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Isla Victoria Bariloche e Bosque de Arrayanes: vale a pena?
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
A Isla Victoria é a maior ilha do Lago Nahuel Huapi e o passeio sai de catamarã de Puerto Pañuelo, a 25 km do centro de Bariloche. Vale a pena para quem curte barco e quer ver o lago de dentro, mas quem enjoa ou prefere trilha sai meio frustrado: o Bosque de Arrayanes da ilha é pequeno e o passeio toma o dia inteiro.
- Duração: dia inteiro, entre 7 e 9 horas com o trajeto de barco (cerca de 40 min só de ida), e cansa mais do que parece porque boa parte é sentado no catamarã
- O grande Bosque de Arrayanes fica em Villa La Angostura, não na ilha: 12 km de trilha
- Melhor época: verão (dez a mar), com lago mais calmo e 15 a 25 °C
Índice

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- O que é o passeio para a Isla Victoria Bariloche
- Vale a pena visitar a Isla Victoria Bariloche?
- O Bosque de Arrayanes na Isla Victoria
- Como funciona o passeio: horários, saída e preço
- Melhor época para visitar a Isla Victoria
- Dicas práticas para aproveitar
- Alternativas ao passeio de barco
- Perguntas frequentes
O que é o passeio para a Isla Victoria Bariloche

Quem embarca sem pesquisar antes chega na Isla Victoria esperando ver o Bosque de Arrayanes famoso, aquele das fotos com casca cor de canela, e só entende o engano depois que o barco atraca. O bosque de verdade não fica na ilha. A Isla Victoria é a maior ilha do Lago Nahuel Huapi, com 31 km² de extensão e floresta densa. O barco sai de Puerto Pañuelo, perto do Hotel Llao Llao, leva uns 40 minutos e combina a parada na ilha com uma passada no Bosque de Arrayanes da península Quetrihué.

A gente mora na estrada pela Patagônia argentina há 3 anos e já parou o motorhome um monte de vezes na beira do Nahuel Huapi. É um lago gigante, o segundo maior da Argentina, e vai daqui de Bariloche até Villa La Angostura. A Isla Victoria fica no meio dele, coberta de floresta, com praias de areia e uns mirantes que você sobe a pé depois que desembarca.
O passeio em si é guiado. O catamarã encosta no porto da ilha, você tem um tempo livre para caminhar pelas trilhas curtas, ver as araucárias, os arrayanes e uma praia de areia avermelhada chamada Playa del Toro. Depois todo mundo volta pro barco e segue pro Bosque de Arrayanes. É turismo tranquilo, de família, bem diferente das trilhas pesadas que a gente costuma fazer por aqui.
Puerto Pañuelo fica no fim da Avenida Bustillo, no mesmo trajeto do Circuito Chico. Junte os dois no mesmo dia: barco de manhã, Cervecería e mirantes do Circuito à tarde. Ver Puerto Pañuelo no mapa.
Vale a pena visitar a Isla Victoria Bariloche?
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A Isla Victoria vale a pena para quem gosta de passeio de barco e quer ver o Lago Nahuel Huapi por dentro, com tempo sobrando na viagem. Quem enjoa em embarcação, viaja com pouco tempo ou prefere trilha costuma achar caro pelo que entrega: é um dia inteiro de turismo guiado, com bastante tempo sentado no catamarã.

Vou ser honesto com vocês, galera. A Domi não se dá nada bem com barco. Ela é ultramaratonista, sobe o Refúgio Frei de raquete de neve, mas bota ela numa embarcação por 40 minutos e fica verde. A gente já cruzou o Estreito de Magalhães com ela enjoada e a janela do motorhome aberta no vento, então a regra aqui em casa virou: passeio de lago só se valer muito.
E é aí que mora a dúvida sincera sobre a Isla Victoria. O lago é lindo, a ilha é bonita, mas se o que você quer mesmo é o Bosque de Arrayanes, tem um detalhe que quase ninguém conta antes de você pagar: o bosque de verdade não está na ilha.
“O passeio toma o dia inteiro, 7 a 9 horas, e boa parte é dentro do barco. Se você enjoa, leve isso a sério.”
Pra quem viaja com crianças ou com pessoas mais velhas, é um programa redondo, esse sim: pouca caminhada, banheiro no barco, guia explicando tudo. A mãe do Gabriel, que veio passar 15 dias com a gente, ia adorar um dia desse depois de tanto perrengue de motorhome. Cada viagem tem o seu ritmo, e o da Isla Victoria é o ritmo calmo.
O Bosque de Arrayanes na Isla Victoria
O Bosque de Arrayanes que aparece no passeio fica na península Quetrihué, dentro do Parque Nacional Los Arrayanes, criado em 1971 com cerca de 17.500 hectares. As árvores têm casca cor de canela com manchas brancas, folhas que não caem no inverno e algumas passam dos 15 metros e centenas de anos. É de lá que vem a lenda de que Walt Disney teria se inspirado para o cenário do Bambi.
Aqui vai a parte importante, porque muita gente se confunde. Na própria Isla Victoria existe um bosquezinho de arrayanes pequeno, que você vê rápido. O grande, o que sai nas fotos, é o da península Quetrihué, do lado de Villa La Angostura. O passeio de barco geralmente encosta nos dois, mas o tempo no bosque famoso é curto, daqueles de descer, andar na passarela de madeira e voltar correndo pro catamarã.
A gente conhece esse bosque de outro jeito. Fomos a pé, pela trilha que sai de Villa La Angostura: foram 24 km no total, 12 de ida e 12 de volta. A Domi olhou pra aquilo e soltou a frase dela: “eu não tenho maturidade pra esse lugar”. No fim da caminhada comemos mil-folhas de doce de leite com merengue na casa de chá dentro do bosque, e saímos arrasados de pernas mas apaixonados. “Estamos vivos depois de 24 km.”
Se o seu sonho é o Bosque de Arrayanes de verdade, com tempo pra sentir o lugar, vá pela trilha de 12 km em Villa La Angostura ou pegue um barco que sai direto de lá. A passada rápida pela ilha não faz justiça ao bosque. Ver Bosque de Arrayanes no mapa.
Como funciona o passeio: horários, saída e preço
O passeio para a Isla Victoria funciona com saídas diárias de catamarã de Puerto Pañuelo, a 25 km do centro de Bariloche pela Avenida Bustillo. As principais operadoras são a Cau Cau e a Turisur, com partidas geralmente de manhã (por volta das 9h30 e 10h) e à tarde no verão. O ingresso do Parque Nacional é cobrado à parte, em dinheiro, na entrada do bosque.
O barco navega cerca de 40 minutos até a ilha, você fica um tempo em terra, embarca de novo e segue pro bosque. Some o trajeto de carro ou transfer de Bariloche até o porto e o dia já era. Fica a dica: compre o ingresso com antecedência no verão, porque lota mesmo.
| Item | Dado prático |
|---|---|
| Saída | Puerto Pañuelo (25 km do centro, Av. Bustillo) |
| Trajeto de barco | Cerca de 40 minutos só de ida |
| Duração total | 7 a 9 horas (dia inteiro) |
| Operadoras | Cau Cau e Turisur |
| Ingresso do parque | Pago à parte, em dinheiro, na entrada |
| Como chegar ao porto | Carro, ônibus Linha 20 ou transfer da agência |
Sobre custo, a gente não cita valor porque preço na Argentina muda toda semana. Mas dá pra dizer o que pesa na conta: o passeio de catamarã é dos mais caros de Bariloche, e ainda entra o ingresso do Parque Nacional por fora. Se for família grande, faça a conta antes. Reservas pela Turisur saem do escritório no centro, telefone +54 294 442-6109.
Melhor época para visitar a Isla Victoria
Verão, de dezembro a março, é quando o Lago Nahuel Huapi fica mais calmo: temperatura entre 15 e 25 °C, mais de 14 horas de luz por dia, e o catamarã pra Isla Victoria sai com agenda cheia. O outono, de abril a maio, pinta a floresta de tons alaranjados e tem menos gente, mas o vento no lago já começa a apertar.
Quem mora aqui aprende a respeitar o vento do Nahuel Huapi. No inverno ele fica forte de tarde e as saídas de barco podem ser canceladas sem aviso, então se você vier entre junho e agosto, reserve pra parte da manhã e tenha um plano B. A gente já viu balsa fechar no sul por vento, então sabemos como isso muda o dia.
Se a sua viagem é no inverno e o foco é neve, a Isla Victoria não é o programa mais óbvio. Vale mais combinar com o Cerro Catedral e os dias de neve. Pra entender o clima mês a mês, a gente detalhou tudo no guia de melhor época para ir a Bariloche e no de temperatura em Bariloche.
Dicas práticas para aproveitar
Casaco corta-vento é obrigatório mesmo no verão: no meio do lago, com o catamarã em movimento, a sensação térmica cai uns 5 a 8 °C. Chegue ao porto com 30 minutos de antecedência, leve água e lanche, e calce tênis fechado para as trilhas curtas de areia e raiz na ilha.
Olha, sobre o frio do lago a gente fala com conhecimento de causa. Já passamos por menos 12 graus dentro do motorhome com a bomba d’água congelada, e aprendemos que na Patagônia argentina roupa certa não é luxo, é o que salva o passeio. A gente usa equipamentos The North Face em tudo que é trilha e tem um guia de roupas pro frio com cupom de desconto pra quem vai montar a mala.
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Mais uma dica de quem se vira na estrada: se a Domi, que tem estômago de ferro pra trilha, enjoa em barco, leve remédio pra enjoo se você for sensível. Tome 30 minutos antes de embarcar, escolha um lugar no centro do catamarã, onde balança menos, e olhe pro horizonte, não pro celular. Faz toda a diferença.
Alternativas ao passeio de barco
Se barco não é o seu forte, tem saída boa. O Bosque de Arrayanes a pé, pela trilha de 12 km que sai de Villa La Angostura (a 80 km de Bariloche), entrega a experiência completa sem catamarã. O Circuito Chico dá mirante do mesmo Lago Nahuel Huapi de carro ou de bicicleta, sem pagar passagem de barco.
Pra quem curte caminhar, a Patagônia argentina é cheia de trilha que entrega vista de lago sem custo de catamarã. O Circuito Chico você faz parando nos mirantes; o Bosque de Arrayanes a pé é a experiência completa que a gente recomenda de coração. E tem o guia do que fazer em Bariloche com um monte de opção que não depende de barco.
É exatamente esse tipo de roteiro, o de andar com os próprios pés pelos lugares de verdade, que a gente reuniu no nosso e-book “Bariloche fora do óbvio”. E pra quem quer fazer as trilhas mais sérias da região com a gente do lado, em grupo, a gente leva turmas pra encarar trekking pela Patagônia. Nada como pisar no chão pra entender por que largamos tudo pra morar aqui. Pra se situar antes de montar a viagem, vale conferir onde fica Bariloche.
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No fim das contas, vale?
A Isla Victoria vale a pena se você gosta de barco, viaja com calma e quer ver o Lago Nahuel Huapi de dentro. Se o que te chamou foi o Bosque de Arrayanes, faça ele a pé em Villa La Angostura e guarde o dia de catamarã pra quando o lago estiver liso e o sol pintando a água. Cada viagem tem o seu ritmo. O nosso é de bota suja e perna cansada, mas o seu pode muito bem ser de proa ao vento. Bora pra Bariloche que tem lugar pra todo mundo.
❓ Perguntas frequentes sobre Isla Victoria Bariloche e Bosque de Arrayanes: Vale a Pena?
Quanto tempo dura o passeio para a Isla Victoria e Bosque de Arrayanes?
O passeio completo leva o dia inteiro, entre 7 e 9 horas contando o trajeto de catamarã (cerca de 40 minutos de ida) e o tempo em terra na ilha e no bosque. As saídas partem de Puerto Pañuelo, a 25 km do centro de Bariloche.
Qual a diferença entre o Bosque de Arrayanes da ilha e o de Villa La Angostura?
O da Isla Victoria é um bosquezinho pequeno, visto rápido dentro do passeio. O grande Parque Nacional Los Arrayanes fica na península Quetrihué, em Villa La Angostura, e dá para chegar por trilha de 12 km ou de barco. As árvores são as mesmas, mas a floresta de Villa La Angostura é muito maior.
Vale a pena fazer o passeio para a Isla Victoria?
Vale a pena se você gosta de passeio de barco e quer ver o Lago Nahuel Huapi de dentro. Quem enjoa em barco ou prefere trilha pode achar caro pelo que entrega. A Domi enjoa em barco e prefere o Bosque de Arrayanes a pé, em Villa La Angostura.
Qual a melhor época para visitar a Isla Victoria Bariloche?
O verão (dezembro a março) tem dias longos, água mais calma e temperatura de 15 a 25 graus, melhor para o barco. O outono pinta o bosque de cores. No inverno o vento no lago fica forte e as saídas podem ser canceladas.
De onde sai o barco para a Isla Victoria?
De Puerto Pañuelo, perto do Hotel Llao Llao, a cerca de 25 km do centro de Bariloche pela Avenida Bustillo. Dá para chegar de carro, ônibus de linha (Linha 20) ou transfer das agências.
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