminhar, a gente também leva grupos de brasileiros para fazer trekking pela região, juntando a galera para viver essas trilhas com quem conhece o caminho de cor.
Viva isso com a gente — Vale Trips
A gente leva grupos pequenos (mistos, até 12 pessoas) para viver a Patagônia de verdade: trekking, refúgios e os lugares que descobrimos morando aqui. Logística, guia e hospedagem por nossa conta. Você só chega com vontade de aventura.
Trail runners? A Domi lidera grupos de corrida femininos nessa época.
❓ Perguntas frequentes sobre Bariloche na Primavera
Quando é a primavera em Bariloche?
A primavera no Hemisfério Sul vai de 21 de setembro a 21 de dezembro. Em Bariloche, setembro ainda guarda neve nos cumes e dias frios; outubro e novembro trazem as flores e temperaturas mais amenas, entre 3 °C e 18 °C.
Faz frio em Bariloche na primavera?
Faz frio sim, principalmente de manhã e à noite, quando o termômetro fica entre 2 °C e 6 °C. As tardes de outubro e novembro chegam a 16 °C ou 18 °C no sol. Leve corta-vento e camadas, porque o tempo muda várias vezes no mesmo dia.
Vale a pena ir para Bariloche em outubro?
Vale muito. Outubro é baixa temporada, com hospedagem e passeios mais baratos, menos fila e os jardins começando a florir. Ainda dá para ver neve no Cerro Catedral até meados do mês e pegar dias de sol nos lagos.
Dá para esquiar em Bariloche na primavera?
No comecinho da primavera, sim. O Cerro Catedral costuma fechar a temporada de esqui no fim de setembro ou começo de outubro, dependendo da neve do ano. Em novembro a estação já está fechada para esqui, mas abre para trilhas e mirantes.
O que levar na mala para Bariloche na primavera?
Leve roupa em camadas: segunda pele, fleece, casaco corta-vento impermeável, gorro e luva fina para as manhãs, além de tênis de trilha e óculos de sol. O sol da tarde engana, mas o vento patagônico é gelado o ano todo.
🏔️
Siga nossa vida na Patagônia!
Acompanhe nosso dia a dia morando de motorhome pela Argentina. Trilhas, gastronomia, perrengues e muito mais!
Conclusão: A Primavera Secreta de Bariloche
Bariloche na primavera é a estação que mora num lugar especial do nosso coração porque é a Patagônia se reinventando na nossa frente. Depois de invernos duros, com bomba d’água congelando e dias de menos 12 graus, ver as flores amarelas tomando a estrada e a neve segurando só no alto dos Andes é uma das coisas mais bonitas que essa região entrega no ano inteiro.
E o melhor é que pouca gente aproveita. Enquanto o inverno enche a cidade de quem busca neve e o verão lota tudo de calor, a primavera fica ali, com preço de baixa temporada, paisagem florida e trilhas reabrindo, esperando quem topa fugir do óbvio. Levou na piada um dia de chuva, esperou o sol abrir à tarde, e pronto: você tem a Bariloche que poucos brasileiros conhecem.
Se tem uma dica final que a gente deixa de quem mora aqui é simples: venha com a mala de roupa em camadas, o roteiro flexível e a câmera carregada. O resto a primavera resolve. Faz parte da aventura, e essa é das boas. Bora que vamos.




