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ToggleCorrida na Patagônia: nossa experiência de trail running feminino em Bariloche e El Chaltén
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
A corrida na Patagônia que a gente conduz é trail running só para mulheres, em grupos de até 12 meninas, por Bariloche e El Chaltén. As trilhas vão de 10 km a 22 km, com desnível de 400 m a 900 m, no verão patagônico (novembro a março). Não é competição: é correr, aprender de montanha e se conectar com outras mulheres em paisagem de glaciar e lago.
- Corre Bariloche: 8 dias, trilhas de 10 a 12 km, base à beira do Lago Gutiérrez. A nossa indicação pra quem nunca correu em montanha alta.
- Corre El Chaltén: 8 dias, trail mais puxado de 22 km com 900 m D+ até a Laguna de los Tres.
- Melhor época: novembro a fevereiro, quando a neve já saiu das trilhas de altitude.
Índice
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- Nossa experiência de corrida na Patagônia
- Bariloche na prática: as trilhas de corrida na Patagônia
- El Chaltén: a corrida na Patagônia entre glaciares e o Fitz Roy
- O que levar e vestir na montanha
- Como viver isso com a gente
- Perguntas frequentes
Nossa experiência de corrida na Patagônia

São 5h40 da manhã, menos 3 graus, e a Domi já está de headlamp saindo pra trilha. É assim que ela treina há três anos morando de motorhome em Bariloche, sozinha, antes da cidade acordar. Já correu a Patagonia Run mais de três vezes, é ultramaratonista e resgatista de montanha certificada. E foi nessa rotina de corrida na Patagônia que ela percebeu uma coisa óbvia: a montanha tem espaço pra muito mais mulheres do que aparecem por aqui. E daí nasceu o Corre, pra trazer outras meninas pra esse lugar que muita gente acha que não é pra elas.
A gente não está vendendo uma corrida. A gente leva mulheres pra correr em paisagem de lago, glaciar e cordilheira, num ambiente seguro e sem cobrança de performance. Não é training camp. Não competimos, não cronometramos ninguém pra ranking. É movimento, natureza e superação, com muita troca entre meninas e, claro, passear muito. A Domi puxa as trilhas porque conhece cada pedra delas de tanto treinar.
E a verdade é que a Patagônia ensina humildade rápido. Tem dia que o vento bate de frente e parece que você corre parada. Tem trilha que do quilômetro 6 ao 10 é onde divide menino de homem, como a gente fala do Refúgio Frei. Mas é exatamente isso que faz a menina chegar lá em cima chorando de emoção e dizer “consegui, me desafiei, cumpri, tô muito feliz”. A Domi mesmo fala que termina toda corrida longa “toda viva”. Essa frase virou marca registrada.
Tem chegada que é debaixo de chuva, de noite, com o arco inflável piscando na frente e a gente ali esperando cada uma. Foto acima é uma dessas. Pois é, faz parte da aventura. O que a gente aprendeu morando aqui, e o que tenta passar pro grupo, é que o perrengue vira história boa depois. Não tem pra quem recorrer no meio da trilha, então a gente improvisa, se ajuda e segue. É isso que diferencia uma corrida na Patagônia de verdade de qualquer roteiro genérico: a vivência, as fotos próprias e os dados reais de cada trilha que a gente vai te passar agora.
“Correr na montanha não é sobre ser rápida. É chegar lá em cima e descobrir que você aguenta mais do que imaginava.”
Bariloche na prática: as trilhas de corrida na Patagônia
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Bariloche fora do óbvio
Os lugares que só quem mora aqui conhece: roteiros, trilhas e cantos fora dos pacotes tradicionais. O jeito mais rápido de montar uma viagem com cara de local.

Bariloche fica na margem do Lago Nahuel Huapi, na província de Río Negro, e é a porta de entrada mais fácil pra corrida na Patagônia argentina. Tem aeroporto com voo direto de Buenos Aires (cerca de 2h15 de avião), e do aeroporto até a cidade são uns 15 km. A nossa base do Corre Bariloche é a Trail House, uma casa exclusiva à beira do Lago Gutiérrez, com a montanha do lado e trilha saindo praticamente da porta.
O roteiro de Bariloche tem 8 dias e mistura corrida com passeio de verdade. A gente corre o Cerro Goye, sobe de teleférico no Cerro Campanário, faz o Circuito Chico e passa na Colônia Suiza.
Tem ainda a Cervejaria Patagonia, a mais famosa da região (a primeira cerveja é por nossa conta). O trail run ao Refúgio López é o mais íngreme do roteiro, e o Cerro Llao Llao fecha a semana mais leve. Cada corrida termina com belisquetes esperando a gente, e tem noite de vinho e empanadas na casa.
A dificuldade aqui é mediana e muito amiga de quem já corre. O Llao Llao tem só 400 m de desnível em 10 km, então dá pra ir aquecendo. O López é o teste de fogo do roteiro, com 750 m de subida. Olha a tabela com as trilhas que a gente faz só em Bariloche:
| Trilha | Distância | Desnível (D+) | Dificuldade |
|---|---|---|---|
| Cerro Goye | 12 km | 800 m | Moderada a difícil |
| Refúgio López | 10 km | 750 m | Difícil (íngreme) |
| Cerro Llao Llao | 10 km | 400 m | Leve a moderada |
Fica a dica: se você vai treinar pra esse roteiro, foque em altimetria. Correr 10 km no plano é uma coisa, correr 10 km com 750 m de subida (o López) é outra completamente diferente. Procure ladeira, escada, esteira inclinada, qualquer subida nas semanas antes da viagem.
Pra se situar, Bariloche fica bem aqui, encravada entre o lago e a cordilheira:
Sobre hospedagem, a gente sempre diz que vale ficar na zona do Circuito Chico, na avenida Bustillo, que é onde estão as montanhas e os miradores. O centro é mais prático pra comércio e restaurante, mas é a parte menos bonita. No roteiro do Corre isso já está resolvido: você chega e vive, sem se preocupar com onde dormir. Se quiser entender melhor o destino antes de vir, vale dar uma olhada no nosso guia de o que fazer em Bariloche e na melhor época pra ir.
El Chaltén: a corrida na Patagônia entre glaciares e o Fitz Roy

El Chaltén fica na província de Santa Cruz, no extremo sul da Patagônia argentina, e é considerada a capital nacional do trekking. A gente chega por El Calafate, que tem o aeroporto mais próximo, e de lá são cerca de 3 horas de estrada até El Chaltén, com o maciço Fitz Roy aparecendo no horizonte. É a corrida na Patagônia mais selvagem e mais puxada dos dois roteiros, pra quem quer um desafio de verdade entre glaciares.
O roteiro El Chaltén também tem 8 dias e começa pelo Glaciar Perito Moreno, em El Calafate, uma das maiores paredes de gelo da Patagônia (dá pra fazer mini-trekking no glaciar como opcional).
Depois a gente sobe pra El Chaltén e ataca as duas trilhas-rainha: a Laguna de los Tres, passando pelo Rio de las Vueltas, Laguna Capri e Laguna Sucia, e a Laguna Torre, com o Rio Fitz Roy e o Mirador Maestri. Fecha com a Laguna del Desierto e o Glaciar Huemul.
Tem dia de descanso no meio, com cavalgada opcional, porque o corpo precisa.
A Laguna de los Tres é o ponto alto, com 22 km e 900 m de desnível. É longa, é técnica no fim, mas a chegada na laguna com o Fitz Roy refletido na água é, que demais, daquelas que a Domi diz “eu não tenho maturidade pra esse lugar”. Não tem outra definição. A tabela abaixo é só com as trilhas de El Calafate e El Chaltén:
| Trilha | Distância | Desnível (D+) | Dificuldade |
|---|---|---|---|
| Laguna de los Tres (Fitz Roy) | 22 km | 900 m | Difícil |
| Laguna Torre (Mirador Maestri) | 20 km | 500 m | Moderada a difícil |
El Chaltén é famosa por mudar de tempo em minutos. A gente já saiu com sol e voltou na chuva no mesmo trail. Leve sempre corta-vento impermeável na mochila, mesmo num dia bonito. A montanha não avisa.
Sobre como chegar, vale comparar: El Calafate tem mais estrutura de hotel e restaurante e fica perto do Perito Moreno, enquanto El Chaltén é uma vila pequena, mais rústica, colada nas trilhas. No roteiro do Corre a gente divide os dias entre os dois, então você aproveita o glaciar e o trail sem precisar escolher. A melhor época pra essa região é o verão, de novembro a março, quando os dias são longos (clareia cedo e escurece tarde) e as trilhas de altitude estão sem neve.
O que levar e vestir na montanha

O equipamento certo é o que separa um dia que você vai querer repetir de um dia de sofrimento na corrida na Patagônia. No verão patagônico, Bariloche oscila entre 8 e 22 graus durante o dia, mas numa subida de altitude com vento dos Andes você sente como se fossem menos 5. Em El Chaltén a faixa é de 5 a 18 graus no verão, com rajadas que chegam a 70 km/h nos dias ruins. A gente corre muito em sistema de camadas, porque a temperatura muda fácil 15 graus entre o sol e a sombra de uma montanha. Mesmo no verão patagônico, o vento gelado dos Andes aparece sem avisar, e quem subiu de regata passa frio. A regra que a gente ensina pras meninas é simples: várias camadas finas que você tira e põe, nunca uma peça grossa só.
O básico que a Domi sempre leva: camada base que seca rápido (nada de algodão, que retém o suor), fleece por cima e corta-vento impermeável por cima de tudo. Pras pernas, legging de trail.
Boné ou touca dependendo do dia, luva fina, óculos de sol (a luz aqui é forte na altitude). Tênis de trail com bom grip, porque a gente pega terra, raiz e pedra solta. E o colete de hidratação, que é onde vai água, lanche, casaco extra e o telefone.
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O que vestir em Bariloche?
Bariloche exige roupas certas para o frio. Fizemos um guia completo com tudo que você precisa levar na mala. E tem cupom de 10% na The North Face esperando por você lá.
Fora a roupa, tem o kit pequeno que faz diferença: protetor solar (a radiação na montanha é alta), um gel ou barra de energia pra trail longo, e um lanchinho salgado pra repor sal depois de suar. A gente cuida da logística pesada (água nos pontos, snack pós-corrida, recepção com belisquetes), mas o que vai no seu corpo é pessoal. Se quiser entender melhor o frio daqui antes de fazer a mala, dá uma olhada em como é a temperatura em Bariloche e em quando neva na cidade.
Não estreie tênis nem colete de hidratação na viagem. Use tudo nos treinos antes, pelo menos num trail de 15 km, pra descobrir onde aperta e onde dá bolha. A montanha da Patagônia não é lugar de testar equipamento novo.
Como viver isso com a gente
A corrida na Patagônia com o Corre acontece em datas fechadas, com vagas limitadas a 12 meninas por grupo, porque a proposta é intimista e segura de verdade. Quem conduz é a Domi, e a ideia é que ninguém corra sozinha nem se sinta perdida. Você chega, e a gente cuida de tudo: traslado do aeroporto, hospedagem, café da manhã, guia local, ingressos dos parques, snacks pós-corrida, os jantares do roteiro e o acompanhamento em cada atividade. Ainda tem suporte antes da viagem, pra você chegar treinada e tranquila.
As próximas datas do Corre Bariloche, na Trail House à beira do Lago Gutiérrez, são de 13 a 20 de novembro e de 3 a 10 de janeiro de 2027. Já o Corre El Chaltén, entre glaciares e o Fitz Roy, acontece de 6 a 13 de fevereiro de 2027, no feriado de Carnaval, com as 12 vagas costumando esgotar rápido. São 8 dias em cada roteiro, sempre misturando corrida com passeio, cafeteria especial, dia de lago e jantar de despedida na casa.
Pra participar, o requisito é simples e honesto: você já corre (rua ou trilha) e se compromete a treinar altimetria até a viagem. Não precisa ser ultramaratonista. Precisa ter vontade de se desafiar e de se conectar com a natureza e com outras mulheres. Não é training camp, não tem cronômetro nem pódio. É sororidade na montanha, na prática.
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Siga nossa vida na Patagônia!
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No fim, é sobre liberdade
A gente começou isso correndo sozinha de madrugada e descobrindo que a montanha não é território de poucos. Hoje a corrida na Patagônia que conduzimos é o nosso jeito de levar mais mulheres pra esse lugar que mudou a nossa vida. Você vem treinada, a gente cuida do resto, e no fim de cada trail tem aquela frase que a Domi sempre solta chegando lá em cima: “tô toda viva”. É isso que a gente quer que você sinta. Bora que vamos. Partiu Patagônia.
❓ Perguntas frequentes sobre Corrida na Patagônia: nossa experiência de trail running feminino (Bariloche e El Chaltén)
Preciso ser corredora avançada para fazer corrida na Patagônia?
Não precisa ser avançada, mas precisa já correr (rua ou trilha) e treinar altimetria antes da viagem. As trilhas vão de 10 km com 400 m de desnível (Cerro Llao Llao) a 22 km com 900 m (Laguna de los Tres). Não é training camp nem competição: o ritmo é de grupo, com paradas e foto.
Qual a melhor época para corrida na Patagônia em Bariloche e El Chaltén?
O verão patagônico, de novembro a março, é a melhor janela para correr nas trilhas de altitude, com mais luz e neve derretida nos trechos altos. Nossas datas do Corre Bariloche são novembro e janeiro, e o Corre El Chaltén acontece em fevereiro, no Carnaval.
Qual a maior trilha do roteiro de corrida na Patagônia?
A maior é a Laguna de los Tres, em El Chaltén, com 22 km e 900 m de desnível positivo, passando pelo Rio de las Vueltas, Laguna Capri e Laguna Sucia, com vista para o maciço Fitz Roy. É o trail mais puxado dos dois roteiros.
O grupo de corrida na Patagônia é só para mulheres?
Sim. O Corre é uma experiência só para mulheres, em grupos de até 12 meninas, conduzida pela Domi, ultramaratonista de trail. A proposta é segurança, conexão e superação na montanha, não performance nem competição.
O que está incluso na viagem de corrida na Patagônia?
Estão inclusos traslados, hospedagem, café da manhã, staff, guia local, kit de boas-vindas, ingressos, snacks pós-corrida, os jantares mencionados no roteiro e acompanhamento em todas as atividades. Não entram passagem aérea, seguro viagem e refeições fora do roteiro.
Corre — corrida feminina na Patagônia
Grupos só de mulheres para correr as trilhas da Patagônia em segurança, conduzidos pela Domi (ultramaratonista). Não é competição: é viver a montanha, ganhar confiança e dividir a estrada com mulheres que também buscam aventura.
Começando pela Patagônia? Temos um guia específico de correr em Bariloche — trilhas, altitude e o que esperar da cidade mais bonita da Argentina.




