Outono em Bariloche: Um Espetáculo de Cores na Patagônia Argentina

Outono em Bariloche: guia completo de cores, clima e o que fazer

Escrito por

Gabriel e Dominique

Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.

⚡ Resposta rápida

O outono em Bariloche vai de 21 de março a 20 de junho e é a estação em que as florestas de lenga e os choupos pintam as montanhas de amarelo, laranja e vermelho. O pico das cores acontece entre meados de abril e meados de maio, com máximas de 10°C a 16°C, trilhas ainda abertas e preços de baixa temporada. É, na nossa opinião, a época mais bonita e mais barata para conhecer a região.

  • Pico de cor das folhas: 15 de abril a 15 de maio, principalmente nas lengas acima de 1.000 m (é quando a gente tira as melhores fotos do ano inteiro)
  • Clima: máximas de 6°C a 16°C e mínimas de 0°C a 6°C, com geada de manhã e chuva esparsa
  • Baixa temporada (exceto Semana Santa): hospedagem barata, trilhas vazias e teleférico do Cerro Catedral aberto até a primeira neve

Índice

Bosque com árvores em cores de outono em Bariloche, mostrando tons de vermelho, laranja e amarelo

Parceiros Vale Liberdade

Depois de anos vivendo na Patagônia, nossos equipamentos são da The North Face. É a única marca em que confiamos para frio extremo, vento e neve de verdade.

Use nosso cupom exclusivo para 10% de desconto na loja online:

🛍️ Acessar The North Face

CUPOM: VALELIBERDADE

Por que visitar Bariloche no outono?

Montanhas de Bariloche no outono com os primeiros sinais de neve nos picos mais altos

Em 24 de abril de 2025, o termômetro do painel do motorhome marcava 1°C quando a gente chegou ao estacionamento do Cerro Campanario. Eram 6h40, o sol ainda não tinha aparecido atrás do morro, e os choupos da avenida Bustillo embaixo estavam num amarelo quase fluorescente na meia-luz. Um argentino que estava saindo do carro do lado olhou pra gente com cara de quem viu turista fazendo coisa certa pela primeira vez e disse: llegaron en el momento justo. E tinha razão.

Moramos de motorhome aqui o suficiente para ver Bariloche em todas as estações. No verão a cidade lota de brasileiro, no inverno lota de quem quer esquiar, e no meio fica esse vão lindo de uns dois meses em que dá para subir o Refúgio Lopez sem encontrar quase ninguém na trilha e ainda tomar um café quentinho lá em cima olhando a montanha vermelha. Surreal.

outono em Bariloche: grupo de amigas brindam com cervejas artesanais em bar ao ar livre na Patagônia - Vale Liberdade

Tem um motivo prático também. O outono é baixa temporada, com a única exceção da Semana Santa, quando os argentinos invadem a cidade em peso (se você vier, reserve hospedagem com meses de antecedência só nessa semana). Fora isso, abril e a primeira metade de maio são tranquilos: a gente já conseguiu mesa no Cuchara, nosso restaurante favorito na avenida Bustillo, num sábado de abril sem reserva, coisa impensável em julho. E os passeios clássicos, como o Circuito Chico, ficam com aquela cara de cartão-postal sem o trânsito do verão.

Outra coisa que vale dizer: o outono é a janela perfeita para quem quer caminhar de verdade. As trilhas ainda estão abertas e sem neve na maioria dos dias, o solo está firme depois do verão seco e a temperatura de caminhada (entre 6°C e 14°C) é a ideal para subir morro sem derreter. A Domi, que é ultramaratonista, diz que correr o Circuito Chico em maio, com a folhagem caindo na trilha, é uma das melhores sensações que a montanha dá. Quem viaja com a gente nos grupos de trekking costuma sair daqui dizendo a mesma coisa.

💡

Dica do Vale Liberdade
Se a sua prioridade são as folhas vermelhas, mire a viagem entre 20 de abril e 10 de maio. Antes disso a lenga ainda está virando, e depois do dia 20 de maio o vento já derrubou boa parte da folhagem nas cotas mais altas. Em 2024 o pico de cor na encosta do Cerro Catedral foi na última semana de abril.

Clima e temperatura no outono em Bariloche

📘

Nosso e-book

Bariloche fora do óbvio

Os lugares que só quem mora aqui conhece: roteiros, trilhas e cantos fora dos pacotes tradicionais. O jeito mais rápido de montar uma viagem com cara de local.

Conhecer o e-book →

O clima no outono em Bariloche é de meia-estação, com máximas que começam em 16°C em março e caem para 6°C a 10°C em maio, e mínimas que vão de 4°C no início até perto de 0°C com geada matinal no fim da estação. A chuva aumenta de abril em diante e o vento da Patagônia é constante, então a sensação térmica costuma ser uns 3°C a 5°C mais baixa que o termômetro marca. É frio de casaco, não de expedição polar.

casa de madeira escura emoldurada por árvores com folhas amareladas no outono em Bariloche - Vale Liberdade

Na prática, o que muda mais ao longo do outono em Bariloche é a amplitude do dia. Em março você ainda pega tarde de 18°C que dá para sentar num bar ao ar livre, e de manhã faz 8°C. Já em maio acorda com 1°C, geada no para-brisa do motorhome (a gente raspa quase todo dia), e à tarde sobe para uns 9°C de sol fraco. Pois é, a regra aqui é sempre a mesma: vestir camadas e ir tirando. Quem chega com um casaco só passa frio de manhã e calor à tarde.

Para você se planejar, montamos a tabela abaixo com a média de cada mês do outono na região do Lago Nahuel Huapi. São números que conferimos com a nossa própria rotina de bordo e com o histórico do serviço meteorológico argentino para a cidade.

Mês Máxima média Mínima média Dias de chuva Como está a paisagem
Março 15°C a 16°C 4°C a 5°C 6 a 8 dias Verde ainda dominante, primeiras pontas amarelas
Abril 11°C a 13°C 2°C a 4°C 8 a 10 dias Pico das cores na segunda metade do mês
Maio 6°C a 10°C 0°C a 2°C 9 a 12 dias Vermelho intenso, primeiras neves nos cumes acima de 1.800 m

Maio merece um aviso. É quando o outono em Bariloche começa a virar inverno nas partes altas: o Cerro Catedral, que fica a 1.030 m na base e passa de 2.000 m no topo, costuma receber a primeira nevasca da temporada no fim do mês. Para quem vem pela cor, isso é um espetáculo extra (folha vermelha embaixo, pico branco em cima), mas exige checar a previsão antes de pegar estrada. Em 2025 a primeira neve forte caiu em 24 de maio e fechou o acesso ao Refúgio Frei por dois dias.

Para entender melhor como o termômetro se comporta na cidade e arredores ao longo do ano, vale ler nosso guia específico de temperatura em Bariloche, que detalha estação por estação. E se você está em dúvida entre vir agora ou esperar a neve, o nosso comparativo de melhor época para ir para Bariloche ajuda a decidir.

💡

Dica do Vale Liberdade
A chuva aqui raramente é o dia inteiro. O padrão típico de abril é manhã limpa, nuvem fechando à tarde e pancada no fim do dia. Faça as trilhas e os miradores de manhã cedo, quando a luz também está melhor para fotografar as cores, e deixe o museu, o chocolate e a casa de chá para a tarde de chuva.

Cores e paisagens do outono em Bariloche

As cores do outono em Bariloche vêm principalmente de duas árvores: a lenga, uma faia nativa dos Andes que fica vermelho-alaranjada acima de 1.000 m de altitude, e os choupos (álamos) plantados ao longo das estradas e nas margens do Lago Nahuel Huapi, que viram amarelo-ouro. Juntas, elas transformam as encostas e a beira dos lagos num degradê que vai do verde teimoso ao vinho, com pico entre meados de abril e meados de maio.

Reflexo das árvores com cores de outono nas águas calmas do Lago Nahuel Huapi em Bariloche

O lugar que mais nos derruba nessa época é o reflexo das árvores na água parada do Nahuel Huapi de manhã cedo, sem vento. A gente já parou o motorhome na beira da avenida Bustillo umas seis da manhã só para ver isso, com o mate na mão. O lago tem 557 km² e é o segundo maior da Argentina, então a quantidade de margem com choupo amarelo refletindo é absurda. Quando o vento bate, o espelho some, então o truque é chegar cedo.

Para ver as lengas vermelhas de pertinho, você precisa subir um pouco. A faixa mágica fica entre 1.000 e 1.500 m, que é onde a lenga domina. O Cerro Campanario, a 17 km do centro pela avenida Bustillo, resolve isso sem esforço: uma aerosilla (cadeirinha) sobe os 1.050 m de altitude em 7 minutos e te deixa num mirador que a National Geographic já elegeu uma das melhores vistas do mundo. No outono, dali você vê o Nahuel Huapi, o Lago Moreno e a península toda salpicada de amarelo e vermelho. O telefone do complexo é +54 294 442-7274.

Quem quer a cor com caminhada de verdade tem que ir para o Refugio Lopez. São cerca de 9 a 10 km de trilha (ida e volta) com 900 m de desnível, mais íngreme que o Frei, e lá em cima a lenga fica num vermelho de tirar o fôlego em maio. O Gabriel chama aquele trecho de bosque mágico, com pica-pau de cabeça vermelha e preta nas árvores, e jura que o melhor café da Patagônia é o que se toma na varanda do refúgio, com uma tostada de queijo, olhando a montanha pintada. Os argentinos da região acham que a vista do Lopez é a melhor de todas, e a gente concorda.

Outro clássico que muda de cara no outono é o Bosque de Arrayanes, em Villa La Angostura, a uns 90 km de Bariloche. Os arrayanes têm casca canelada com manchas brancas e folhas que não caem no inverno, então eles ficam verdes enquanto a floresta de lenga em volta arde de vermelho. Dizem que Walt Disney se inspirou nesse bosque para o cenário do Bambi, e quando a Domi chegou lá ela soltou a frase de sempre: eu não tenho maturidade para esse lugar. São 24 km de caminhada no total (12 de ida, 12 de volta), com uma casa de chá no meio que serve mil-folhas de doce de leite com merengue. Faz parte da aventura.

“Em maio, a lenga acima de 1.000 m fica vermelho-vinho enquanto o choupo na beira do lago vira ouro: é o degradê mais bonito do ano na Patagônia.”

Esses cenários todos a gente reuniu, com mapa e ponto de parada, no nosso e-book Bariloche fora do óbvio, justamente porque os miradores de cor que valem a pena nem sempre são os mais famosos. Tem mirador na beira de estrada secundária que ninguém para e que dá uma das melhores fotos de outono da região.

O que fazer no outono em Bariloche

O que fazer no outono em Bariloche se divide entre trilha, mirador de carro e programa de cidade para os dias de chuva. Como ainda não há neve fechando os caminhos na maioria dos dias, abril e início de maio são ideais para caminhar; já no fim de maio o foco vira mais os passeios de carro e os programas cobertos. A combinação de trilha de manhã e chocolate quente à tarde é, para a gente, o roteiro perfeito da estação.

Vista panorâmica do Cerro Campanario mostrando a paisagem outonal de Bariloche com lagos e montanhas

Trilhas e montanha

As trilhas são o melhor que o outono em Bariloche oferece, porque o solo está firme, a temperatura de caminhada fica entre 6°C e 14°C e as cores acompanham você o tempo todo. O Refúgio Frei é o mais conhecido: saída pelo estacionamento do Cerro Catedral, 10 km de ida e 10 de volta no papel (na prática a gente sempre mede uns 24 km com os desvios), com os 6 primeiros km tranquilos e o trecho do km 6 ao 10 sendo, nas palavras da Domi, onde divide menino de homem. Tem reserva obrigatória para dormir e até 4G lá em cima, o que rendeu o apelido de refúgio nutella.

Para quem tem menos fôlego, o já citado Cerro Campanario resolve a vista sem trilha pesada, e o Circuito Chico dá para fazer de carro, de bike ou correndo, parando nos miradores. O Bar da Patagônia, no meio do Circuito Chico, é uma boa parada (reserve o salão principal com antecedência ou compre uma ficha e tome a cerveja em qualquer lugar do jardim). É um dos lugares onde a gente mais leva os grupos de trekking, justamente por juntar caminhada leve e vista de lago.

Cerro Catedral e teleférico

O Cerro Catedral fica a 19 km do centro de Bariloche e é o maior centro de esqui da América do Sul, com 53 pistas e mais de 120 km esquiáveis no inverno. No outono ele ainda não está operando como estação de esqui, mas é que o teleférico costuma funcionar nos fins de semana até a primeira neve forte, e subir até a base alta para ver a lenga vermelha emoldurando o Nahuel Huapi é um programa lindo de meia-estação. O estacionamento da base, a 1.030 m, é onde a gente costuma dormir de motorhome antes de subir o Frei.

🧥

O que vestir em Bariloche?

Bariloche exige roupas certas para o frio. Fizemos um guia completo com tudo que você precisa levar na mala. E tem cupom de 10% na The North Face esperando por você lá.

👉 Seleção de Roupas para o Frio

Passeios de carro e lagos

Os passeios de carro são o plano B perfeito quando o vento está forte demais para trilha alta. O Circuito Chico (uns 60 km de volta) e a estrada para Villa La Angostura, contornando o Nahuel Huapi, ficam cheios de choupo amarelo nessa época. Vale também esticar até o Lago Gutiérrez e o Lago Mascardi, ao sul, onde a floresta de lenga chega quase na beira da água. A estrada para o Mascardi tem trechos de mão única com horário, então cheque a placa de sentido antes de entrar.

E para quem quer encarar a cor caminhando ou correndo em grupo, com guia, fotos próprias e logística resolvida, é exatamente isso que a gente faz nos roteiros de trekking pela região: levar gente para os melhores miradores de outono sem ninguém se perder e com o café garantido no fim. Quem corre tem a versão da Domi, só para mulheres, nas trilhas do Circuito Chico e da Bahia Lopez.

💡

Dica do Vale Liberdade
No outono o sol se põe cedo: por volta das 19h em março e já às 18h em maio. Programe a última trilha para terminar com pelo menos 1 hora de luz de sobra, porque a temperatura despenca uns 5°C assim que o sol some atrás da montanha. A gente já voltou do Frei no escuro mais de uma vez, com lanterna de cabeça e um perrengue brabo, e não recomenda.

Gastronomia outonal em Bariloche

A gastronomia de Bariloche no outono gira em torno de comida quente: chocolate artesanal, fondue, cordeiro patagônico, trutas dos lagos e cerveja artesanal da região. Com o frio chegando, é a estação perfeita para os pratos de panela e as casas de chá, e a cidade é conhecida justamente pela rua do chocolate, a avenida Mitre, onde ficam as chocolaterias mais famosas da Argentina. Comer bem aqui é parte do programa, não detalhe.

A gente não tem vergonha nenhuma de gostar de comida, e a Domi resume bem: a gente não é pouco gordo, é muito gordo. No outono isso piora, porque o frio pede. Nosso ritual é começar pelo chocolate quente. A Rapa Nui e a Mamuschka, ambas na avenida Mitre, fazem um chocolate quente que cola na colher. A gente já teve uma academia em cima de uma chocolateria e passou um ano olhando o chocolate embaixo enquanto malhava: tortura deliciosa.

Para refeição de verdade, nosso favorito é o Cuchara, na avenida Bustillo, onde a gente pede sempre. No frio, o cordeiro patagônico assado lento é o prato que define a estação na Patagônia argentina. Quem quer algo mais natural, com opção vegana e um aperol spritz bem feito, vale o restaurante do Timé. E se você curte cerveja, a cena cervejeira de Bariloche é levada a sério: a cidade tem dezenas de cervejarias artesanais, herança da imigração alemã e suíça que também explica os telhados de madeira e o visual de vila europeia do centro.

Prato de outono Onde provar Por que vale
Chocolate quente Rapa Nui / Mamuschka (av. Mitre) Denso, ideal para tarde de chuva
Cordeiro patagônico Cuchara (av. Bustillo) Assado lento, prato símbolo da região
Truta dos lagos Restaurantes da Bustillo e Circuito Chico Peixe local, leve, fresco
Cerveja artesanal Bar da Patagônia (Circuito Chico) Cena cervejeira forte, vista de lago

Uma coisa que vale lembrar: no outono muitos restaurantes encurtam o horário e alguns fecham um ou dois dias na semana por causa da baixa temporada. Já chegamos animados num lugar numa terça de maio e estava fechado. Fica a dica: confirme por telefone ou Instagram antes de cruzar a cidade. E reserve para o fim de semana, porque mesmo na baixa os favoritos enchem no sábado à noite.

O que vestir no outono em Bariloche

O que vestir no outono em Bariloche se resume a uma palavra: camadas. Como o dia varia de 0°C de manhã a 14°C à tarde, com vento constante, o segredo é o sistema de três camadas (segunda pele, fleece e casaco corta-vento impermeável) que você vai tirando e pondo ao longo do dia. Não é o equipamento de neve do inverno, mas exige peças técnicas de verdade, porque o vento da Patagônia atravessa qualquer casaco comum.

A gente vive isso na pele há três anos e aprendeu na marra. A primeira camada é uma segunda pele térmica que afasta o suor (essencial na trilha, porque algodão molhado no frio é receita de hipotermia). Por cima, um fleece para o miolo do dia. E a terceira é a mais importante aqui: um corta-vento impermeável, porque em Bariloche você não luta contra a temperatura, luta contra o vento. Usamos equipamentos The North Face nas nossas trilhas justamente porque o corta-vento deles aguenta a rajada da montanha sem deixar passar.

Os acessórios fazem mais diferença do que parece. Gorro, luva e um buff no pescoço resolvem boa parte da sensação de frio, porque é por cabeça, mãos e pescoço que o calor escapa. E na trilha, bota impermeável de cano médio é inegociável: o solo de outono junta folha úmida, lama e poça de geada derretida, e pé molhado a 5°C estraga qualquer caminhada. A Domi corre com tênis de trail à prova d’água o ano todo por causa disso.

Camada Peça Função
1ª (base) Segunda pele térmica Afasta o suor do corpo
2ª (isolamento) Fleece ou pluma leve Segura o calor do corpo
3ª (proteção) Corta-vento impermeável Barra vento e chuva
Extremidades Gorro, luva, buff, bota impermeável Evitam a maior perda de calor

Montamos um guia completo de mala para o frio de Bariloche, com tudo separado por peça e situação, e ele serve perfeitamente para o outono. Quem quiser detalhar a lista (e ainda pegar o cupom de 10% na The North Face) é só conferir nosso guia de roupas para neve. Mesmo no outono, antes da neve, as camadas são exatamente as mesmas.

Dicas práticas para viajar a Bariloche no outono

Para viajar a Bariloche no outono, a regra de ouro é planejar pensando em meia-estação: trilhas de manhã, programas cobertos à tarde, mala de camadas e atenção ao calendário da Semana Santa, único pico de preço da época. O aeroporto recebe voos diretos de Buenos Aires (cerca de 2h15 de voo) e a baixa temporada deixa passagem e hospedagem mais em conta que no inverno. Com um pouco de organização, é a viagem com melhor custo-benefício do ano.

Como chegar

O aeroporto de Bariloche (Teniente Luis Candelaria, código BRC) fica a 13 km do centro e recebe voos diretos de Buenos Aires em cerca de 2h15, além de conexões com São Paulo na temporada. Do aeroporto ao centro, táxi e transfer levam uns 20 minutos. Quem vem de carro do Brasil ou de outras cidades da Patagônia entra pela Ruta 40; no outono a estrada está limpa, sem a neve que mais tarde exige corrente nos pneus em alguns trechos.

Onde se hospedar

Onde se hospedar em Bariloche depende do tipo de viagem, e a divisão básica é entre o Centro e a avenida Bustillo. O Centro, em volta do Centro Cívico, deixa você a pé de restaurantes, chocolaterias e agências, ideal para quem não aluga carro. A avenida Bustillo, que margeia o lago por 25 km, tem as hospedagens com vista e os melhores acessos às trilhas, mas exige carro. No outono, com a baixa temporada, dá para conseguir cabana com vista de lago na Bustillo por um preço impensável no verão.

Região Ideal para Ponto de atenção
Centro Cívico Quem não aluga carro, vida noturna, compras Mais movimento, menos vista de lago
Av. Bustillo (km 0 a 8) Equilíbrio entre cidade e natureza Melhor com carro
Av. Bustillo (km 8 a 25) Vista de lago, sossego, trilhas perto Carro indispensável, longe de restaurantes

Quanto custa e quando reservar

O outono é uma das épocas mais baratas para Bariloche, com a exceção cravada da Semana Santa, quando os argentinos lotam a cidade e os preços disparam. Fora essa semana, abril e a primeira metade de maio têm hospedagem em conta, restaurantes vazios e passeios sem fila. Para a Semana Santa, reserve com dois a três meses de antecedência; para o resto do outono, um mês costuma bastar. O que mais pesa no bolso aqui é a estação (alta ou baixa) e o câmbio, que para o brasileiro costuma ajudar.

Se você está montando o roteiro, vale cruzar este guia com nossos posts de outono em Bariloche mês a mês e o de o que fazer em Bariloche em qualquer estação, para não deixar nenhum clássico de fora. E se a sua viagem encostar no fim de maio, dá uma olhada também no nosso guia de quando neva em Bariloche, porque a primeira neve pode chegar antes do esperado e mudar o que dá para fazer.

💡

Dica do Vale Liberdade
Tenha sempre pesos argentinos em espécie e uma boa quantidade de reserva no celular para câmbio. Muitos lugares de trilha, refúgios e casas de chá menores não passam cartão, e o sinal de internet some assim que você sai da cidade. A gente carrega dinheiro físico para combustível, pedágio e o café do Refugio Lopez, que é só em espécie.

🏔️

Siga nossa vida na Patagônia!

Acompanhe nosso dia a dia morando de motorhome pela Argentina. Trilhas, gastronomia, perrengues e muito mais!

Vale a pena conhecer o outono em Bariloche?

Depois de três anos rodando a Patagônia argentina de motorhome, a nossa resposta é direta: o outono em Bariloche é a estação que a gente recomendaria para quase todo mundo. Você pega as montanhas pintadas de vermelho e ouro, trilhas abertas e sem multidão, comida quente de sobra e preço de baixa temporada, tudo antes de a neve fechar os caminhos. É o equilíbrio raro entre paisagem absurda e viagem tranquila.

Se você só pode escolher uma janela, mire entre 20 de abril e 15 de maio, leve a mala de camadas, comece os dias cedo para pegar o lago espelhado e termine no chocolate quente. E se quiser fazer isso sem se preocupar com logística, caminhando ou correndo em grupo com a gente, com fotos próprias e o melhor mirador garantido, é só chamar. Como a gente sempre diz por aqui: bora lá, que o outono na Patagônia não espera e a folha vermelha cai rápido.

❓ Perguntas frequentes sobre o outono em Bariloche

Quando começa o outono em Bariloche e qual o melhor mês para ver as cores?

O outono em Bariloche vai de 21 de março a 20 de junho, mas o pico de cor das lengas e choupos acontece de meados de abril a meados de maio. Em maio você pega o vermelho mais intenso e preços de baixa temporada, antes de a neve fechar as trilhas altas.

Faz muito frio em Bariloche no outono?

No outono as máximas ficam entre 10°C e 16°C em março e caem para 6°C a 10°C em maio. As mínimas vão de 4°C em março até perto de 0°C no fim de maio, com geada de manhã. Não é o frio do inverno, mas exige casaco corta-vento e camadas.

Dá para subir o Cerro Catedral e fazer trilhas no outono?

Sim. De março a maio as trilhas ainda estão abertas e sem neve na maioria dos dias, o que torna o outono uma das melhores épocas para caminhar. O Cerro Catedral abre o teleférico no fim de semana até a primeira neve forte, geralmente em junho.

O outono é uma boa época barata para ir a Bariloche?

É uma das melhores. Abril e início de maio são baixa temporada: hospedagem mais barata que no inverno de neve e no verão, restaurantes vazios e trilhas sem fila. A única exceção é a Semana Santa, quando os argentinos lotam a cidade.

O que levar na mala para o outono em Bariloche?

Leve sistema de camadas: segunda pele, fleece, casaco corta-vento impermeável, gorro, luva e bota de trilha à prova d’água. As manhãs têm geada e as tardes esquentam, então roupa que você tira e põe é o segredo. Guarda-chuva resolve menos que uma boa capa, por causa do vento.

🥾

Viva isso com a gente — Vale Trips

A gente leva grupos pequenos (mistos, até 12 pessoas) para viver a Patagônia de verdade: trekking, refúgios e os lugares que descobrimos morando aqui. Logística, guia e hospedagem por nossa conta. Você só chega com vontade de aventura.

A Domi leva grupos femininos de trail run nessa estação — cores de outono no meio da corrida.

Visited 1.054 times, 3 visit(s) today