Colônia Suíça em Bariloche: Feira, Curanto e Charme Europeu

Colônia Suíça em Bariloche: Feira, Curanto e Charme Europeu

Escrito por

Gabriel e Dominique

Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.

⚡ Resposta rápida

A Colônia Suíça fica no km 24 da Avenida Bustillo, dentro do Circuito Chico de Bariloche, a cerca de 25 km do centro. A feira acontece às quartas e aos sábados, das 10h às 17h, e o prato que ninguém pode perder é o curanto, cozido debaixo da terra por até 3 horas.

  • Distância do centro: 25 km, cerca de 35 a 40 minutos de carro pela Bustillo
  • Feira: quartas e sábados, das 10h às 17h, com produtores locais
  • Curanto: chega de manhã para ver a abertura do buraco e comer fresco

Índice

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A Colônia Suíça de Bariloche tem 130 anos de história e fica a 25 km do centro

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Em 1895, imigrantes suíços chegaram ao km 24 da Bustillo com uma ideia que soa estranha até hoje: reproduzir os Alpes dentro da Patagônia argentina. Deu certo. A Colônia Suíça que fundaram fica a 25 km do centro de Bariloche, espremida entre o Lago Nahuel Huapi e o bosque, com casas de madeira e jardins que qualquer europeu reconheceria de longe. O lugar não foi construído pra parecer europeu. Ele é europeu, só que jogado num vale andino.

COLÔNIA SUIÇA: interior de cervejaria artesanal em Bariloche com barris decorativos e clientes no balcão - Vale Liberdade

A gente passa por essa região toda vez que volta pra Bariloche, e o que mais chama a atenção é o contraste. Você está em plena Patagônia argentina, com o lago de um lado e o bosque do outro, e de repente aparece um povoadinho que parece um pedaço dos Alpes que escorregou pra cá. Faz sentido: os suíços chegaram procurando uma paisagem parecida com a de casa, e acharam aqui, no sopé dos Andes.

Pois é, e isso explica muita coisa que você vê na mesa também. A tradição do chocolate, das geleias caseiras, dos defumados e do próprio curanto vem dessa mistura entre o jeito europeu e os ingredientes da terra. Não é cenário de fachada para foto. É gente que mora ali há gerações fazendo o que sempre fez.

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Dica do Vale Liberdade
A Colônia Suíça está no meio do Circuito Chico. Encaixe a visita no mesmo dia em que for fazer o circuito: você economiza um deslocamento de 50 km ida e volta e ainda pega os miradores no caminho.

A feira da Colônia Suíça abre quartas e sábados, das 10h às 17h, com produtores locais vendendo direto

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A feira da Colônia Suíça funciona às quartas e aos sábados, das 10h às 17h, na praça central do povoado. São barracas de artesanato em lã e madeira, doces caseiros, cervejas artesanais, defumados e o curanto sendo preparado na terra. Os produtores vendem direto, sem intermediário, o que mantém o preço relativo mais honesto que nas lojas do centro.

COLÔNIA SUIÇA: Balcão de bar ou quiosque com marca Patagonia em Bariloche - Vale Liberdade

A verdade é que a gente é meio suspeito pra falar de feira, porque a Domi não tem vergonha nenhuma de comer. A gente não é pouco gordo, é muito gordo. Toda vez que para numa feira dessas, a regra é não almoçar antes. Você vai comendo aos poucos: prova uma geleia aqui, um defumado ali, uma fatia de torta na casa de chá depois. Quando vê, já está cheio e feliz.

Fica a dica de quem já chegou no horário errado: sábado lota mais que quarta. Se você quer andar com calma entre as barracas e ainda ver o curanto saindo da terra, chega antes das 11h. Depois do meio-dia o estacionamento fica disputado e o curanto começa a acabar, porque a quantidade é limitada ao que foi enterrado de manhã.

Informação Detalhe
Dias Quartas e sábados
Horário 10h às 17h
Distância do centro 25 km (km 24 da Bustillo)
Tempo de visita 2 a 3 horas
Melhor horário Antes das 11h

O curanto da Colônia Suíça é cozido debaixo da terra por até 3 horas e é o prato símbolo do lugar

O curanto é um método de cozimento ancestral em que carnes, linguiças, frango, batata e legumes são colocados sobre pedras em brasa dentro de um buraco no chão, cobertos com folhas e terra, e cozidos no vapor por até 3 horas. Na Colônia Suíça ele virou atração: o buraco é aberto na frente do público, com fumaça subindo e aplausos. É o coração gastronômico do povoado, e o cheiro chega antes de você ver qualquer barraca.

A gente já comeu cordeiro patagônico em muito lugar dessa estrada, e o curanto tem um sabor diferente justamente por causa do vapor das folhas. A carne sai macia, meio defumada, desmanchando. Não é refinado, é comida de festa, daquelas que você come sentado num banco de madeira com o lago ali na frente. Combina demais com o frio da região.

“O curanto começa a ser enterrado por volta das 9h e é aberto perto das 13h. Chegou ao meio-dia, já dá pra sentir o cheiro de longe.”

A quantidade é contada, então em dia cheio vale chegar cedo e já reservar sua porção numa das barracas que servem o prato. Surreal pensar que tem gente que faz o caminho de 25 km e fica de fora só por meia hora de atraso. Faz parte: turismo bom também é logística boa.

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Dica do Vale Liberdade
Leve dinheiro em pesos em espécie. Muitas barracas da feira não têm máquina de cartão, e a internet ali no km 24 às vezes cai. Localize o ponto no Google Maps (Colonia Suiza Bariloche) antes de sair, porque o sinal some no caminho.

Como chegar na Colônia Suíça: km 24 da Avenida Bustillo, de carro ou ônibus público do centro de Bariloche

A Colônia Suíça fica no km 24 da Avenida Bustillo, a estrada que margeia o Lago Nahuel Huapi rumo ao Circuito Chico. De carro, são cerca de 35 a 40 minutos do centro de Bariloche. De ônibus público, a linha que sobe a Bustillo (3 Mayo / Codao) leva direto, com paradas ao longo da avenida. Também dá pra chegar nos passeios contratados do Circuito Chico.

A gente quase sempre vai de carro próprio, porque com o Pachê na mochila e o nosso ritmo de parar em cada mirador, ônibus não rola. Mas se você não alugou carro, o ônibus resolve bem: é barato, sai do centro e te deixa pertinho da praça. Só fique de olho no horário de volta, porque depois das 17h a frequência cai bastante e ninguém quer ficar plantado no km 24 no escuro.

O trajeto pela Bustillo já é parte do passeio. Você passa pelo Cervecería Blest, por mirantes do lago e pela entrada do Circuito Chico. Se quiser entender melhor tudo que dá pra fazer nessa região, vale ler nosso guia de o que fazer em Bariloche, que cobre os arredores todos.

Cinco dicas práticas para visitar a Colônia Suíça sem perrengue

Visitar a Colônia Suíça sem stress é questão de planejar três coisas: o dia certo (quarta ou sábado), o horário cedo (antes das 11h) e o frio. A feira é toda ao ar livre, então o clima manda. Quem chega preparado aproveita o curanto, a feira e ainda emenda uma trilha curta no mesmo passeio de meio período.

  1. Vá com fome. Não almoce antes. A graça é comer na feira, do curanto à torta na casa de chá.
  2. Chegue antes das 11h. Estacionamento mais fácil, curanto fresco e feira menos cheia.
  3. Leve roupa de frio em camadas. Mesmo no verão a sombra do bosque esfria, e no inverno a mínima beira 0°C.
  4. Pesos em espécie. Várias barracas não passam cartão. A gente já ficou olhando pra um queijo curado artesanal sem como pagar. Não foi legal.
  5. Emende com o Circuito Chico. Você já está no km 24, então aproveite os miradores no caminho de volta.
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Sobre o frio a gente fala com conhecimento de causa: já passamos por menos de -12°C dormindo no motorhome aqui na região. Para um passeio de dia na Colônia Suíça você não precisa de tanto, mas uma segunda camada e um corta-vento mudam o dia, principalmente entre maio e setembro. A gente usa equipamento The North Face justamente porque essa estrada não perdoa. Se quiser dimensionar melhor a mala, dá uma olhada na temperatura em Bariloche mês a mês.

Cervejaria Blest, casas de chá e trilhas curtas: o que fazer na Colônia Suíça além da feira

A região da Colônia Suíça concentra mais do que a feira: a Cervecería Blest, primeira cervejaria artesanal da Argentina, fica a poucos quilômetros na mesma Bustillo; há casas de chá com vista para o Nahuel Huapi; e trilhas curtas saindo dali, como o acesso ao Cerro Llao Llao, com 2 horas de caminhada no bosque. Dá pra encher um dia inteiro sem repetir programa.

As casas de chá são o nosso fraco. A Domi vive dizendo que não tem maturidade pra esses lugares de tão bonito que é tomar um chá olhando o lago. A gente já pediu chá, depois croissant, depois cheesecake, e saiu rolando. É a parte mais europeia da experiência toda, e combina demais com o clima de vilarejo da Colônia Suíça.

Quem gosta de mexer as pernas, como a gente, encontra trilhas leves nos arredores. Nada como o Cerro Catedral ou o Refúgio Frei, que são pauleira de verdade, mas caminhadas curtas de bosque que cabem entre a feira e o pôr do sol. É esse mix de comer bem, andar um pouco e ver paisagem que faz a Patagônia argentina valer cada quilômetro.

Programa Onde fica Tempo sugerido
Feira + curanto Praça da Colônia Suíça 2 a 3 horas
Cervecería Blest km 11,6 da Bustillo 1h30
Trilha Cerro Llao Llao Fim do Circuito Chico 2 horas

E olha, é exatamente esse tipo de roteiro que a gente monta quando leva grupos pra Patagônia. Junta a parte boa de comer, de conhecer a história do lugar e de pisar numa trilha de verdade, tudo no ritmo certo. A gente reuniu nossos lugares favoritos de Bariloche, os fora do óbvio, num e-book pra quem quer montar a viagem sozinho, e leva quem prefere ir com a gente nas nossas trips de trekking pela região.

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Conclusão

A Colônia Suíça é daqueles passeios que entregam mais do que prometem: você vai pela feira e pelo curanto, mas sai com um dia inteiro de Circuito Chico, casa de chá e história de 130 anos. Vá numa quarta ou sábado, chegue antes das 11h, leve casaco e pesos em espécie, e deixe espaço no estômago. O resto a Patagônia argentina resolve.

Se for emendar com outras épocas e roteiros de Bariloche, dá uma olhada na melhor época para ir para Bariloche. Bora que vamos, a estrada espera.

❓ Perguntas frequentes sobre Colônia Suíça em Bariloche: Feira, Curanto e Charme Europeu

Em que dias funciona a feira da Colônia Suíça em Bariloche?

A feira de artesanato e gastronomia funciona às quartas e aos sábados, das 10h às 17h. Aos sábados costuma estar mais cheia, então chegue antes das 11h para pegar o curanto fresco e estacionar com calma.

O que é o curanto da Colônia Suíça?

É um prato cozido debaixo da terra sobre pedras quentes, coberto com folhas, por até 3 horas. Leva cordeiro, frango, linguiça, batata e legumes. O cozimento começa cedo, por isso vale chegar de manhã para ver a abertura do buraco.

Como chegar na Colônia Suíça em Bariloche?

A Colônia Suíça fica no km 24 da Avenida Bustillo, dentro do Circuito Chico, a cerca de 25 km do centro. Dá para ir de carro em 35 a 40 minutos, de ônibus público da linha que sobe a Bustillo, ou em passeios do Circuito Chico.

Quanto tempo ficar na Colônia Suíça?

Meio período resolve bem: 2 a 3 horas para a feira, comer o curanto e tomar um chá. Se quiser emendar com a Cervejaria Blest, casas de chá e uma trilha curta da região, reserve o dia inteiro.

Qual a melhor época para visitar a Colônia Suíça?

De dezembro a março o clima é mais ameno, entre 10°C e 22°C, ideal para a feira ao ar livre. No inverno funciona, mas leve roupa de frio: as mínimas ficam perto de 0°C e a feira é externa.

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