Bariloche em Julho - Como é a Cidade de Bariloche em Julho

Bariloche em Julho: -2 °C, neve e Cerro Catedral aberto

Por Gabriel & Dominique· · atualizado em · 19 min de leitura

Escrito por

Gabriel e Dominique

Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pacheco, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.

⚡ Resposta rápida

Bariloche em julho é o auge do inverno patagônico, o mês com a maior chance de neve do ano inteiro. A temperatura na cidade fica entre -2 °C e 7 °C, o Cerro Catedral opera com 100% das pistas abertas e a cidade vira um cenário branco. É também a alta temporada mais cara, então reservar com antecedência é o que separa a viagem boa da viagem cara.

  • Temperatura média: mínima de -2 °C e máxima de 5 °C a 7 °C na cidade
  • Neve garantida na montanha e frequente no centro (cota baixa, perto de 800 m), a cena que a gente nunca cansa de ver pela janela do Sprinter
  • Cerro Catedral fica a 19 km do centro, com mais de 1.200 hectares esquiáveis

Bariloche em Julho: O Auge do Inverno Patagônico

Bariloche em Julho

Julho é o coração do inverno na Patagônia argentina, e Bariloche vive isso na pele: a cidade, a 770 m de altitude, marca entre -2 °C de mínima e 5 °C a 7 °C de máxima, enquanto a montanha passa fácil de -10 °C. É o mês em que pegar neve fresca chega perto da garantia.

Numa manhã dessas a gente acordou dentro do Sprinter com o vidro congelado por dentro, a bomba d’água travada e os painéis solares sumidos no gelo, sem água até o sol aparecer. É julho patagônico no osso, e foi assim que a gente aprendeu a respeitar esse frio.

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Bariloche em Julho: Mulher sorridente com óculos de sol coloridos em mirante com vista para vale nevado e montanhas em Bariloche, Vale Liberdade

A gente já passou invernos inteiros aqui, dormindo de motorhome no estacionamento do Cerro Catedral pra acordar direto na trilha. Antes de encarar uma delas, a gente passou por um perrengue clássico: nenhum adaptador em Bariloche serve no botijão brasileiro, então tivemos que sair correndo comprar um fogareiro argentino pra não ficar sem fogão na montanha. Resolvido isso, saímos de lá numa madrugada de 1 °C rumo ao Refúgio Frey: 24 km, a primeira vez calçando raquetes na neve funda e umas 8 a 10 horas de caminhada, bem mais do que a gente esperava. Chegamos esgotados e realizados naquele refúgio de madeira encravado embaixo de uma pedra gigante, com fogão a lenha aquecendo tudo e uma cebola deixada na bancada pra quem parasse depois. Se você sonha com Bariloche branca, é este o mês.

O que muita gente não sabe é que a cota de neve em julho costuma ficar baixa, perto dos 800 m de altitude, que é mais ou menos a altura da própria cidade. Pois é, não é raro nevar no centro, na beira do Lago Nahuel Huapi. Já a 1.000 m de altitude pra cima a neve é praticamente certa. Quer entender o detalhe do clima mês a mês, a gente destrinchou isso no guia de quando neva em Bariloche.

A verdade é que julho tem dois rostos. Nos dias de sol, o céu fica de um azul absurdo e o branco da montanha reflete a luz de um jeito que a Domi para no meio da estrada e fala “que demais” pra ninguém. Nos dias de tempestade, fecha tudo, o vento corta e os passeios de montanha são cancelados por segurança. Pois é, a gente sempre recomenda mais dias de margem. Um guia detalhado de temperatura você encontra no nosso post de temperatura em Bariloche.

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Dica do Vale Liberdade
Acompanhe o boletim de neve do Cerro Catedral nos dias anteriores à viagem. Quando a base passa de 1 metro de neve acumulada, as pistas de baixo abrem e o esqui rende muito mais. No pico de julho a base costuma ficar entre 1,2 m e 1,8 m.

O Que Fazer em Bariloche no Auge do Inverno

Bariloche em Julho: Mulher sorridente com óculos de sol coloridos em mirante com vista para vale nevado e montanhas em Bariloche, Vale Liberdade

O que fazer em Bariloche em julho vai muito além de esquiar. O Cerro Catedral, a 19 km do centro, é o maior centro de esqui da América do Sul, com mais de 1.200 hectares e 120 km de pistas. Quem não esquia tem raquete de neve, cadeirinha só pela vista, a rota dos chocolates e as casas de chá. Inverno aqui é cheio de coisa boa.

Bariloche em Julho: duas pessoas conversam com vista para montanhas nevadas em Bariloche, Vale Liberdade

Cerro Catedral: esqui e a vista do topo

O Cerro Catedral fica a 19 km do centro de Bariloche, uns 30 minutos de carro, e tem o topo a 2.000 m de altitude. São 53 pistas para todos os níveis e a temporada de inverno vai de meados de junho até o começo de outubro (confirmar antes de viajar, datas e exigências mudam), sendo julho o mês mais cheio. Mesmo quem não esquia sobe de cadeirinha só pra tomar um café lá em cima olhando a montanha, e vale muito a pena.

A gente costuma dormir no estacionamento do Catedral nas vésperas de trilha. O último fim de semana da temporada, lá no comecinho de outubro, é sempre uma festa de despedida do inverno. Pra quem vai esquiar de verdade, vale contratar aula no primeiro dia: a escola do morro tem instrutores que falam português e isso economiza muito tombo. Detalhamos o morro inteiro no post do Cerro Catedral. Endereço no Google Maps e a central de informações atende no telefone +54 294 440-9000.

Circuito Chico e a rota clássica

O Circuito Chico é um percurso de 27 km que sai do centro pela Avenida Bustillo e passa pelos melhores miradores do Lago Nahuel Huapi. No inverno dá pra fazer de carro em meia manhã, parando no Bar da Patagônia, lá no meio do circuito. Pra entrar no salão principal precisa de reserva, mas sem reserva dá pra comprar uma ficha e tomar cerveja em qualquer cantinho com vista.

Esse é um passeio que a gente faz toda vez que volta pra Bariloche, mesmo morando aqui. Tem o ponto de partida do Cerro Campanario, que os argentinos juram ter uma das melhores vistas do mundo. A subida de cadeirinha leva 7 minutos. Fica a dica: vá cedo, antes das 11h, porque enche. Mais detalhes no nosso guia do Circuito Chico. Localização no Google Maps.

Raquetes de neve e a Patagônia no silêncio

Caminhar com raquete de neve é a forma mais barata e bonita de entrar na montanha no inverno sem saber esquiar. As raquetes se alugam na cidade e a caminhada não exige experiência, só fôlego e roupa certa. É uma atividade que a gente ama, porque te leva pra dentro do bosque nevado com aquele silêncio que só a neve faz.

Quando a semana dá um dos raros dias de sol, a gente sobe o Refúgio López: 9 a 10 km ida e volta, 900 m de desnível até os 1.690 m. No caminho passamos pelo bosque mágico, onde a raiz das árvores solta calor e derrete a neve em volta, formando uns halos de degelo lindos, e ainda cruzamos com um pica-pau de cabeça vermelha. Lá em cima, tostada de queijo e café olhando as montanhas, uma das melhores paradas que a gente conhece. Para quem está começando, comece com algo mais curto, tipo a base do Catedral ou o Cerro Llao Llao, que tem trilhas leves de 1 a 2 horas.

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Dica do Vale Liberdade
Para trilha de neve, leve sempre 1,5 litro de água por pessoa mesmo com frio, lanche calórico e luva extra. No inverno escurece por volta das 18h em Bariloche, então saia cedo e calcule a volta com folga. A gente já voltou de trilha no escuro e não é experiência que se queira repetir.

Chocolate quente e as casas de chá

A rota dos chocolates da Avenida Bustillo é parada obrigatória no inverno, com chocolaterias artesanais que servem o famoso chocolate quente com submarino. A Domi treinou um ano numa academia em cima da Chocolateria Del Turista, olhando o chocolate embaixo. Tortura deliciosa, ela chama. No frio de julho, um chocolate grosso depois da neve é das melhores coisas.

Tem também as casas de chá com vista pro lago, que abrem no fim da tarde e são perfeitas pra uma parada com a neve caindo lá fora. A gente sempre pede além da conta: um chá, um croissant e, claro, um cheesecake pra fechar. A gente não é pouco gordo, é muito gordo, e em Bariloche no inverno isso é praticamente um esporte. Para mais ideias, veja o guia geral do que fazer em Bariloche.

Como é a Cidade de Bariloche no Inverno

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No inverno, Bariloche vira uma cidadezinha de cartão-postal: cheia, festiva e gelada, com a temperatura entre -2 °C e 7 °C e o Centro Cívico todo decorado. Julho é o mês das férias de inverno do Brasil e da Argentina, então as ruas Mitre e o Centro enchem de turista, o comércio abre em horário estendido e os restaurantes ficam disputados, principalmente nos fins de semana.

Bariloche em julho: capa de revista de viagem com paisagem de inverno na Patagônia argentina, Vale Liberdade

O Centro Cívico, aquele conjunto de prédios de pedra na beira do lago, é o coração da cidade e fica lindo com neve. A nossa pracinha favorita pro pôr do sol com mate é ali perto. Apesar de brasileiros, viramos fãs do mate morando aqui. No inverno o sol some cedo, mas o céu fica alaranjado de um jeito que vale o frio nas mãos. E o Pacheco, nosso pug de 14 anos, encara essas voltinhas curtas no centro numa boa, de casaquinho, já trilha de neve funda não é pra ele, nessas ele fica quentinho no motorhome esperando a gente voltar. Endereço do Centro Cívico no Google Maps.

Pra comer, dois lugares que a gente sempre volta: o Cuchara, na Avenida Bustillo, que é o nosso favorito; e o do Timé, com menu mais natural, opções veganas e um aperol spritz que salva qualquer dia. E teve manhã de acordar sem água e sem café no alojamento, brigar feio e sair correndo pro café Delirante só pra "voltar à vida" num cortado quente. Reserva no inverno é quase obrigatória. O Cuchara fica no Google Maps e costuma atender pelo +54 294 452-4949.

“Em julho a cota de neve cai pra perto dos 800 m, e Bariloche, que fica a 770 m, pega branco no centro. É o mês em que a cidade inteira vira cenário.”

Vale dizer que julho é também o mês das estradas escorregadias. As ruas da cidade e principalmente a subida pro Catedral podem ter gelo de manhã cedo, e numa dessas a Domi quase escorregou na neve e derrubou os óculos. Se for alugar carro, peça cadeias de pneu (correntes): em certos dias a polícia exige correntes pra subir a montanha (confirmar antes de viajar, datas e exigências mudam), e a gente já viu muito brasileiro ser barrado por não levar. Fica a dica.

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Preços e Dicas na Alta Temporada de Inverno

Julho é o mês mais caro do ano em Bariloche, e o motivo é simples: as férias de inverno do Brasil e da Argentina caem em cima do pico da temporada de esqui. Com toda essa gente disputando o mesmo lugar ao mesmo tempo, hospedagem, aluguel de equipamento, pase de esqui e passeios sobem de preço e esgotam rápido.

Bariloche em julho: duas pessoas conversam com vista para montanhas nevadas em Bariloche, Vale Liberdade

O que mais pesa no bolso do inverno é o equipamento de esqui. Alugar o kit completo (esqui, botas, bastões e roupa de neve) dentro do Cerro Catedral custa bem mais caro do que na cidade. As locadoras da Avenida Bustillo e do centro saem bem em conta e ainda te poupam da fila lá em cima, a uns 19 km do centro. Vale sair da cama cedo, retirar tudo na véspera e chegar no morro já pronto pra descer.

O pase de esqui é o outro gasto que assusta. O valor muda conforme o dia, e o pulo do gato é comprar pacote fechado: quanto mais dias você pega de uma vez, menor fica o valor de cada dia. Se a ideia é esquiar a semana toda, o passe avulso diário é o pior negócio.

Item Detalhe Dica para economizar
Aluguel de equipamento Esqui, botas, bastões e roupa Alugue na cidade, não no morro
Passe de esqui Valor por dia no Cerro Catedral Compre pacote de vários dias
Hospedagem Pico de demanda em julho Longe do centro sai mais barato
Refeições Restaurantes cheios à noite Almoço rende mais que jantar

Uma dica que vale ouro: o câmbio na Argentina oscila muito, e levar dinheiro em espécie costuma render bem mais do que pagar tudo no cartão. A gente que mora aqui já sente na pele que o que é caro no Brasil às vezes sai barato do outro lado, e vice-versa. Pesquise o câmbio paralelo antes de vir e traga dinheiro físico pro dia a dia, principalmente nas locadoras e nos restaurantes menores.

Outra forma de gastar menos é fechar o roteiro todo de uma vez em vez de comprar passeio solto a cada manhã. Foi pensando nisso, e em tudo que a gente aprendeu vivendo aqui, que a gente juntou nossos lugares fora do óbvio num e-book de Bariloche. É o atalho pra economizar tempo e dinheiro sem cair nas armadilhas de turista que a gente já viu de perto.

Reservas para o Inverno: Planeje com Antecedência

A gente aprendeu na prática: quem vai pra Bariloche em julho precisa fechar voo e hospedagem com 2 a 3 meses de antecedência. Julho é o pico do inverno, e hospedagem, transfer do aeroporto e aluguel de equipamento esgotam semanas antes. Deixe só alguns passeios pra decidir conforme o tempo.

Onde você fica muda tudo. Sem carro, fique perto do Centro Cívico, onde estão os restaurantes, as agências e os ônibus pro Catedral. Quer vista e sossego? A Avenida Bustillo entre o km 8 e o km 25 tem hotéis de frente pro Lago Nahuel Huapi. E quem vai esquiar todo dia ganha tempo dormindo na Villa Catedral, na base do morro, a 19 km do centro.

Região Ideal para Distância do centro
Centro Cívico Quem não tem carro 0 km
Avenida Bustillo Vista do lago e sossego 8 a 25 km
Villa Catedral Quem vai esquiar todo dia 19 km

O aeroporto fica a 15 km do centro, uns 20 minutos de carro, e em julho os voos lotam por causa das férias. Compre a passagem cedo e olhe o transfer compartilhado, que sai bem mais em conta que o táxi. A gente juntou o detalhe da chegada no post do aeroporto de Bariloche. Localização no Google Maps.

Dicas Essenciais para o Inverno Patagônico

Preparo para o frio de verdade é o que separa quem curte Bariloche em julho de quem passa perrengue. Na montanha a sensação térmica passa de -10 °C, então roupa em camadas, proteção contra o vento e bota impermeável não são opção, são obrigatórias. Junte uma margem na agenda para os dias de tempestade e você já escapa de 90% dos apuros de quem vem no inverno despreparado.

Camada é a palavra. A gente, que dorme no motorhome a -12 °C, aprendeu que o segredo não é uma roupa grossa só, são várias finas: uma segunda pele térmica colada no corpo, um fleece ou pluma no meio e uma casaca corta-vento e impermeável por fora. Pra mão, luva impermeável faz toda a diferença, porque luva de lã molha na neve e aí o frio é garantido. Usamos equipamentos The North Face justamente por aguentarem esse tipo de inverno sem falhar.

E aqui entra um recado que a gente leva a sério: a Domi é resgatista certificada e já ajudou a tirar gente de aperto na montanha, então quando ela fala de segurança não é conversa fiada. O que salva em julho não é sorte, é preparo: avise sempre alguém do seu roteiro e do horário previsto de volta, não saia sozinho em dia de neve fresca ou tempo virando, leve água, comida e luva extra, e volte antes de escurecer. Se o tempo fechar, cancele sem dó, a montanha continua ali no dia seguinte, e é sempre melhor voltar frustrado do que não voltar.

Sobre o corpo, um aviso: o frio seco da Patagônia engana. Você não sente tanto, mas desidrata e cansa rápido nos 2.000 m do Catedral. Beba água mesmo sem sede e coma bem antes de subir. A melhor coisa que existe é abrir um pãozinho quando bate a fome lá em cima, a gente sempre repete isso depois do Refugio Lopez. E passe protetor solar mesmo no inverno, porque o branco da neve reflete o sol e queima a pele num instante.

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Dica do Vale Liberdade
Deixe sempre um dia livre na viagem como reserva. Em julho é comum a montanha fechar por tempestade e cancelar o esqui ou os passeios. Com um dia de folga você remarca sem perder a atividade. O que não dá pra resolver hoje, resolve amanhã.

Se a sua viagem inclui crianças, dá pra fazer Bariloche em julho numa boa, só exige adaptar o ritmo e a roupa dos pequenos. Reunimos isso no post de Bariloche com crianças. E se você quer comparar julho com os outros meses pra ter certeza da escolha, veja o guia de qual a melhor época para ir para Bariloche. Pra nós, quem quer neve garantida, julho é imbatível.

Por último, tenha em mente que tudo na Patagônia é mais espaçado do que parece no mapa. Reserve o transporte com calma e não tente espremer Cerro Catedral, Circuito Chico e a rota dos chocolates no mesmo dia. A magia daqui está em ter tempo pra parar, tomar um chocolate quente vendo a neve cair e deixar a Patagônia argentina fazer o que faz de melhor: te deixar sem palavras.

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Bariloche em Julho Vale a Pena

No fim das contas, julho compensa mais pra um perfil bem específico: quem topa gastar um pouco mais e encarar cidade cheia em troca da única época com neve quase garantida. Se o seu sonho é esquiar, ver a Patagônia argentina branca de verdade ou ensinar as crianças a brincar na primeira neve da vida, esse é o seu mês, sem dúvida. Agora, se você foge de multidão e quer economizar, vale olhar o finzinho da temporada ou a virada pra primavera, que entregam paisagem parecida com menos gente e preço mais leve. Sabendo em qual dos dois grupos você se encaixa, o próximo passo é um só: travar voo e hospedagem com dois a três meses de antecedência, montar uma agenda com dias de folga e vir pronto pro frio. A gente, depois de tantos invernos aqui, ainda para no meio da rua pra olhar a montanha, e aposta que você vai fazer o mesmo.

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❓ Perguntas frequentes sobre Bariloche em Julho: Guia Completo para sua Viagem de Inverno

Dá pra levar pet nas trilhas de neve de Bariloche em julho?

Dá, mas com bom senso. Pras voltinhas curtas no centro e nos miradores, de casaquinho, é tranquilo. Já trilha de neve funda e de horas não é lugar pra cachorro idoso ou de porte pequeno: o nosso Pacheco, pug de 14 anos, fica quentinho no motorhome enquanto a gente sobe. Vale lembrar que alguns refúgios e cadeirinhas não aceitam animais, então confirme antes de contar com ele no roteiro.

Precisa de 4x4 ou correntes o tempo todo em julho?

O tempo todo não, mas tenha as correntes no carro. Na maior parte dos dias um carro comum roda bem pela cidade e pela Avenida Bustillo. O aperto é na subida pro Cerro Catedral depois de nevar: aí a polícia pode exigir corrente na entrada, seja 4x4 ou não. Peça o kit de correntes já na locadora e aprenda a colocar antes de precisar, porque exigência e condição da estrada mudam de um dia pro outro.

Compensa alugar carro em Bariloche em julho?

Compensa se você quer rodar o Circuito Chico no seu ritmo, ir e voltar do Catedral no seu horário e fugir de fila de transfer. Sem carro dá pra fazer muita coisa de ônibus e excursão ficando perto do Centro Cívico, só que você perde flexibilidade e depende de horário. Se for alugar, reserve com antecedência (some rápido em julho) e conte sempre com corrente de neve no porta-malas.

É seguro fazer trilha de neve por conta própria em julho?

Dá, desde que você saiba o que fazer se algo sair do prumo. Deu ruim na montanha, perdeu a trilha, virou o tempo, alguém torceu o pé —, a regra da Domi (que é resgatista) é não continuar subindo: pare, se abrigue do vento, mantenha o grupo junto e acione a emergência pelo 103 ou a Comisión de Auxilio de Bariloche. Sinal de celular some rápido lá em cima, então deixe esses contatos salvos offline antes de sair. E tem hora que vale contratar guia sem pensar duas vezes: primeira vez na neve, rota que você não conhece ou grupo com criança e idoso. Guia local sabe ler onde a neve acumulou solta e virou risco de avalanche, informação que mapa nenhum te dá, e que sai muito mais barata que um resgate.

Quantos dias ficar em Bariloche em julho?

De 5 a 7 dias é o número que funciona no inverno. Você quer tempo pro Cerro Catedral, o Circuito Chico e a rota dos chocolates, e ainda uma folga de sobra caso um dia feche com tempestade de neve, que rola em julho e cancela passeio de montanha na hora.

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