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ToggleVerão em Bariloche: Guia Completo com Dicas e Roteiro
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
O verão em Bariloche vai de dezembro a fevereiro, com máximas de 22 a 24 °C, mínimas de 8 a 10 °C e dias longos com sol até 21h30. É a melhor época para trilha e lago: todas as estradas de montanha estão liberadas sem neve e todas as trilhas abrem. Em troca, é alta temporada, tudo mais cheio e mais caro.
- Temperatura: máxima média de 23 °C, podendo passar de 28 °C com vento norte; sempre leve casaco para a noite
- O que fazer: Circuito Chico (25 km), Cerro Catedral (19 km do centro) e trilhas como Refúgio Frei (24 km no total)
- Quantos dias: 4 a 5 para o essencial, 7 para incluir Villa La Angostura e El Bolsón com calma
No primeiro verão em que a gente ficou em Bariloche por mais de uma semana, em dezembro, saímos pro Circuito Chico de regata às 10h e voltamos de casaco às 14h, com o vento patagônico na cara. Três anos morando aqui e o roteiro ainda é esse. O verão em Bariloche vai de dezembro a fevereiro, com 24 °C no pico do dia e sol até 21h30. É a melhor época do ano para trilha: todas as estradas de montanha liberadas sem neve, todos os refúgios com cozinha aberta, os lagos com aquela cor azul mais forte. A amplitude de 16 °C no mesmo dia continua lá, e o vento patagônico de tarde você aprende a respeitar. E olha, é justamente esse contraste que faz do verão em Bariloche uma coisa diferente de qualquer outro destino que a gente conhece.
Neste guia a gente reuniu tudo que sabe de viver isso na pele: o que fazer, onde ficar por bairro, o que cabe num roteiro de 4 a 7 dias e o que botar na mala para não passar perrengue. Sem encher linguiça, só o que ajuda a decidir.
Clima em Bariloche no Verão: O Que Esperar

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Entre dezembro e fevereiro, a máxima média fica entre 22 e 24 °C e a mínima entre 8 e 10 °C. Os dias são longos, com sol nascendo perto das 6h e se pondo só por volta das 21h30. A amplitude térmica é grande: o mesmo dia que bate 26 °C à tarde te entrega 9 °C de manhã cedo na trilha.
A verdade é que o que pega aqui não é o frio, é o vento e a variação. A gente já saiu para correr no Circuito Chico de manhã com casaco e voltou de regata suando às 13h. O vento patagônico aparece de tarde quase todo dia, principalmente perto dos lagos, e ele engana: o sol tá forte, mas a sensação térmica cai rápido quando venta. Fica a dica: protetor solar é obrigatório porque a radiação na montanha é alta, mesmo nublado.
Chove pouco no verão se comparado ao inverno, mas chove. Janeiro e fevereiro são os meses mais secos e estáveis, e dezembro ainda pega resquício de primavera, com mais chance de um dia fechado. Se você quer entender melhor como o ano funciona aqui, a gente explica em detalhe em qual a melhor época para ir para Bariloche e como muda a temperatura em Bariloche ao longo dos meses.
| Mês | Máx. média | Mín. média | Característica |
|---|---|---|---|
| Dezembro | 21 °C | 7 °C | Início da temporada, dias longos, ainda instável |
| Janeiro | 24 °C | 9 °C | Mês mais quente e cheio, alta temporada plena |
| Fevereiro | 23 °C | 8 °C | Quente e mais estável, ótimo para trilha |
Para quem vem do Brasil, a confusão mais comum é achar que vai pegar neve. Não vai. A neve em Bariloche é coisa de junho a setembro, e a gente conta tudo sobre isso em quando neva em Bariloche. No verão você troca a neve pela cor: lagos azul-turquesa, montanha verde e flores. É outro lugar.
“O verão aqui não é quente, é luminoso: 15 horas de sol por dia que esticam qualquer roteiro.”
Vantagens de Visitar Bariloche no Verão


A maior vantagem desta época é o acesso total: com a neve derretida, as estradas de montanha ficam 100% liberadas e todas as trilhas abrem, inclusive as altas como o Refúgio Frei e o Refúgio López, que no inverno só dá para fazer com raquete de neve. Some a isso os dias de 15 horas de luz e você consegue encaixar trilha de manhã, lago à tarde e jantar com o céu ainda claro.
Pra gente, que ama montanha, é a época mais generosa. No inverno a gente já subiu o caminho do Frei de raquete achando que eram 20 km e descobrindo na marra que eram 24, saindo de fogareiro porque estávamos sem gás. Foi lindo e foi puxado. No verão essa mesma trilha vira outro bicho: você caminha de short e camiseta nos primeiros 6 km, que são tranquilos, e só sofre de verdade do km 6 ao km 10, onde divide menino de homem. A diferença de esforço é enorme.
Outra vantagem real do verão é que tudo está funcionando. Refúgios de montanha abertos com cozinha, casas de chá, restaurantes de circuito, passeios de barco saindo todo dia. No meio do ano metade fecha. E para quem quer lago, é a única época que dá para entrar na água sem pensar duas vezes, mesmo que ela continue gelada.
Comece as trilhas cedo, antes das 9h. No verão o vento aperta de tarde e os miradores enchem perto do meio-dia. A gente sempre dorme no estacionamento do Cerro Catedral para sair na primeira luz e pegar a montanha vazia.
Tem a contrapartida honesta: janeiro é alta temporada cheia. Brasileiro, argentino e o resto do mundo vêm todos no mesmo mês. Hospedagem encarece, os pontos turísticos ficam lotados e o trânsito na avenida Bustillo trava de tarde. Se você tem flexibilidade, a segunda quinzena de fevereiro mistura clima de verão com menos gente, e é a janela que a gente mais recomenda.
O Que Fazer em Bariloche no Verão
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Bariloche fora do óbvio
Os lugares que só quem mora aqui conhece: roteiros, trilhas e cantos fora dos pacotes tradicionais. O jeito mais rápido de montar uma viagem com cara de local.

O que fazer aqui nesta época se divide em três frentes: trilhas de montanha, miradores de carro e atividades de lago. O cartão-postal é o Circuito Chico, um loop de cerca de 25 km de estrada com paradas em miradores, que dá para fazer em meio dia de carro ou um dia inteiro com paradas. As trilhas mais procuradas são o Refúgio Frei (24 km ida e volta) e o Refúgio López (9 a 10 km, com 900 m de desnível).
O Cerro Catedral fica a 19 km do centro e é a porta de entrada da montanha. No verão o teleférico funciona para quem quer só a vista, mas o forte aqui é a trilha que sai dali rumo ao Refúgio Frei. O Gabriel já subiu a Laguna Negra e essa região umas 20 vezes, e a Domi, que é ultramaratonista, conhece cada pedra. Tem 4G no Frei, então a gente brinca que é “refúgio nutella”, mas a paisagem das agulhas de granito refletidas na laguna é de fechar a boca. Endereço da base no Google Maps.
Quem quer vista com pouco esforço sobe o Cerro Campanario, a 17 km do centro pela avenida Bustillo. São 7 minutos de aerossilla até 1.050 m de altitude, e lá de cima você vê o Lago Nahuel Huapi inteiro se abrindo entre as montanhas. A National Geographic já elegeu essa como uma das vistas mais bonitas do mundo, e a gente não discorda. Localização no Google Maps.
No Circuito Chico não pule o Bar da Patagônia, que fica bem no meio do trajeto. Para o salão principal precisa de reserva; sem reserva você fica na parte de fora ou compra uma ficha e toma a cerveja em qualquer canto com vista pro lago. A gente faz isso direto. Veja onde fica no Google Maps.
| Trilha / Passeio | Distância | Desnível | Dificuldade |
|---|---|---|---|
| Refúgio Frei | 24 km (ida e volta) | ~750 m | Moderada a difícil |
| Refúgio López | 9 a 10 km | ~900 m | Difícil, mais íngreme |
| Cerro Campanario (aerossilla) | 7 min de subida | até 1.050 m | Fácil |
| Circuito Chico (carro) | ~25 km | estrada | Fácil |
O Refúgio López é o favorito do Gabriel para tomar café lá em cima olhando a vista, que os próprios argentinos consideram a melhor da região. Lá tem tostada com queijo e o melhor pãozinho do mundo quando você chega com fome depois de 900 m de subida. Tem pica-pau de cabeça vermelha e preta nas árvores, e o Gabriel apelidou aquilo de bosque mágico. Fica a dica: a subida do López é mais curta que a do Frei, mas é bem mais íngreme, então não é “a fácil”.
Essa parte da montanha é o nosso terreno. A gente leva grupos de brasileiros para fazer exatamente essas trilhas, com a segurança de quem já caiu e levantou aqui mil vezes, e reuniu os roteiros que não estão no óbvio num e-book sobre Bariloche. Se você quer ir além do cartão-postal, vale dar uma olhada no nosso guia geral do que fazer em Bariloche.
Para dormir no Refúgio Frei ou López a reserva é obrigatória e enche rápido no verão. Garanta com antecedência pelo Club Andino Bariloche. E leve sempre 2 litros de água por pessoa: no calor a subida desidrata mais do que parece.
Passeios nos Arredores de Bariloche no Verão

Os arredores valem dois ou três dias extras nesta época. Os bate-voltas clássicos são Villa La Angostura, a 80 km pela Ruta 40, e El Bolsón, a 130 km ao sul. O Lago Nahuel Huapi, segundo maior lago da Argentina, vira o palco de caiaque, stand-up paddle e passeios de barco para a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes, que só funcionam com regularidade nesta época.
Villa La Angostura é o nosso passeio do coração nos arredores. De lá sai a trilha do Bosque de Arrayanes, 24 km no total (12 de ida e 12 de volta) por uma floresta de árvores cor de canela com manchas brancas, criada como parque em 1971 e com exemplares de até 15 m de altura. Dizem que o Walt Disney se inspirou nessa floresta para o cenário do Bambi. A Domi olhou aquilo e soltou o bordão dela: “eu não tenho maturidade para esse lugar”, que é a versão dela de “que demais”. Dentro do bosque tem uma casa de chá com mil-folhas de doce de leite que a gente devorou depois dos 24 km. Localização da vila no Google Maps.
Quem prefere água a caminhada faz o passeio de barco até a Isla Victoria saindo do Puerto Pañuelo, no fim da avenida Bustillo. O caiaque no Nahuel Huapi também é perfeito no verão, principalmente de manhã, antes do vento. A água fica entre 15 e 18 °C nos pontos mais quentes, como Playa Bonita, a 8 km do centro, então o banho é rápido e revigorante. A gente entra, dá uns gritos e sai rindo. Faz parte da aventura.
El Bolsón fecha o trio dos arredores com um clima mais hippie, feira de artesanato às terças, quintas, sábados e domingos, e a subida ao Cerro Piltriquitrón. É um pulo cultural diferente da montanha, e no verão a estrada Ruta 40 até lá está totalmente liberada. Para quem tem mais dias, dá para esticar até San Martin de los Andes pela Rota dos Sete Lagos, onde a gente morou 6 meses e conhece cada parada.
“Estamos vivos depois de 24 km no Bosque de Arrayanes, e foi o melhor cansaço do verão inteiro.”
Onde Ficar em Bariloche no Verão
Onde ficar depende do seu estilo: o Centro concentra preço bom, restaurantes e ônibus, mas é mais movimentado; a avenida Bustillo, que se estende por 25 km até o Llao Llao, tem as vistas de lago e os hotéis mais charmosos, porém exige carro. A regra simples é: sem carro, fique no Centro; com carro, fique na Bustillo entre o km 0 e o km 8 para equilibrar vista e acesso.
A gente conhece bem essa avenida porque malhou um ano numa academia em cima da Chocolateria Del Turista, no Centro, olhando o chocolate embaixo, uma tortura deliciosa. O Centro é prático: você desce a pé para jantar, pega ônibus para o Catedral e para o Circuito Chico, e tem mercado por perto. A desvantagem no verão é o barulho e o trânsito da temporada cheia.
| Região | Para quem | Ponto forte | Ponto fraco |
|---|---|---|---|
| Centro | Sem carro, primeira vez | Restaurantes, ônibus, preço | Movimentado, sem vista de lago |
| Bustillo km 0-8 | Com carro, casais | Vista de lago perto do Centro | Precisa de carro |
| Bustillo km 8-25 | Sossego, lua de mel | Natureza, Llao Llao, silêncio | Longe de tudo sem carro |
| Cerro Catedral | Trekkers | Sai cedo na trilha | Isolado, sobe de carro |
Fica a dica de quem mora na estrada: no verão reserve com semanas de antecedência, principalmente para janeiro. Os melhores lugares na Bustillo esgotam, e o que sobra em cima da hora vem com preço de alta temporada. O custo sobe muito entre dezembro e fevereiro, então quanto antes você fechar, melhor a relação entre vista e o que paga.
O Que Levar na Mala para Bariloche no Verão
A mala desta época precisa cobrir do calor de 26 °C ao frio de 8 °C do mesmo dia, então a palavra é camadas. O esquema que a gente usa é o de três camadas: uma segunda pele leve, um fleece ou casaco térmico no meio e uma jaqueta corta-vento por cima. Some tênis de trilha de verdade, óculos de sol e protetor solar fator alto, porque a radiação na montanha queima rápido.
A gente vive aqui o ano todo e a roupa errada estraga passeio. Já vimos muita gente subir trilha de tênis de academia e descer com bolha. No verão você não precisa de roupa de neve pesada, mas precisa de corta-vento e um casaco quentinho para a noite e para os miradores ventosos. A Domi, que corre ultramaratona de montanha aqui, não sobe sem uma camada corta-vento na mochila nem no dia mais quente, porque lá em cima o tempo vira sem avisar.
O que vestir em Bariloche?
Bariloche exige roupas certas para o frio. Fizemos um guia completo com tudo que você precisa levar na mala. E tem cupom de 10% na The North Face esperando por você lá.
Lista rápida do que não pode faltar na mala de verão: tênis de trilha com solado aderente (a Domi não desce o Frei de tênis comum, já viu gente chegar no km 8 andando de lado com bolha nos dois pés), três pares de meias técnicas, corta-vento impermeável, fleece, calça leve de secagem rápida, boné, óculos de sol, protetor solar, garrafa de água reutilizável e uma mochila de 20 litros para os passeios de dia inteiro. As nossas peças de montanha são da The North Face, e a gente usa o cupom VALELIBERDADE para os 10% de desconto, então fica a dica para montar o kit sem doer tanto.
Mesmo no verão, leve uma touca fina e luva leve na mochila para trilhas altas como o López, a 1.700 m. Não é exagero: já pegamos vento gelado em pleno janeiro lá em cima enquanto embaixo fazia 24 °C.
Onde Comer em Bariloche no Verão
Onde comer em Bariloche é parte séria da viagem, e a gente assume sem vergonha que não é pouco gordo, é muito gordo. O Centro concentra as parrillas, chocolaterias e cervejarias artesanais; a avenida Bustillo tem os restaurantes com vista de lago; e o forte da região no verão é cordeiro patagônico, trutas dos lagos e o famoso chocolate de Bariloche. Reserva é recomendada nos melhores na alta temporada.
O nosso favorito de sempre é o Cuchara, na avenida Bustillo, onde a gente pede sempre a mesma coisa porque acerta toda vez. Para quem quer um menu mais natural, com opções veganas, ambiente ótimo e um aperol spritz, a gente gosta do restaurante do Timé. E no Circuito Chico, o Bar da Patagônia resolve a fome com cerveja artesanal e vista. Veja o Cuchara no Google Maps.
O programa que mais marca no verão é a casa de chá. A gente foi numa especial da região com vista para o lago, chegou exatamente às 16h quando abriu, e pediu chá com passas, chocolate e baunilha. Depois um croissant. Depois um cheesecake. A Domi olhou a vista e soltou de novo: “eu não tenho maturidade para esse lugar”. É o tipo de tarde que define a viagem. Não pesa no bolso perto do que entrega, e o chocolate artesanal de Bariloche, vendido em dezenas de lojas no Centro, é parada obrigatória.
O vinho argentino é o grande barato daqui, e a parrilla de cordeiro vale cada minuto de espera. Reserve as parrillas e casas de chá mais concorridas com antecedência no verão, porque elas enchem no fim de tarde. Fica a dica final de mesa: peça a sobremesa sem culpa, você vai caminhar 20 km no dia seguinte de qualquer jeito.
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Siga nossa vida na Patagônia!
Acompanhe nosso dia a dia morando de motorhome pela Argentina. Trilhas, gastronomia, perrengues e muito mais!
Como Chegar a Bariloche no Verão
Bariloche tem aeroporto próprio, o Teniente Luis Candelaria (BRC), a 13 km do centro, com voos diretos de Buenos Aires em cerca de 2h20. De ônibus, a mesma viagem desde Buenos Aires leva de 22 a 24 horas pelos 1.600 km de estrada. No verão todas as rotas de acesso estão liberadas, sem neve em nenhum trecho.
A gente entra e sai de Bariloche de motorhome faz três anos, sempre pela Ruta 40, e a verdade é que o verão é a época mais tranquila pra dirigir aqui. Nada de gelo na pista, nada de corrente nos pneus. Quem chega de avião pega a avenida Bustillo, que é a espinha do turismo: ela sai do centro e vai numerada de quilômetro em quilômetro até o km 25, no Circuito Chico. Quando a gente marca algum lugar, é sempre por esse número, tipo Bustillo km 17,5. Fica a dica: anote o km do seu hotel antes de chegar, porque é assim que todo mundo se localiza aqui. Endereço do aeroporto no Google Maps.
Pra quem vem de carro pela região, El Bolsón fica a 130 km ao sul, cerca de 2 horas pela Ruta 40, e Villa La Angostura a 80 km ao norte, mais ou menos 1h15 pela Ruta 40 contornando o Lago Nahuel Huapi. No verão essas duas estradas estão 100% abertas, o que no inverno nem sempre acontece.
Roteiro de 4 a 7 Dias em Bariloche no Verão
Para o essencial bastam 4 a 5 dias. A divisão que a gente recomenda: um dia para o Circuito Chico (25 km de loop), um para uma trilha de montanha como o Refúgio Frei (24 km ida e volta) ou o Cerro Campanario (7 minutos de aerossilla até 1.050 m), um para o centro e o Cerro Catedral (19 km do centro) e um livre para lago. Com 7 dias dá para somar Villa La Angostura e El Bolsón.
No nosso primeiro verão completo aqui a gente fez mais ou menos isso, e o que aprendeu é que não adianta empilhar trilha pesada todo dia. O corpo cobra. Então a gente intercala: um dia puxado de montanha, um dia mais leve de carro e mirador. No dia 1, chegada e Circuito Chico de carro com parada no Cerro Campanario pra vista do Nahuel Huapi inteiro, localização aqui. Dia 2, trilha do Refúgio Frei saindo do Cerro Catedral, que rende o dia todo, umas 8 horas com calma. Dia 3, dia de lago e centro, com cerveja no Bar da Patagônia no meio do Circuito Chico. Dia 4, Cerro López ou descanso.
Se você esticar pra 7 dias, reserve um dia inteiro pro Bosque de Arrayanes em Villa La Angostura, que são 24 km de caminhada ida e volta (ou bem menos se você for de barco até a ponta) e outro pra El Bolsón e a feira artesanal. A gente fez os 24 km do Arrayanes num dia só e saiu arrasado, mas valeu cada passo. Veja o ponto de partida no Google Maps.
Quanto Custa Viajar para Bariloche no Verão
O custo do verão em Bariloche se concentra na hospedagem: ela costuma comer metade ou mais do orçamento da viagem, mais do que passeio e comida somados, então é por ela que vale começar a conta. O resto se decide em três coisas: o mês, o bairro onde você dorme e se aluga carro. Janeiro é alta temporada cheia e o período mais caro do ano, com hospedagem disputada por brasileiros, argentinos e europeus ao mesmo tempo; a segunda quinzena de fevereiro mantém clima de verão com bem menos gente e é a janela que mais sai em conta. Na prática, dá pra pensar a diária em três faixas. A econômica é hostel com quarto compartilhado ou cabana simples no centro, em geral com café da manhã básico incluso. A média é hotel três estrelas ou apartamento no centro, com cozinha própria e às vezes garagem. A premium é cabana ou hotel na Bustillo com vista pro lago, café reforçado e estrutura de lazer. De uma ponta à outra, uma diária premium custa cerca do dobro de uma econômica dentro da mesma cidade, e é esse pulo que mais mexe no total da viagem.
A gente vive na estrada e não fica em hotel, mas acompanha os preços de perto porque leva grupos pra cá. O que pesa de verdade é onde você dorme: um quarto na avenida Bustillo do km 8 ao km 25, a parte mais nobre e com vista pro lago, costuma sair por quase o dobro de um quarto de conforto equivalente no centro — o que você paga a mais ali é a vista, não o quarto. Ficar no centro de Bariloche te coloca na faixa média ou econômica, ainda te deixa a pé de restaurante e mercado e libera boa parte do orçamento pra passeio e comida. O carro é o segundo item que muda a conta: o Circuito Chico tem 25 km e os miradores estão espalhados, então sem carro você fica dependente de excursão, e o passeio que seria livre vira pacote fechado. Alugar por alguns dias costuma pesar, no total da viagem, o equivalente a uma diária premium a mais — mas compra liberdade de horário e chegada cedo nos miradores.
Fica a dica honesta: se o objetivo é economizar sem perder o verão, mire fevereiro em vez de janeiro e durma no centro em vez da Bustillo. A combinação mais barata do verão é segunda quinzena de fevereiro dormindo no centro na faixa econômica; a mais cara é janeiro na Bustillo com vista pro lago na faixa premium — e a diferença entre essas duas pontas chega a dobrar o custo da hospedagem dentro do mesmo verão, com o clima praticamente igual, máximas de 23 °C nas duas. Essa lógica de alta e baixa dentro da própria estação se repete todo ano, então é nela que mora a maior economia possível sem abrir mão de nada do que importa.
Dicas Práticas para Aproveitar o Verão em Bariloche
Depois de três anos vivendo aqui, juntamos alguns detalhes práticos que ninguém conta antes da viagem e que fazem diferença no dia a dia: como se virar no espanhol, como se locomover sem alugar carro e como funciona o sistema de refúgios de montanha.
O espanhol resolve quase tudo, e o argentino é paciente com brasileiro. Duas coisas ajudam de cara: aqui se usa “che” pra chamar alguém de modo informal, e “ônibus” é “colectivo”. Pra pagar o colectivo você precisa da tarjeta SUBE, um cartão recarregável que se compra em quiosque (kiosco) e se recarrega em qualquer um deles. Sem ela não dá pra andar de ônibus na cidade, então é a primeira coisa que a gente recomenda resolver no dia da chegada.
Pra se locomover, o app que funciona melhor aqui é o Cómo Llego, que mostra a linha e o horário do colectivo quase em tempo real (a linha 20 sobe o Catedral, e a 10 e a 11 cobrem o trecho do Circuito Chico). Uber e táxi por aplicativo são limitados em Bariloche; o rádio-táxi por telefone ou o ponto na rua ainda é o mais confiável. Se for alugar carro no verão, feche com antecedência, porque a frota some na alta temporada.
E o detalhe que mais gente ignora: trilha com refúgio aqui passa pelo Club Andino Bariloche. Pra dormir no Frei ou no López a reserva é feita com eles, e mesmo pra fazer só de dia eles pedem que você registre a saída e a previsão de volta — é segurança, não burocracia, porque se você não voltar alguém vai atrás. No mesmo balcão eles informam a condição da trilha no dia, que muda rápido aqui em cima. SUBE no bolso, saída registrada e protetor solar na mochila: é com esse trio simples que a gente encara qualquer dia de verão por aqui.
Conclusão: vale a pena o verão em Bariloche?
Vale, e muito. O verão em Bariloche é a época em que a montanha se abre por inteiro: todas as trilhas liberadas, lagos no auge da cor, dias longos de 15 horas de luz e a chance de combinar caminhada, água e gastronomia no mesmo dia. A troca é a alta temporada cheia, principalmente em janeiro, então quem puder vir na segunda quinzena de fevereiro pega o melhor dos dois mundos.
Depois de 3 anos morando na Patagônia, o que a gente repete para quem pergunta é simples: venha preparado em camadas, comece os passeios cedo e reserve com antecedência. Faça pelo menos uma trilha de verdade, um passeio de lago e uma tarde de casa de chá, e você vai entender por que a gente escolheu viver aqui. Bora lá: cedo, casaco na mochila e protetor no bolso, que o verão em Bariloche retribui cada passo. E se quiser fazer as trilhas com gente que conhece cada pedra, a gente leva grupos de brasileiros para caminhar na Patagônia. Bora que vamos.
❓ Perguntas frequentes sobre Verão em Bariloche: Guia Completo com Dicas e Roteiro
Qual a temperatura do verão em Bariloche?
Entre dezembro e fevereiro a máxima fica em torno de 22 a 24 °C, com mínimas de 8 a 10 °C de manhã e à noite. Em dias de vento norte pode passar de 28 °C, mas a amplitude térmica é grande, então leve casaco mesmo no calor.
Dá para nadar nos lagos de Bariloche no verão?
Dá, mas a água fica entre 15 e 18 °C nos pontos mais quentes, como Playa Bonita. É um banho rápido e revigorante. O normal é mergulhar e sair correndo rindo, mas no verão é totalmente possível.
Quantos dias ficar em Bariloche no verão?
De 4 a 5 dias resolvem o Circuito Chico, o Cerro Catedral, uma trilha como o Refúgio Frei e um bate-volta a Villa La Angostura. Com 7 dias você inclui El Bolsón e os passeios de barco com calma.
Verão é uma boa época para ir a Bariloche?
Sim, é a melhor época para trilha e lago. Os dias são longos, com sol até 21h30, as estradas de montanha estão liberadas sem neve e todas as trilhas abrem. A desvantagem é a alta temporada cheia, com tudo mais lotado, principalmente em janeiro.
Precisa de carro para conhecer Bariloche no verão?
Ajuda muito. O Circuito Chico, o Cerro Catedral (19 km do centro) e Villa La Angostura (80 km) ficam fora da cidade. Dá para fazer de ônibus e excursão, mas com carro você controla horário, evita fila e chega cedo nos miradores.
Viva isso com a gente — Vale Trips
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Gosta de praia e trekking? Veja o que fazer em fevereiro em Bariloche — praias no Nahuel Huapi e trilhas abertas.




