
Cerro Campanario Bariloche: O Mirante e o Teleférico
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina desde 2023. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pacheco, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
O Cerro Campanario é o mirante de melhor custo-benefício de Bariloche: cume de 1.049 m com vista de 360° dos lagos Nahuel Huapi, Moreno e El Trébol. Sobe de teleférico em 7 minutos ou a pé em 30 a 45 minutos. Fica no km 17,5 da Av. Bustillo, a 17 km do centro.
- Cume a 1.049 m, vista dos lagos e dos cerros Otto, López e Catedral
- Teleférico (aerosilla) de 640 m e ~7 min, ou trilha de ~1,3 km e ~215 m de desnível
- Horário das 9h às 17h30-18h, mas fecha sem aviso quando o vento aperta, e em Bariloche o vento não brinca
O Cerro Campanario aparece antes mesmo de você estacionar: é aquele morro pontudo no km 17,5 da Avenida Bustillo, e do topo, a 1.049 m, você encara uma vista de 360° sobre lagos e montanhas, tudo dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. A gente subiu numa manhã de primavera, a gente tava saindo pra dar uma volta pela Estrada 237 procurando cervos, e acabou parando lá em cima sem precisar falar nada. Daqui de cima o Lago Nahuel Huapi se abre com todas as ilhas, o Lago Moreno faz a curva e a fileira de picos nevados fecha o horizonte. Surreal, de verdade. É o passeio de Bariloche que dá mais retorno com menos esforço, e neste guia a gente conta tudo: se vale a pena, como chegar, teleférico ou trilha a pé, o que tem lá em cima e quando ir pra não perder a viagem por causa do vento.
Cerro Campanario vale a pena?
Vale muito, e a gente não esperava tanto assim. O Cerro Campanario tem uns 215 metros de desnível e 30 a 45 minutos de subida a pé. No topo: 1.049 m de altitude, vista aberta de 360° e o Lago Nahuel Huapi se espalhando com suas ilhas, os Lagos Moreno e El Trébol, a Península de Llao Llao e uma fileira de picos com o Cerro Otto, o Cerro López e o Cerro Catedral lá atrás. Tudo num único ângulo. A gente ficou de queixo caído.
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Aparece em quase todo roteiro de primeira viagem por um motivo simples: fica bem no meio do Circuito Chico, num ponto onde o Nahuel Huapi, segundo maior lago da Argentina, se ramifica em vários braços. Você não vê "um lago": vê a água serpenteando entre morros por todos os lados. É o resumo de Bariloche num único olhar.
Pra você ter parâmetro do quanto essa vista impressiona: no mesmo dia em que subimos o Campanario, a gente emendou a trilha do Refúgio López ali perto. Lá em cima, um montanhista argentino, daqueles que conhecem cada cerro da região de cor, jurou pra gente que aquela era a melhor vista de toda a Patagônia. Quem sobe montanha o ano inteiro ainda para pra olhar. O Campanario é a versão acessível desse mesmo visual, sem precisar das 9 horas de trilha do López.
"Do cume de 1.049 m você vê três lagos e três cerros de uma vez só. É o resumo de Bariloche num único olhar."
Como chegar ao Cerro Campanario
O Campanario fica na Avenida Exequiel Bustillo, km 17,5, uns 17 km do centro de Bariloche. De carro são 25 a 30 minutos, e a estrada margeia o lago o tempo todo, então a viagem já vale antes mesmo de chegar. De ônibus, a linha 20 (Centro, Llao Llao) para direto na base, com ônibus passando a cada 20 minutos, pagamento pelo cartão SUBE (confirma horários antes, essas coisas mudam).
Cada opção muda um pouco o seu dia, então vai aqui o detalhe:
De carro ou motorhome: é o jeito mais tranquilo, de longe. A base tem estacionamento próprio, cabe veículo grande, e a gente para o motorhome ali sem drama nenhum. A vantagem real é a liberdade: como o Campanario fica bem no meio do Circuito Chico, você escolhe a hora de chegar sem precisar seguir a ordem de ninguém, para quando a luz estiver melhor e segue o circuito no seu ritmo.
De ônibus (linha 20): funciona bem e é a opção mais em conta. Você desce na parada da base, sobe, desce e pega o próximo. O ponto de atenção é o horário: o ônibus passa a cada 20 minutos e o Circuito Chico é longo, então planeja pra não ficar esperando no frio no fim da tarde.
De excursão: quase todo tour do Circuito Chico inclui parada no Campanario. É prático, mas o tempo é contado e você sobe junto com a multidão. Se curtir a vista sem pressa é o que você quer, ir por conta própria mais cedo compensa muito.
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Teleférico (aerosilla) ou subir a pé?
Essa é a primeira dúvida de quase todo mundo que chega no Cerro Campanario. A resposta curta: as duas funcionam. A resposta real: depende do seu dia. Tem a aerosilla, o teleférico de cadeiras com 640 m de extensão, que leva uns 7 minutos em cadeiras duplas abertas. Tem a trilha a pé, com ~1,3 km, ~215 m de desnível e 30 a 45 minutos de subida. As duas terminam no mesmo mirante.
A gente subiu a pé numa manhã de primavera (setembro-outubro), com os ciprestes ainda meio adormecidos e bem menos gente que no verão. A trilha é curta, mas não é passeio no parque, não: sobe direto, em bom ângulo, e você chega bem ofegante lá em cima, e com uma camada a menos do que você imaginou: a gente saiu de jaqueta e em 5 minutos já tava tirando tudo. Tá puxado nos 30 a 45 minutos de subida? Tá. Mas o gostinho de chegar no cume com as próprias pernas é outro.
Mas é que: se você tá com pouco tempo, com o joelho sensível, com crianças pequenas ou arrastando o grupo todo, o teleférico vale muito. São 7 minutos de cadeirinha aberta com o lago se abrindo embaixo de você, e já é uma coisa linda por si só. Não existe escolha certa; existe a que encaixa no seu dia.
Ah, e pra quem viaja com cão como a gente: o Pacheco sobe a pé numa boa, a trilha é liberada pra cachorro. Já a aerosilla, com aquelas cadeirinhas abertas, não leva pet, então se o seu amigo de quatro patas vai junto, o plano é subir a pé mesmo. Lá no cume, nos decks ao ar livre, ele fica de boa curtindo a vista com você.
| Como subir | Aerosilla (teleférico) | Trilha a pé |
|---|---|---|
| Tempo de subida | ~7 minutos | 30 a 45 minutos |
| Extensão / desnível | 640 m de linha | ~1,3 km, ~215 m de desnível |
| Esforço físico | Nenhum | Moderado, subida constante |
| Melhor pra quem | Tem pressa, vai com crianças ou idosos | Gosta de caminhar e quer economizar |
| Custo | Pago, valor de passeio turístico típico de Bariloche, com bilhete de ida e volta incluso | Grátis |
O que tem e o que se sente no cume
No cume do Cerro Campanario, a 1.049 m, tem cafeteria com janelas panorâmicas, banheiros e decks de madeira espalhados pra você circular e fotografar de vários ângulos. Estrutura de sobra pra ficar um bom tempo. E um aviso que muita gente ignora: o topo costuma estar uns 5 °C mais frio que a base e, com o vento, a sensação cai bastante mais. Leve um casaco mesmo em dia de sol, jura.
A cafeteria lá em cima já é quase parte do passeio. Depois de chegar (a pé ou de teleférico), sentar com um café quente olhando o Nahuel Huapi lá embaixo é daquelas coisas simples que a gente nunca esqueceu. O preço é de ponto turístico, não espere padaria de bairro. Mas um café e uma tostada não pesam tanto e a janela compensa tudo.
Sobre o frio: essa diferença de temperatura pega muita gente de surpresa. Na subida você vai tirando roupa, cinco minutos de trilha e a gente já tá se despindo de tanto calor. Chega no deck lá em cima e o roteiro inverte: o vento do lago aparece e aqueles 5 °C a menos que a base ficam muito reais. É constante lá em cima. Fica a dica: conferes nosso guia de temperatura em Bariloche antes de montar a mala.
Na Patagônia a gente vive com corta-vento e uma segunda camada, mesmo no verão. Sem exceção. No Campanario, o corta-vento já resolve 90% do desconforto no deck. Usamos equipamentos The North Face pra encarar o vento daqui (o cupom VALELIBERDADE dá 10% off na The North Face Brasil).
Quando ir e o que fazer se o vento fechar o teleférico
O Cerro Campanario abre das 9h às 17h30-18h, mas o vento da Patagônia manda no seu dia. A gente viu isso morando aqui: céu completamente azul, sol, zero nuvem, e o teleférico fechado porque a rajada no topo tava perigosa demais pra cadeira aberta. Não tem o que fazer, faz parte da aventura. A dica é olhar a previsão de vento na véspera, não só de chuva. Se puder, guarda o Campanario pra um dia mais calmo, de manhã cedo, quando a Patagônia costuma tá mais tranquila e o mirante menos cheio.
Sobre quando ir, cada estação entrega uma cara bem diferente:
| Época | Como é o Campanario |
|---|---|
| Primavera (set-nov) | Picos ainda nevados, menos gente, dias esticando. Foi quando fomos e recomendamos. |
| Verão (dez-fev) | Lagos num azul intenso, calor na base, mas é a alta temporada, com fila e multidão. |
| Outono (mar-mai) | Cores douradas e vermelhas nas encostas, menos turistas, luz linda pra foto. |
| Inverno (jun-ago) | Neve em volta, cenário de cartão-postal, mas mais dias de fechamento por vento e neve. |
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Conclusão
Pois é, galera: se tem um passeio pra encaixar logo no primeiro dia em Bariloche, é esse. A gente costuma indicar o Campanario como abre-alas do roteiro, você bate o olho no mapa vivo dos lagos, entende como a cidade é desenhada entre a água e os cerros, e a partir dali cada trilha seguinte faz mais sentido no mapa da sua cabeça. Pensa nele como o aperitivo: você emenda no mesmo dia com o resto do Circuito Chico, deixa Llao Llao pra tarde e guarda o Catedral ou uma trilha mais séria pros dias seguintes, quando as pernas já estão aquecidas e a vontade também. É o gostinho que abre o apetite pro prato principal. E é aí que a gente entra: se essa vontade de montanha pegou de vez, a gente leva grupos pra trekking pela região. Chama no WhatsApp e pega o e-book com nossos roteiros de Bariloche pra já sair com o próximo passo desenhado.
❓ Perguntas frequentes sobre Cerro Campanario Bariloche: o mirante e o teleférico
Precisa reservar o Cerro Campanario com antecedência?
Não precisa reservar. O teleférico funciona por ordem de chegada, das 9h às 17h30-18h. O único cuidado é o vento: em dia de rajada forte o topo fecha sem aviso, então vale ir mais cedo, quando costuma estar mais calmo. Confirma horários e condições antes de viajar, porque essas coisas mudam.
Dá pra fazer o Cerro Campanario sem carro?
Dá, sim. A linha 20 (Centro, Llao Llao) passa em frente à base, na Av. Bustillo km 17,5, com frequência de uns 20 minutos e cartão SUBE. De carro são 25 a 30 min do centro. Fica esperto com o horário do ônibus se quiser emendar o resto do Circuito Chico sem perrengue.
O Cerro Campanario é bom pra ir com crianças e idosos?
Que demais pra isso. É o passeio de menor esforço e maior retorno de Bariloche: quem não quer caminhar sobe de teleférico em 7 minutos e chega no mesmo mirante de 1.049 m. No topo tem cafeteria, banheiro e decks planos, funciona pra qualquer idade. É o tipo de rolê que a gente indica sem hesitar pra todo mundo que vem nos visitar.
Precisa de tênis de trilha ou qualquer calçado serve?
Se você vai só de teleférico, qualquer tênis confortável resolve, o cume é todo de deck e caminho firme. Pra subir a pé, a trilha é curta mas sobe direto e solta terra e pedrinha solta, então um tênis com sola que agarra faz diferença, ainda mais se choveu na véspera. Bota pesada de trekking é exagero aqui; um tênis esportivo com boa aderência dá conta tranquilo. Fica a dica: foge de chinelo e sapato de sola lisa, que aí você escorrega feio.
Como comparar o Cerro Campanario com o Cerro Catedral ou o Cerro Otto?
O Campanario é o mais rápido e acessível dos três e entrega a vista panorâmica clássica dos lagos. O Cerro Catedral é destino de dia inteiro, esqui no inverno e trilhas pesadas. O Cerro Otto tem teleférico e café giratório. Pra encaixar num roteiro corrido sem abrir mão da vista, o Campanario ganha de longe.
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