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Toggle10 Trilhas Inesquecíveis pela Patagônia Argentina
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
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⚡ Resposta rápida
A Patagônia argentina concentra suas principais trilhas na região de Bariloche, com destaque para Refúgio Frei (24 km), Refugio Lopez (9 km com 900 m de desnível), Bosque de Arrayanes (24 km em Villa La Angostura) e Laguna Negra. A melhor época para caminhar sem neve vai de dezembro a março, com temperaturas entre 10°C e 20°C. O aeroporto de Bariloche fica a 13 km do centro e o Cerro Catedral, ponto de partida do Frei e do Lopez, a 19 km pela Avenida Bustillo.
- Refúgio Frei tem 24 km no total saindo do Cerro Catedral, com os últimos 4 km de subida intensa e desnível concentrado entre o km 6 e o km 10
- Bosque de Arrayanes fica em Villa La Angostura a 80 km de Bariloche pela Ruta 40, com 24 km de trilha entre árvores caneladas de até 15 m dentro de um parque de 20 mil hectares criado em 1971
- O clima de montanha pode cair de 18°C no vale para 5°C com vento no alto mesmo no verão, por isso roupa em camadas e pelo menos 2 litros de água por pessoa são indispensáveis
Como chegar às trilhas inesquecíveis da Patagônia argentina

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A maioria das trilhas inesquecíveis pela Patagônia argentina parte de Bariloche e de Villa La Angostura, no noroeste da província de Río Negro. O aeroporto de Bariloche fica a 13 km do centro, e o Cerro Catedral, porta de entrada para o Refúgio Frei e o Refugio Lopez, está a 19 km da cidade pela Avenida Bustillo.
A gente quase sempre dorme de motorhome no estacionamento do Cerro Catedral na véspera, pra começar a caminhada cedo. Se você não tem carro, dá pra pegar o ônibus da linha que sobe a Bustillo até o Catedral, mas confere o último horário de volta, porque a trilha pro Frei são 8 horas no total e voltar de noite a pé até a estrada não é o plano. Fica a dica: chegue antes das 9h, a luz da manhã na montanha é outra coisa.
Pro Bosque de Arrayanes, em Villa La Angostura, a saída é do centro da vila, a 80 km de Bariloche pela Ruta 40 contornando o lago Nahuel Huapi. São 24 km de caminhada, 12 de ida e 12 de volta, então também vale madrugar.
Melhor época para encarar o trekking na Patagônia

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A melhor época para as trilhas inesquecíveis da Patagônia argentina vai de dezembro a março, o verão do hemisfério sul, com temperaturas entre 10°C e 20°C e a neve já derretida nos vales. Fora dessa janela o acesso de caminhada ao Cerro Catedral costuma fechar depois de outubro, e no inverno o Refúgio Frei só dá pra alcançar de raquete de neve.
A gente já viveu os dois extremos. Em outubro pegamos Bariloche nevando, fomos parar numa casa de chá com vista pro lago tomando chá enquanto caía neve lá fora. E numa primeira vez na neve a temperatura bateu perto de -12°C: a bomba d’água do motorhome congelou e os painéis solares amanheceram brancos. A verdade é que diesel congela abaixo de -17°C, então quando a sensação térmica foi chegando perto disso a gente tomou a decisão rápida de sair. Faz parte da aventura, mas montanha no inverno exige respeito.
Se a ideia é correr ou caminhar sem neve, mire janeiro e fevereiro. Se quer paisagem com pico nevado ao fundo e ainda assim trilha aberta, novembro e março são uma boa aposta.
As trilhas que mais marcaram a gente na Patagônia argentina

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Entre as trilhas inesquecíveis pela Patagônia argentina, quatro são as que a gente mais repete: Refúgio Frei (24 km no total, saindo do Cerro Catedral), Refugio Lopez (9 a 10 km com 900 m de desnível), Bosque de Arrayanes (24 km em Villa La Angostura) e a subida da Laguna Negra. Todas partem da região de Bariloche e variam de meio dia a um dia inteiro de caminhada.
O Refúgio Frei é o xodó da Domi, que já subiu umas 20 vezes. No papel são 10 km de ida e 10 de volta, mas na prática viram 24 km. Os primeiros 6 km são tranquilos, pouco desnível. Do km 6 ao 10 é onde divide menino de homem: sobe de verdade. No alto tem 4G, por isso a gente brinca que é o refúgio nutella. A Domi chorou de emoção ao chegar lá em cima na primeira vez de raquete.
O Refugio Lopez é mais curto mas mais íngreme, 900 m de desnível em uns 9 km, e os argentinos da região juram que é a melhor vista de Bariloche. O Gabriel adora tomar café lá no topo olhando a montanha, com pica-pau de cabeça vermelha batendo nas árvores. Já o Bosque de Arrayanes, em Villa La Angostura, são 24 km dentro de um bosque de árvores caneladas de até 15 m de altura, criado como parque em 1971, com 20 mil hectares. Dizem que Walt Disney se inspirou ali pro cenário do Bambi. No meio do caminho tem uma casa de chá onde a gente come mil-folhas de doce de leite. Domi resumiu: a gente não tem maturidade pra esse lugar.
Refúgio Frei · Refugio Lopez · Bosque de Arrayanes
Quem quer ir além de Bariloche encontra em El Chaltén as trilhas mais selvagens da Patagônia — Laguna Torre, Laguna Capri e o trekking ao Fitz Roy, que o Gabriel considera a paisagem mais impressionante que já viu. Os detalhes de cada rota estão no nosso guia de trilhas de El Chaltén.
O que levar para uma trilha na Patagônia argentina

Para as trilhas inesquecíveis da Patagônia argentina o essencial é roupa em camadas, calçado de trekking com solado firme e pelo menos 2 litros de água por pessoa. O clima de montanha vira em minutos: pode sair com 18°C no vale e cair pra 5°C com vento no alto, mesmo no verão.
A gente aprendeu isso no couro. No Frei de raquete a gente saiu de fogareiro porque estava sem gás, e o que segurou as 8 horas de caminhada foi roupa térmica de qualidade e uma boa segunda pele. Leve casaco corta-vento, gorro, luva e um lanche de verdade, porque o melhor que tem é comer um pãozinho quando você está com fome no meio da subida. No Lopez o café no refúgio salva, mas nem toda trilha tem ponto de apoio, então não conte com isso. Fica a dica: protetor solar mesmo nublado, porque a altitude queima a pele rápido.
Perguntas frequentes sobre as trilhas inesquecíveis da Patagônia argentina
Reunimos aqui as dúvidas que mais recebem da galera antes de encarar o trekking na Patagônia argentina.
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