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Outono em Bariloche: guia completo de cores, clima e o que fazer
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
O outono em Bariloche vai de 21 de março a 20 de junho e é a estação em que as florestas de lenga e os choupos pintam as montanhas de amarelo, laranja e vermelho. O pico das cores acontece entre meados de abril e meados de maio, com máximas de 10°C a 16°C, trilhas ainda abertas e preços de baixa temporada. É, na nossa opinião, a época mais bonita e mais barata para conhecer a região.
- Pico de cor das folhas: 15 de abril a 15 de maio, principalmente nas lengas acima de 1.000 m (é quando a gente tira as melhores fotos do ano inteiro)
- Clima: máximas de 6°C a 16°C e mínimas de 0°C a 6°C, com geada de manhã e chuva esparsa
- Baixa temporada (exceto Semana Santa): hospedagem barata, trilhas vazias e teleférico do Cerro Catedral aberto até a primeira neve
Índice

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- Por que visitar Bariloche no outono?
- Clima e temperatura no outono em Bariloche
- Cores e paisagens do outono em Bariloche
- O que fazer no outono em Bariloche
- Gastronomia outonal em Bariloche
- O que vestir no outono em Bariloche
- Dicas práticas para viajar a Bariloche no outono
- Perguntas frequentes
Por que visitar Bariloche no outono?

Em 24 de abril de 2025, o termômetro do painel do motorhome marcava 1°C quando a gente chegou ao estacionamento do Cerro Campanario. Eram 6h40, o sol ainda não tinha aparecido atrás do morro, e os choupos da avenida Bustillo embaixo estavam num amarelo quase fluorescente na meia-luz. Um argentino que estava saindo do carro do lado olhou pra gente com cara de quem viu turista fazendo coisa certa pela primeira vez e disse: llegaron en el momento justo. E tinha razão.
Moramos de motorhome aqui o suficiente para ver Bariloche em todas as estações. No verão a cidade lota de brasileiro, no inverno lota de quem quer esquiar, e no meio fica esse vão lindo de uns dois meses em que dá para subir o Refúgio Lopez sem encontrar quase ninguém na trilha e ainda tomar um café quentinho lá em cima olhando a montanha vermelha. Surreal.

Tem um motivo prático também. O outono é baixa temporada, com a única exceção da Semana Santa, quando os argentinos invadem a cidade em peso (se você vier, reserve hospedagem com meses de antecedência só nessa semana). Fora isso, abril e a primeira metade de maio são tranquilos: a gente já conseguiu mesa no Cuchara, nosso restaurante favorito na avenida Bustillo, num sábado de abril sem reserva, coisa impensável em julho. E os passeios clássicos, como o Circuito Chico, ficam com aquela cara de cartão-postal sem o trânsito do verão.
Outra coisa que vale dizer: o outono é a janela perfeita para quem quer caminhar de verdade. As trilhas ainda estão abertas e sem neve na maioria dos dias, o solo está firme depois do verão seco e a temperatura de caminhada (entre 6°C e 14°C) é a ideal para subir morro sem derreter. A Domi, que é ultramaratonista, diz que correr o Circuito Chico em maio, com a folhagem caindo na trilha, é uma das melhores sensações que a montanha dá. Quem viaja com a gente nos grupos de trekking costuma sair daqui dizendo a mesma coisa.
Se a sua prioridade são as folhas vermelhas, mire a viagem entre 20 de abril e 10 de maio. Antes disso a lenga ainda está virando, e depois do dia 20 de maio o vento já derrubou boa parte da folhagem nas cotas mais altas. Em 2024 o pico de cor na encosta do Cerro Catedral foi na última semana de abril.
Clima e temperatura no outono em Bariloche
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Bariloche fora do óbvio
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O clima no outono em Bariloche é de meia-estação, com máximas que começam em 16°C em março e caem para 6°C a 10°C em maio, e mínimas que vão de 4°C no início até perto de 0°C com geada matinal no fim da estação. A chuva aumenta de abril em diante e o vento da Patagônia é constante, então a sensação térmica costuma ser uns 3°C a 5°C mais baixa que o termômetro marca. É frio de casaco, não de expedição polar.

Na prática, o que muda mais ao longo do outono em Bariloche é a amplitude do dia. Em março você ainda pega tarde de 18°C que dá para sentar num bar ao ar livre, e de manhã faz 8°C. Já em maio acorda com 1°C, geada no para-brisa do motorhome (a gente raspa quase todo dia), e à tarde sobe para uns 9°C de sol fraco. Pois é, a regra aqui é sempre a mesma: vestir camadas e ir tirando. Quem chega com um casaco só passa frio de manhã e calor à tarde.
Para você se planejar, montamos a tabela abaixo com a média de cada mês do outono na região do Lago Nahuel Huapi. São números que conferimos com a nossa própria rotina de bordo e com o histórico do serviço meteorológico argentino para a cidade.
| Mês | Máxima média | Mínima média | Dias de chuva | Como está a paisagem |
|---|---|---|---|---|
| Março | 15°C a 16°C | 4°C a 5°C | 6 a 8 dias | Verde ainda dominante, primeiras pontas amarelas |
| Abril | 11°C a 13°C | 2°C a 4°C | 8 a 10 dias | Pico das cores na segunda metade do mês |
| Maio | 6°C a 10°C | 0°C a 2°C | 9 a 12 dias | Vermelho intenso, primeiras neves nos cumes acima de 1.800 m |
Maio merece um aviso. É quando o outono em Bariloche começa a virar inverno nas partes altas: o Cerro Catedral, que fica a 1.030 m na base e passa de 2.000 m no topo, costuma receber a primeira nevasca da temporada no fim do mês. Para quem vem pela cor, isso é um espetáculo extra (folha vermelha embaixo, pico branco em cima), mas exige checar a previsão antes de pegar estrada. Em 2025 a primeira neve forte caiu em 24 de maio e fechou o acesso ao Refúgio Frei por dois dias.
Para entender melhor como o termômetro se comporta na cidade e arredores ao longo do ano, vale ler nosso guia específico de temperatura em Bariloche, que detalha estação por estação. E se você está em dúvida entre vir agora ou esperar a neve, o nosso comparativo de melhor época para ir para Bariloche ajuda a decidir.
A chuva aqui raramente é o dia inteiro. O padrão típico de abril é manhã limpa, nuvem fechando à tarde e pancada no fim do dia. Faça as trilhas e os miradores de manhã cedo, quando a luz também está melhor para fotografar as cores, e deixe o museu, o chocolate e a casa de chá para a tarde de chuva.
Cores e paisagens do outono em Bariloche
As cores do outono em Bariloche vêm principalmente de duas árvores: a lenga, uma faia nativa dos Andes que fica vermelho-alaranjada acima de 1.000 m de altitude, e os choupos (álamos) plantados ao longo das estradas e nas margens do Lago Nahuel Huapi, que viram amarelo-ouro. Juntas, elas transformam as encostas e a beira dos lagos num degradê que vai do verde teimoso ao vinho, com pico entre meados de abril e meados de maio.

O lugar que mais nos derruba nessa época é o reflexo das árvores na água parada do Nahuel Huapi de manhã cedo, sem vento. A gente já parou o motorhome na beira da avenida Bustillo umas seis da manhã só para ver isso, com o mate na mão. O lago tem 557 km² e é o segundo maior da Argentina, então a quantidade de margem com choupo amarelo refletindo é absurda. Quando o vento bate, o espelho some, então o truque é chegar cedo.
Para ver as lengas vermelhas de pertinho, você precisa subir um pouco. A faixa mágica fica entre 1.000 e 1.500 m, que é onde a lenga domina. O Cerro Campanario, a 17 km do centro pela avenida Bustillo, resolve isso sem esforço: uma aerosilla (cadeirinha) sobe os 1.050 m de altitude em 7 minutos e te deixa num mirador que a National Geographic já elegeu uma das melhores vistas do mundo. No outono, dali você vê o Nahuel Huapi, o Lago Moreno e a península toda salpicada de amarelo e vermelho. O telefone do complexo é +54 294 442-7274.
Quem quer a cor com caminhada de verdade tem que ir para o Refugio Lopez. São cerca de 9 a 10 km de trilha (ida e volta) com 900 m de desnível, mais íngreme que o Frei, e lá em cima a lenga fica num vermelho de tirar o fôlego em maio. O Gabriel chama aquele trecho de bosque mágico, com pica-pau de cabeça vermelha e preta nas árvores, e jura que o melhor café da Patagônia é o que se toma na varanda do refúgio, com uma tostada de queijo, olhando a montanha pintada. Os argentinos da região acham que a vista do Lopez é a melhor de todas, e a gente concorda.
Outro clássico que muda de cara no outono é o Bosque de Arrayanes, em Villa La Angostura, a uns 90 km de Bariloche. Os arrayanes têm casca canelada com manchas brancas e folhas que não caem no inverno, então eles ficam verdes enquanto a floresta de lenga em volta arde de vermelho. Dizem que Walt Disney se inspirou nesse bosque para o cenário do Bambi, e quando a Domi chegou lá ela soltou a frase de sempre: eu não tenho maturidade para esse lugar. São 24 km de caminhada no total (12 de ida, 12 de volta), com uma casa de chá no meio que serve mil-folhas de doce de leite com merengue. Faz parte da aventura.
“Em maio, a lenga acima de 1.000 m fica vermelho-vinho enquanto o choupo na beira do lago vira ouro: é o degradê mais bonito do ano na Patagônia.”
Esses cenários todos a gente reuniu, com mapa e ponto de parada, no nosso e-book Bariloche fora do óbvio, justamente porque os miradores de cor que valem a pena nem sempre são os mais famosos. Tem mirador na beira de estrada secundária que ninguém para e que dá uma das melhores fotos de outono da região.
O que fazer no outono em Bariloche
O que fazer no outono em Bariloche se divide entre trilha, mirador de carro e programa de cidade para os dias de chuva. Como ainda não há neve fechando os caminhos na maioria dos dias, abril e início de maio são ideais para caminhar; já no fim de maio o foco vira mais os passeios de carro e os programas cobertos. A combinação de trilha de manhã e chocolate quente à tarde é, para a gente, o roteiro perfeito da estação.

Trilhas e montanha
As trilhas são o melhor que o outono em Bariloche oferece, porque o solo está firme, a temperatura de caminhada fica entre 6°C e 14°C e as cores acompanham você o tempo todo. O Refúgio Frei é o mais conhecido: saída pelo estacionamento do Cerro Catedral, 10 km de ida e 10 de volta no papel (na prática a gente sempre mede uns 24 km com os desvios), com os 6 primeiros km tranquilos e o trecho do km 6 ao 10 sendo, nas palavras da Domi, onde divide menino de homem. Tem reserva obrigatória para dormir e até 4G lá em cima, o que rendeu o apelido de refúgio nutella.
Para quem tem menos fôlego, o já citado Cerro Campanario resolve a vista sem trilha pesada, e o Circuito Chico dá para fazer de carro, de bike ou correndo, parando nos miradores. O Bar da Patagônia, no meio do Circuito Chico, é uma boa parada (reserve o salão principal com antecedência ou compre uma ficha e tome a cerveja em qualquer lugar do jardim). É um dos lugares onde a gente mais leva os grupos de trekking, justamente por juntar caminhada leve e vista de lago.
Cerro Catedral e teleférico
O Cerro Catedral fica a 19 km do centro de Bariloche e é o maior centro de esqui da América do Sul, com 53 pistas e mais de 120 km esquiáveis no inverno. No outono ele ainda não está operando como estação de esqui, mas é que o teleférico costuma funcionar nos fins de semana até a primeira neve forte, e subir até a base alta para ver a lenga vermelha emoldurando o Nahuel Huapi é um programa lindo de meia-estação. O estacionamento da base, a 1.030 m, é onde a gente costuma dormir de motorhome antes de subir o Frei.
O que vestir em Bariloche?
Bariloche exige roupas certas para o frio. Fizemos um guia completo com tudo que você precisa levar na mala. E tem cupom de 10% na The North Face esperando por você lá.
Passeios de carro e lagos
Os passeios de carro são o plano B perfeito quando o vento está forte demais para trilha alta. O Circuito Chico (uns 60 km de volta) e a estrada para Villa La Angostura, contornando o Nahuel Huapi, ficam cheios de choupo amarelo nessa época. Vale também esticar até o Lago Gutiérrez e o Lago Mascardi, ao sul, onde a floresta de lenga chega quase na beira da água. A estrada para o Mascardi tem trechos de mão única com horário, então cheque a placa de sentido antes de entrar.
E para quem quer encarar a cor caminhando ou correndo em grupo, com guia, fotos próprias e logística resolvida, é exatamente isso que a gente faz nos roteiros de trekking pela região: levar gente para os melhores miradores de outono sem ninguém se perder e com o café garantido no fim. Quem corre tem a versão da Domi, só para mulheres, nas trilhas do Circuito Chico e da Bahia Lopez.
No outono o sol se põe cedo: por volta das 19h em março e já às 18h em maio. Programe a última trilha para terminar com pelo menos 1 hora de luz de sobra, porque a temperatura despenca uns 5°C assim que o sol some atrás da montanha. A gente já voltou do Frei no escuro mais de uma vez, com lanterna de cabeça e um perrengue brabo, e não recomenda.
Gastronomia outonal em Bariloche
A gastronomia de Bariloche no outono gira em torno de comida quente: chocolate artesanal, fondue, cordeiro patagônico, trutas dos lagos e cerveja artesanal da região. Com o frio chegando, é a estação perfeita para os pratos de panela e as casas de chá, e a cidade é conhecida justamente pela rua do chocolate, a avenida Mitre, onde ficam as chocolaterias mais famosas da Argentina. Comer bem aqui é parte do programa, não detalhe.
A gente não tem vergonha nenhuma de gostar de comida, e a Domi resume bem: a gente não é pouco gordo, é muito gordo. No outono isso piora, porque o frio pede. Nosso ritual é começar pelo chocolate quente. A Rapa Nui e a Mamuschka, ambas na avenida Mitre, fazem um chocolate quente que cola na colher. A gente já teve uma academia em cima de uma chocolateria e passou um ano olhando o chocolate embaixo enquanto malhava: tortura deliciosa.
Para refeição de verdade, nosso favorito é o Cuchara, na avenida Bustillo, onde a gente pede sempre. No frio, o cordeiro patagônico assado lento é o prato que define a estação na Patagônia argentina. Quem quer algo mais natural, com opção vegana e um aperol spritz bem feito, vale o restaurante do Timé. E se você curte cerveja, a cena cervejeira de Bariloche é levada a sério: a cidade tem dezenas de cervejarias artesanais, herança da imigração alemã e suíça que também explica os telhados de madeira e o visual de vila europeia do centro.
| Prato de outono | Onde provar | Por que vale |
|---|---|---|
| Chocolate quente | Rapa Nui / Mamuschka (av. Mitre) | Denso, ideal para tarde de chuva |
| Cordeiro patagônico | Cuchara (av. Bustillo) | Assado lento, prato símbolo da região |
| Truta dos lagos | Restaurantes da Bustillo e Circuito Chico | Peixe local, leve, fresco |
| Cerveja artesanal | Bar da Patagônia (Circuito Chico) | Cena cervejeira forte, vista de lago |
Uma coisa que vale lembrar: no outono muitos restaurantes encurtam o horário e alguns fecham um ou dois dias na semana por causa da baixa temporada. Já chegamos animados num lugar numa terça de maio e estava fechado. Fica a dica: confirme por telefone ou Instagram antes de cruzar a cidade. E reserve para o fim de semana, porque mesmo na baixa os favoritos enchem no sábado à noite.
O que vestir no outono em Bariloche
O que vestir no outono em Bariloche se resume a uma palavra: camadas. Como o dia varia de 0°C de manhã a 14°C à tarde, com vento constante, o segredo é o sistema de três camadas (segunda pele, fleece e casaco corta-vento impermeável) que você vai tirando e pondo ao longo do dia. Não é o equipamento de neve do inverno, mas exige peças técnicas de verdade, porque o vento da Patagônia atravessa qualquer casaco comum.
A gente vive isso na pele há três anos e aprendeu na marra. A primeira camada é uma segunda pele térmica que afasta o suor (essencial na trilha, porque algodão molhado no frio é receita de hipotermia). Por cima, um fleece para o miolo do dia. E a terceira é a mais importante aqui: um corta-vento impermeável, porque em Bariloche você não luta contra a temperatura, luta contra o vento. Usamos equipamentos The North Face nas nossas trilhas justamente porque o corta-vento deles aguenta a rajada da montanha sem deixar passar.
Os acessórios fazem mais diferença do que parece. Gorro, luva e um buff no pescoço resolvem boa parte da sensação de frio, porque é por cabeça, mãos e pescoço que o calor escapa. E na trilha, bota impermeável de cano médio é inegociável: o solo de outono junta folha úmida, lama e poça de geada derretida, e pé molhado a 5°C estraga qualquer caminhada. A Domi corre com tênis de trail à prova d’água o ano todo por causa disso.
| Camada | Peça | Função |
|---|---|---|
| 1ª (base) | Segunda pele térmica | Afasta o suor do corpo |
| 2ª (isolamento) | Fleece ou pluma leve | Segura o calor do corpo |
| 3ª (proteção) | Corta-vento impermeável | Barra vento e chuva |
| Extremidades | Gorro, luva, buff, bota impermeável | Evitam a maior perda de calor |
Montamos um guia completo de mala para o frio de Bariloche, com tudo separado por peça e situação, e ele serve perfeitamente para o outono. Quem quiser detalhar a lista (e ainda pegar o cupom de 10% na The North Face) é só conferir nosso guia de roupas para neve. Mesmo no outono, antes da neve, as camadas são exatamente as mesmas.
Dicas práticas para viajar a Bariloche no outono
Para viajar a Bariloche no outono, a regra de ouro é planejar pensando em meia-estação: trilhas de manhã, programas cobertos à tarde, mala de camadas e atenção ao calendário da Semana Santa, único pico de preço da época. O aeroporto recebe voos diretos de Buenos Aires (cerca de 2h15 de voo) e a baixa temporada deixa passagem e hospedagem mais em conta que no inverno. Com um pouco de organização, é a viagem com melhor custo-benefício do ano.
Como chegar
O aeroporto de Bariloche (Teniente Luis Candelaria, código BRC) fica a 13 km do centro e recebe voos diretos de Buenos Aires em cerca de 2h15, além de conexões com São Paulo na temporada. Do aeroporto ao centro, táxi e transfer levam uns 20 minutos. Quem vem de carro do Brasil ou de outras cidades da Patagônia entra pela Ruta 40; no outono a estrada está limpa, sem a neve que mais tarde exige corrente nos pneus em alguns trechos.
Onde se hospedar
Onde se hospedar em Bariloche depende do tipo de viagem, e a divisão básica é entre o Centro e a avenida Bustillo. O Centro, em volta do Centro Cívico, deixa você a pé de restaurantes, chocolaterias e agências, ideal para quem não aluga carro. A avenida Bustillo, que margeia o lago por 25 km, tem as hospedagens com vista e os melhores acessos às trilhas, mas exige carro. No outono, com a baixa temporada, dá para conseguir cabana com vista de lago na Bustillo por um preço impensável no verão.
| Região | Ideal para | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Centro Cívico | Quem não aluga carro, vida noturna, compras | Mais movimento, menos vista de lago |
| Av. Bustillo (km 0 a 8) | Equilíbrio entre cidade e natureza | Melhor com carro |
| Av. Bustillo (km 8 a 25) | Vista de lago, sossego, trilhas perto | Carro indispensável, longe de restaurantes |
Quanto custa e quando reservar
O outono é uma das épocas mais baratas para Bariloche, com a exceção cravada da Semana Santa, quando os argentinos lotam a cidade e os preços disparam. Fora essa semana, abril e a primeira metade de maio têm hospedagem em conta, restaurantes vazios e passeios sem fila. Para a Semana Santa, reserve com dois a três meses de antecedência; para o resto do outono, um mês costuma bastar. O que mais pesa no bolso aqui é a estação (alta ou baixa) e o câmbio, que para o brasileiro costuma ajudar.
Se você está montando o roteiro, vale cruzar este guia com nossos posts de outono em Bariloche mês a mês e o de o que fazer em Bariloche em qualquer estação, para não deixar nenhum clássico de fora. E se a sua viagem encostar no fim de maio, dá uma olhada também no nosso guia de quando neva em Bariloche, porque a primeira neve pode chegar antes do esperado e mudar o que dá para fazer.
Tenha sempre pesos argentinos em espécie e uma boa quantidade de reserva no celular para câmbio. Muitos lugares de trilha, refúgios e casas de chá menores não passam cartão, e o sinal de internet some assim que você sai da cidade. A gente carrega dinheiro físico para combustível, pedágio e o café do Refugio Lopez, que é só em espécie.
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Vale a pena conhecer o outono em Bariloche?
Depois de três anos rodando a Patagônia argentina de motorhome, a nossa resposta é direta: o outono em Bariloche é a estação que a gente recomendaria para quase todo mundo. Você pega as montanhas pintadas de vermelho e ouro, trilhas abertas e sem multidão, comida quente de sobra e preço de baixa temporada, tudo antes de a neve fechar os caminhos. É o equilíbrio raro entre paisagem absurda e viagem tranquila.
Se você só pode escolher uma janela, mire entre 20 de abril e 15 de maio, leve a mala de camadas, comece os dias cedo para pegar o lago espelhado e termine no chocolate quente. E se quiser fazer isso sem se preocupar com logística, caminhando ou correndo em grupo com a gente, com fotos próprias e o melhor mirador garantido, é só chamar. Como a gente sempre diz por aqui: bora lá, que o outono na Patagônia não espera e a folha vermelha cai rápido.
❓ Perguntas frequentes sobre o outono em Bariloche
Quando começa o outono em Bariloche e qual o melhor mês para ver as cores?
O outono em Bariloche vai de 21 de março a 20 de junho, mas o pico de cor das lengas e choupos acontece de meados de abril a meados de maio. Em maio você pega o vermelho mais intenso e preços de baixa temporada, antes de a neve fechar as trilhas altas.
Faz muito frio em Bariloche no outono?
No outono as máximas ficam entre 10°C e 16°C em março e caem para 6°C a 10°C em maio. As mínimas vão de 4°C em março até perto de 0°C no fim de maio, com geada de manhã. Não é o frio do inverno, mas exige casaco corta-vento e camadas.
Dá para subir o Cerro Catedral e fazer trilhas no outono?
Sim. De março a maio as trilhas ainda estão abertas e sem neve na maioria dos dias, o que torna o outono uma das melhores épocas para caminhar. O Cerro Catedral abre o teleférico no fim de semana até a primeira neve forte, geralmente em junho.
O outono é uma boa época barata para ir a Bariloche?
É uma das melhores. Abril e início de maio são baixa temporada: hospedagem mais barata que no inverno de neve e no verão, restaurantes vazios e trilhas sem fila. A única exceção é a Semana Santa, quando os argentinos lotam a cidade.
O que levar na mala para o outono em Bariloche?
Leve sistema de camadas: segunda pele, fleece, casaco corta-vento impermeável, gorro, luva e bota de trilha à prova d’água. As manhãs têm geada e as tardes esquentam, então roupa que você tira e põe é o segredo. Guarda-chuva resolve menos que uma boa capa, por causa do vento.
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A gente leva grupos pequenos (mistos, até 12 pessoas) para viver a Patagônia de verdade: trekking, refúgios e os lugares que descobrimos morando aqui. Logística, guia e hospedagem por nossa conta. Você só chega com vontade de aventura.
A Domi leva grupos femininos de trail run nessa estação — cores de outono no meio da corrida.




