El Bolsón Argentina: A Cidade Hippie da Patagônia Perto de Bariloche

El Bolsón Argentina: a cidade hippie da Patagônia perto de Bariloche

Escrito por

Gabriel e Dominique

Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.

⚡ Resposta rápida

El Bolsón é uma cidade pequena da Patagônia argentina, a 120 km ao sul de Bariloche, conhecida como a cidade hippie da região. Vale pela feira de artesanato da Plaza Pagano, pela cerveja artesanal e pelas trilhas como o Cajón del Azul. Tem um microclima mais quente e seco que Bariloche.

  • 120 km de Bariloche, cerca de 2 horas pela Ruta 40
  • Feira na Plaza Pagano: terça, quinta e sábado, das 10h às 16h
  • Verão com máximas de 24 a 28 °C, contra 22 °C em Bariloche (faz diferença real quando Bariloche tá fechado de nuvem)

Toda vez que a gente desce a Ruta 40 com o motorhome, El Bolsón é parada quase obrigatória. Você sai de Bariloche com vento e céu fechado, dirige duas horas para o sul, e de repente o sol aparece, o ar fica mais seco e o cheiro vira de lúpulo e geleia de framboesa. El Bolsón tem essa fama de cidade hippie da Patagônia, e a fama é merecida. Bora lá te contar tudo que a gente aprendeu indo e voltando dessa cidade.

O que você vai encontrar aqui

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Onde fica El Bolsón e como chegar de Bariloche

El Bolsón fica na província de Río Negro, a 120 km ao sul de Bariloche, dentro de uma região chamada Comarca Andina del Paralelo 42. O trajeto é todo pela Ruta 40, asfaltado, e leva por volta de 2 horas de carro. A cidade está a 300 metros de altitude, num vale cercado pelos cordões Piltriquitrón e Lindo.

A estrada é bonita e tranquila. Passa por El Foyel mais ou menos na metade do caminho, que é onde a gente sempre para pra esticar a perna e tomar um café. Se você não dirige, dá pra ir de ônibus saindo do terminal de Bariloche. A Vía Bariloche e a Marga Taqsa fazem o trecho várias vezes por dia, e a viagem dura entre 2h e 2h30, dependendo das paradas. No verão a estrada enche, então saia cedo.

Como ir Distância Tempo
Carro (Ruta 40) 120 km 2h
Ônibus regular 120 km 2h a 2h30
Bate e volta de carro 240 km ida e volta 4h só de estrada

Se você está montando seu roteiro pela região, vale combinar com o nosso guia de o que fazer em Bariloche, porque muita gente usa a cidade como base e desce até El Bolsón num dos dias.

A história hippie de El Bolsón

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El Bolsón ganhou o apelido de cidade hippie nos anos 1970, quando recebeu uma leva de pessoas que buscavam uma vida alternativa, longe das cidades grandes. Elas chegaram pra plantar orgânico, viver de artesanato e da terra. Em 1984, El Bolsón se declarou a primeira zona não nuclear da Argentina, e esse espírito de comunidade ficou marcado até hoje.

el bolson: montanhas rochosas com neve e floresta nativa na Patagônia argentina - Vale Liberdade

Mas essa coisa de cidade hippie hoje é mais um clima do que uma cena radical. Você sente nas barraquinhas, nos cabelos compridos, nos produtores de cerveja, nas hortas comunitárias. El Bolsón também é uma cidadezinha de gente trabalhadora que vive de fruta vermelha, de lúpulo e de turismo. É tranquilo, é seguro pra andar, e tem uma vibe de gente que escolheu morar ali pela montanha e pelo ritmo lento. Pra quem mora de motorhome como a gente, é fácil se identificar.

“El Bolsón é o que Bariloche era 40 anos atrás: menor, mais barata e com o dobro de sol.”

A famosa feira de El Bolsón

A feira de El Bolsón acontece na Plaza Pagano, no centro da cidade, às terças, quintas e sábados, das 10h às 16h mais ou menos. No verão, de dezembro a março, ela ganha também os domingos e fica enorme, com mais de 300 barraquinhas. É a feira de artesanato mais conhecida da Patagônia argentina e o motivo número um da maioria das visitas.

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O que você acha lá: trabalho em madeira, couro, pedra e lã, geleia de rosa mosqueta e de framboesa, mel, queijos, cerveja artesanal em copo pra tomar andando, e muita comida de rua. A gente sempre sai com geleia e com uma waffle de doce de leite na mão. Fica a dica: vá de manhã, porque depois das 13h a praça lota e as barraquinhas boas de comida começam a esgotar. Plaza Pagano tem endereço fácil, fica na Avenida San Martín, coração da cidade.

📍 Ver Plaza Pagano no Google Maps

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Dica do Vale Liberdade
Leve dinheiro em espécie, em peso argentino. Boa parte das barraquinhas da feira não passa cartão, e o sinal de celular na praça é fraco pra pagar por aproximação. Um caixa eletrônico no centro costuma ter fila, então saque antes de descer de Bariloche.

Passeios e natureza ao redor de El Bolsón

El Bolsón tem natureza de sobra num raio de 25 km do centro. Os destaques são o Cerro Piltriquitrón, com 2284 metros e o Bosque Tallado de esculturas em madeira queimada, o mirante da Cabeza del Indio, a Cascada Mallín Ahogado e a trilha do Cajón del Azul, a mais famosa da região. Para quem ama montanha, é um prato cheio.

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O Cajón del Azul é o passeio que mais recomendamos pra quem tem perna. São cerca de 14 km de ida e volta a partir do Río Azul, com uns 4 a 5 horas no total e um refúgio no fim com comida caseira. A água do rio é de um azul que não parece real. A Domi, que é ultramaratonista e já correu trilha em meia Patagônia, classifica como dificuldade moderada: nada de técnico, mas tem subida que cansa no calor. Leve água, porque no verão o vale passa fácil dos 28 °C.

O Bosque Tallado fica no Cerro Piltriquitrón, a uns 10 km do centro por estrada de ripio, depois uma caminhada de 1 hora subindo até 1400 metros. São mais de 40 esculturas talhadas em troncos de um bosque que pegou fogo nos anos 1970. A vista lá de cima abre pro vale inteiro. Já a Cabeza del Indio é o mirante mais fácil, dá pra ir de carro quase até em cima, e a Cascada Mallín Ahogado é parada rápida de meia hora.

Passeio Distância do centro Esforço
Cajón del Azul 15 km até a base 14 km de trilha, 4 a 5h
Bosque Tallado (Piltriquitrón) 10 km 1h de subida a 1400 m
Cabeza del Indio 7 km Mirante, caminhada curta
Cascada Mallín Ahogado 12 km 30 min, leve

Se você curte esse tipo de aventura, deixamos nossas favoritas reunidas no post das trilhas inesquecíveis pela Patagônia argentina.

📍 Cajón del Azul no Google Maps

A montanha aqui é de verdade, então roupa certa importa, mesmo no verão. De manhã cedo o vale começa em 8 °C e à tarde bate 28 °C, e lá em cima o vento muda tudo. A gente anda sempre com a estratégia de camadas e equipamentos The North Face, que aguentam o tranco da Patagônia. Se você está montando a mala, vale dar uma olhada na nossa seleção de roupas para o frio.

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Onde comer em El Bolsón

Comer em El Bolsón é sobre duas coisas: cerveja artesanal e fruta vermelha. A cidade é a capital nacional do lúpulo argentino, então a cervejaria é o programa local. Os clássicos são a Cervecería El Bolsón, na saída norte da cidade, e a feira pra petiscar. Os preços, no geral, são mais baixos que em Bariloche.

A Cervecería El Bolsón fica na Ruta 40, km 1980, e tem tour pela fábrica além do restaurante com tábua de cervejas e cordeiro patagônico. A gente sempre pede uma negra com uma tábua de queijos de produtor local. No centro, o entorno da Plaza Pagano tem cafés bons pra waffle, panqueca e suco de fruta na hora. Quem é de doce, procura geleia de rosa mosqueta e os famosos cones de calafate. Dá pra comer muito bem gastando pouco aqui, e a gente, que não é pouco gordo, é muito gordo, aproveita cada parada.

📍 Cervecería El Bolsón no Google Maps · Telefone: +54 294 449 2595

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Dica do Vale Liberdade
A época da framboesa e da cereja é de dezembro a fevereiro. Se você for nesse período, compre fruta direto nas chacras da entrada da cidade, na zona de Mallín Ahogado. Sai mais barato que na feira e você leva pra estrada um balde de framboesa fresca.

Onde ficar em El Bolsón

El Bolsón tem hospedagem pra todo bolso, concentrada em três áreas: o centro, perto da Plaza Pagano, é o mais prático pra quem vai a pé. A zona de Mallín Ahogado, ao norte, é rural e tranquila, boa pra cabanas. E a região do Río Azul, a oeste, é a preferida de quem vai por trilha e camping. A cidade é pequena, então nada fica longe.

Pra quem quer praticidade, fique no centro: você sai do hotel e está na feira em 5 minutos. A gente, que viaja com o motorhome e o Pachê, costuma ficar nos campings da beira do Río Azul, que cobram barato e ficam perto das trilhas. Tem opção de cabana com cozinha pra família e hostel pra mochileiro. No verão, principalmente em janeiro, reserve com antecedência, porque a cidade enche de argentino em férias e as cabanas boas somem rápido.

Região Boa para Distância do centro
Centro / Plaza Pagano Feira, comer, ir a pé 0 km
Mallín Ahogado Cabanas, sossego, frutas 12 km
Río Azul Camping, trilhas, motorhome 15 km

Dicas práticas para visitar El Bolsón

A melhor época para visitar El Bolsón é o verão, de dezembro a março, com máximas de 24 a 28 °C, frutas vermelhas na época e a feira nos dias de pico. No inverno chove e o vale fica em 2 a 8 °C, com a feira menor. Reserve pelo menos um dia inteiro, ou melhor, dois, se quiser fazer uma trilha como o Cajón del Azul.

Algumas coisas que a gente aprendeu indo e voltando: a feira é o coração, então organize o passeio em torno de terça, quinta, sábado ou domingo de verão. Leve peso argentino em espécie. As estradas de ripio para o Bosque Tallado e o Río Azul pedem um carro com um pouco de altura, nada de loucura, mas evite carro muito baixo. O clima muda rápido, mesmo no verão, então leve casaco corta-vento sempre.

Se quiser entender o ritmo do clima da região antes de fechar as datas, vale ler sobre a melhor época para ir a Bariloche e a temperatura em Bariloche, porque o padrão se aplica em boa parte ao vale de El Bolsón, só que uns graus mais quente.

Pois é, El Bolsón combina demais com quem gosta de trekking de verdade. É exatamente o tipo de lugar que a gente coloca nos roteiros quando leva grupos de brasileiros pra caminhar pela Patagônia, justamente porque junta natureza forte, logística fácil e aquele clima de comunidade. E pra quem quer ir além do óbvio de Bariloche, reunimos num e-book os cantos que a gente mais ama na região, esses que não aparecem nos pacotes prontos.

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Dica do Vale Liberdade
Se você só tem um dia, faça o combo clássico: chegue em El Bolsón até as 10h, pegue a feira da Plaza Pagano, almoce na Cervecería e suba à tarde no mirante da Cabeza del Indio pro pôr do sol. Dá pra voltar pra Bariloche de noite tranquilo, com a estrada vazia.

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No fim das contas, vale ir a El Bolsón?

Vale, e muito. El Bolsón é aquela cidade que a gente sempre acaba ficando mais do que planejava. Tem a feira, tem a cerveja, tem trilha de verdade e tem o sol que Bariloche às vezes não dá. É Patagônia argentina no formato mais leve e mais barato. Se você está descendo a Ruta 40 ou usando Bariloche como base, reserve pelo menos um dia pra ela. Faz parte da aventura, e dessa parte a gente nunca se arrepende.

❓ Perguntas frequentes sobre El Bolsón Argentina: a cidade hippie da Patagônia perto de Bariloche

Quantos km separam El Bolsón de Bariloche?

São 120 km pela Ruta 40, cerca de 2 horas de carro descendo para o sul. A estrada é asfaltada e passa por El Foyel e Mallín Ahogado.

Em quais dias funciona a feira de El Bolsón?

A feira da Plaza Pagano abre às terças, quintas e sábados o ano todo, das 10h às 16h mais ou menos. No verão, de dezembro a março, ela também acontece aos domingos e fica bem maior.

Dá para fazer El Bolsón em bate e volta de Bariloche?

Dá, mas é corrido. Em um dia você pega a feira e um mirante. Para fazer o Cajón del Azul ou o Bosque Tallado com calma, vale dormir uma ou duas noites na cidade.

Qual a melhor época para visitar El Bolsón?

O verão, de dezembro a março, com máximas de 24 a 28 °C e frutas vermelhas na época. El Bolsón tem um microclima mais quente e seco que Bariloche, então é ótimo destino de fuga do frio.

Por que El Bolsón é chamada de cidade hippie?

Porque nos anos 1970 recebeu uma onda de gente que buscava vida alternativa, plantio orgânico e artesanato. Esse espírito ficou: até hoje é zona não nuclear, cheia de produtores de cerveja artesanal, geleias e trabalho manual.

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